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quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

PROFISSÃO PERIFERIA

Profissão periferia
Por Germano Gonçalves. 

Em algum tempo passado, os lixos eram revirados pelos cachorros que se davam o nome de vira-latas, até hoje conhecidíssimos remexiam a procura de algo para se alimentarem, deixando as mulheres donas de casa, que ajeitavam os sacos com os resíduos da cozinha, e os colocavam em frente ao portão, para serem recolhidos pelo caminhão dos coletores de lixo.
Como sempre antes que os mesmos chegassem, os cachorros faziam a festa e rasgavam os sacos, espalhando todas as imundices pela calçada e no meio da rua, as mulheres ficavam furiosas espantava os animais com vários gritos, quando viam os filhos dessas mesmas mulheres em defesas delas, atiravam pedras nos animais irracionais, no entanto nos dias de coleta era sempre a mesma coisa.
Por causa desses tormentos inventaram umas lixeiras, que ficavam longe do solo, era sustentado por uma barra circular de ferro, em sua ponta se localizava o local para colocar os sacos de lixo, assim facilitou o trabalho das donas de casas, pois o lixo fica longe dos animais, alguns lixos ainda se encontram na calçada, atormentam ainda as donas de casa, porque não é toda residência que tem uma lixeira, sabe se lá porque nem todos adotaram essa técnica.
Hoje em dia principalmente nas vilas ditas periferias, as lixeiras passaram a ser alvo dos homens; isso mesmo dos homens, seria ironia dizer que disputam território com os mamíferos quadrúpedes, esses homens muitos deles desempregados, com idades avançadas se aposentaram ou se desligaram de uma empresa qualquer, recebem salários insignificantes que mal da para o pão de cada dia, porem é natural ver também, crianças que se ocupam desses afazeres e quando faminta pega do lixo qualquer alimento que pareça estar em boas condições para matar a fome, jovens que se perderam na vida por fatalidades, oportunidades que não conseguiram obter melhor posição social, largaram os estudos muitos se entregaram a bebidas alcoólicas, outras pessoas sem famílias que vieram para cidade grande em busca de estabilizar-se em uma empresa e se dar bem na vida, como o destino prega coisas contrária, oposto à razão que ficamos sem entender, então esses homens velhos ou jovens têm que sobreviver, pois viver não dá mais, logo vegetam. Então fazem de catar lixo suas profissões.
E olha que se tornou uma oportunidade disputadíssima, são homens e mulheres em busca da sobrevivência, esses lixos caseiras são vasculhadas por eles que procuram latas, papelões, garrafas, ferro e tudo o mais que possa ser vendido, espantam até os cachorros que se aproximam, e todas as vezes que o caminhão do coletor de lixo passa nas ruas dos bairros, antes que os mesmos, eles aparecem e reviram todas as latas e sacos de lixos, todos trabalham para os tais ferro-velho, que trabalham para as companhias de aparas de papelão, alumínio e outros materiais recicláveis, pagam uma ninharia pelos serviços prestados aos catadores de lixos, que enchem seus carrinhos de madeiras, ou de carcaça de geladeira.
Tem catadores de lixo que trabalha com disposição, para levar o sustento de cada dia para dentro de seus aposentos, com o pouco que ganham comprar o necessário para o consumo pessoal de seus familiares, outros são ociosos gastam o que ganha com cachaças e cigarros, vivem pálidos, descarnados e quebrados sem brilho.
Os que são fiéis ao seu trabalho, ajeitam os montões de lixos das casas em um só local da rua, facilitando o trabalho dos homens da limpeza pública que recolhe e conduz ao depósito de lixo, para ser incinerado, aterro sanitário, o lixo é enterrado e compactado por tratores.
As donas de casas agora não, mais se preocupam com os cães e, nem com o homem, certo que alguns parecem individuo salteador, porem é melhor revirar o lixo da dona de casa do que a casa da dona, e essas protetoras dos lares domésticos ficaram mais apreensivas, nada a ver com os homens maltrapilhos que catam os lixos e, sim pelo respeito a eles que são pessoas as quais não tiveram instruções familiares, ou por ironia do destino caíram nesta vida, teriam essas mulheres que orientar seus filhos, pois sabemos muito do que uma criança pode fazer um garoto peralta, por exemplo; todo cuidado é pouco, logicamente que não podemos maltratar nem um animal.
Quando do raiar com os cachorros pela baderna que aprontavam nos cesto de lixos, seus filhos vinham em sua defesa, tinham que orientá-los; a não lesá-los fisicamente, atirando-lhes pedra ou até mesmo os atacando com pedaços de madeira e, qual seria a reação das crianças ao ver um homem que anda mal vestido e esfarrapado parado em frente ao seu portão, revirando latões de lixos que transbordam algumas coisas de útil.
E essas mulheres com seus afazeres caseiros, que já educam seus filhos para serem homens de bem, porem ao presenciar uma atitude dos catadores de lixo perante os seus filhos, teriam que reeducá-los e de certa forma dizer a eles que é a luta pela sobrevivência, que o trabalho engrandece o espírito humano, faz a pessoa ser digna e manter uma postura de um vencedor, que não é vergonha nenhuma trabalhar, seja ele qual for o serviço, por tanto temos que respeitar a todos como a nós mesmo.
A verdade é que os homens ditos catadores de lixos, quando na verdade não são lixos e sim materiais recicláveis, separados, que vão ser usados para se tornarem matérias primas de um novo produto, ou serem aperfeiçoados, os vidros e garrafas podem ser usados para fazer novos vidros e garrafas, restos de metais, papeis, e papelões também podem ser reciclados, resultando em um admirável produto para a serventia da sociedade.

Esses homens freqüentemente, quando do dia de recolher os lixos das casas, eles estão assíduos em seus lugares para mais um dia de trabalho árduo, mas gratificante em alguns momentos, porque todos nós temos o nosso momento de alegria seja onde for. E vida que segue, sempre.


sábado, 6 de janeiro de 2018

DE SARAU EM SARAU!

SARAU PENSE JÁ!!!

De sarau em sarau, fui prestigiar o sarau PENSE JÁ, organizado pelo poeta e slammer Cleyton Mendes, o primeiro do ano de 2018 e de muitos que quero estar, levando a minha literatura urbana marginal, e conhecendo novos poetas e escritores da cena periférica, e revendo sempre um amigo das letras, pois onde existe sarau, lá está o poeta o escritor o artista, que anda de sarau em sarau em busca de mostrar sua arte, e transmitir paz para a humanidade, incentivando à leitura com suas poesias, e a arte em geral em seu segmento artístico, muito gratificante poder somar junto a este sarau que já é referencia entre os eventos de sarau, espalhado por nossas periferias e por todo o Estado bem como nosso imenso Brasil, levando a literatura, a arte e a cultura para que possamos ter um mundo melhor para se viver, sem as injustiças do poder publico que deixa a desejar, nos assuntos sociais, mas por intermédio da literatura, arte e cultura, podemos soltar a nossa voz, pois essa é a nossa resistência, e nossa caminhada, confira um pouco mais do que rolou no sarau pense já, aqui e vamos de SARAU EM SARAU, valeu!