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quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

LITERATURA E RESENHA - O PENSAMENTO E O VENTO.

O PENSAMENTO E O VENTO.

RESENHA DO LIVRO: PENSAVENTO - Cotidiano atípico.
De: Breno Ferreira.


Conheci Breno Ferreira em um sarau, na Universidade Federal do ABC, campus de São Bernardo do Campo, e logo vi um poeta de talento, pois também conheci uma de suas obras, o livreto Cotidiano Atípico – Pensavento, e confesso muito bem elaborado e escrito, tem qualidade e conteúdo.
E logo ao observar a capa, já notei que eram escritos agradáveis, já pelo o título, e depois passando as vistas nas poesias, concretizei o que pensava, notei que Ferreira coloca uma estética nos títulos, de juntar as palavras, e observei também, eu como um admirador da poesia concreta, traços neste gênero, e mais ainda por ser adepto de Leminski aí achei a obra divina. Já que eu mencionei estética, vou falar um pouco do livro físico, sim livro, pois não vai chamar aqui de livreto não, pois eu vi o tão grande que é esta obra, o valor que ela tem é muito além do que um livreto. São verdades caros leitores, se vocês adquirirem um exemplar vai se confirmar o que digo. Uma obra no estilo artesanal, muito bem elaborada, muito bem escolhida, a respeito do papel, e penso que as poesias também foram selecionadas com cuidado.
O legal da obra também que eu notei, é que realmente as coisas passa pelo cotidiano do dia-a-dia das pessoas e que se afasta do normal, vamos dizer assim.
Abre a obra com a poesia de nome da obra, “PENSAVENTO” com um quarteto muito bem escrito, com o vento se misturando com os pensamentos, e prosseguindo na leitura caros leitores se depararão com uma poesia no estilo poesia concreta, logo de entrada, na página (02) dois, um coração e as frases no meio, que não vou aqui relatar, pois esta resenha aqui é para que você leitor, tenha a vontade imediata de adquirir a obra. Só posso dizer que vão gostar, pois este estilo de poesia aparece pela obra toda, juntamente com um estilo de se fazer poesia, que eu também gosto muito, são os poemetos aquelas poesias pequenas, acho o Maximo, com tercetos e duetos, mas no estilo livre.
Disse que não iria colocar nada de poesia de Ferreira pra vocês leitores, mas vou dar uma pitadinha poética pra vocês, pois sei que vão amar esta poesia, que foi uma das melhores que li no livro, e como eu disse - o autor utiliza de uma vedante nas palavras típico de grandes poetas, no reforço de juntar as palavras então aí vai um trecho de: AMOR(FINA), muito louca.

Para a minha
E a sua dor

Sua morfina
Desperta
Cafeína.

Uma dose, por favor!
Não de amor, mas de morfina
Amor(tece) os sentidos
Os tecidos.

Para que possa
Amara de novo e de novo e de novo
O novo
Sem sua antiga e cicatrizada
Ferida. (p.06)

É ou não é uma obra prima, sem deixar a desejar nada pra os grandes poetas, dos grandes clássicos da nossa literatura, isso porque nosso escritor está só começando.
E continuando neste estilo, vocês caros leitores vão se deparar, com a poesia: “CHEIRAMOR” (p.10), “DIANOITES” (p.17) muito boa também, e aqui nesta obra Ferreira também nos traz, poesias românticas, lógico a seu estilo como a poesia “BRUNA” (p.14), acho que todas as meninas que lerem está obra depois de ler esta poesia vão querer se chamar Bruna, e logo na próxima página vem àquilo que já me confirmava, por eu adorar esta obra, tem uma poesia inspirada em Paulo Leminski, uma poesia digna de sua inspiração, “VIA LÁCTEA” (p.15), só a primeira estrofe então:

Estava te Vênus
Era quente
Sol queria a-Marte.

Sacaram que ideia, que sensibilidade com as palavras, sem contar que na obra toda, tem uma carga rica de elementos poéticos, que dão vida as poesias e todo o sentido de um poeta que sabe para que viesse que sabe o que quer. Finalizo está pequena resenha, vos falando leitores pense e adquirem, pois vala a pena ler Breno Ferreira, pois o autor soube colocar bem aquilo que temos que ter consciência o pensamento e o vento. VALEU!




segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Poesia! Arte! Ação Que comece o SARAU!”

Sarau Urbanista Concreto Dezembro de 2017 último Sarau do ano!



Por tudo que passamos por nossa vida, sempre estamos carrancudos, por fazermos parte de uma sela de pedra, existem coisas melhores a existem sim, como este espaço da Força Cultural, que realiza atividades em prol da comunidade, espaço pra gente ser feliz, gritar, cantar, dançar, interpretar, sim interpretar a vida, para que podemos sonhar voar, e alimentar a alma, com toda calma do mundo, não há nada melhor, alimentar nossos corações, e mostrar para a humanidade que se é possível fazermos um mundo melhor para se viver, enchermo-nos de brio, de brilho como uma verdadeira estrela, que tem dentro de cada um... Sim... Fechamos com chave de ouro, um sarau inesquecível, o último Sarau Urbanista Concreto de 2017, numa tarde incrível, emocionante com pessoa maravilhosa, mostrando que se é possível, amar, rir, chorar, e dizer que queremos e vamos ser feliz, por intermédio da arte, poesia e cultura, que nos trás o conhecimento. A certeza de que estamos no caminho certo, como acredita os urbanistas concretos que apresentaram o sarau para o publico, e anunciaram as atrações que abrilhantaram o sarau. E o fechamento com chave de ouro ficou por conta do Sarau itinerante Sensorion, que fez uma bela homenagem ao escritor, poeta e idealizador do Sarau urbanista concreto, pois era tarde de lançamento de sua obra: “Contos Marginais” – a integrante e também idealizadora do Sarau Sensorion, Shellah Avellar a qual fez o prefácio da obra em questão, e os componentes da escola livre de teatro de Santo André, apresentaram em uma surpresa emocionante, o texto do prefacio em performance com os integrantes do sarau sensorion, foi magnífico, maravilhoso e esplêndido, não só para o homenageado, mas para todos que estavam no sarau, tanta energia positiva, tanta alegria, tanta diversidade e carinho pelo sarau, demonstrado em cada fala, cada rosto, cada gesto uma sintonia pela arte, cultura e o conhecimento. Este é um sarau onde predominam os artistas, e claro que o publico também têm o seu lugar. Como sempre, nos dias de sarau, promovem-se as apresentações sobre as mais variadas linguagens artísticas, e das mais diversas formas… como as apresentações do escritor José Severino Pessoa que nos apresentou sua mais recente obra: “Só o amor constrói”, o casal Neide e Jorge Sales, que nos trouxe um pouco da música gospel, em ministério mover do espírito, o escritor e poeta Jonas Luiz, com sua magnífica obra: “Saiu da alma virou poesia”, o nosso amigo e agora parceiro no apoio cultural Iuri Ignes da Isi Informatica, a bela e inesquecível apresentação do prefácio da obra Contos Marginais, interpretada pelo coletivo do sarau Sensorion, em uma homenagem ao escritor Germano Gonçalves que estava lançando o livro, agradece profundamente a Shellah Avellar, Ayiosha Avellar, Carlos Medeiros, Carlin Franco, Leon Henrico Geraldi, Willam Barros e Matheus Heitor, pela brilhante performance. E por falar em brilhantismo tivemos a honra de receber no sarau o esplendido dramaturgo Jetter Castro que trouxe contigo os atores maravilhosos, para encenar a peça o Homem em Abandono da companhia do abismo, os atores Rafael Woss e Laura Severo, em uma magnífica apresentação sobre os percalços dos homens abandonados, pela sociedade e por uma boa parte da humanidade, uma interpretação que faz com nós, cada um de nós revemos nossos conceitos sobre o próximo, vida longa a todos.
E se fechamos com chave de ouro também ficou na memória a apresentação individual de alguns componentes do sarau sensorion, recitando e cantando para o público presente, trade mais que magnífica e gostosa de se passar, em um lugar gostos de estar, sarau urbanista concreto e espaço força cultural.

E foi isso no sarau urbanista concreto, mas sabemos que toda diferença fica por conta das pessoas, pois deixa a certeza de que este momento valeu à pena, pois foi um instante vivido por cada individuo que ali estava, e que puderam sentir a essência desta arte, é importante e muito gratificante ’sermos felizes’; o mundo lá fora precisa saber disso, participar disso, pois tudo isso é uma chama viva no acompanhamento da vida externa dos artistas e publico deste sarau. Assim, neste último sarau de 2017, a amizade, o carinho e a consideração estiveram sempre evidentes, e foi uma grande companheira! Pois os amigos devem sempre acompanhar-nos nos vários momentos da vida…






























































FOTO COLETIVA.

Por fim, o sarau normalmente está cheio… Repleto de afetos, de partilhas, de laços, de amizade, de estima e de camaradagem… completa pela beleza humana que aceitou viver este espaço de não se acomodar, e saudavelmente nutrir a sua energia e vitalidade todos os sábados à tarde com os amigos da poesia, música, teatro, dança e todas as vertentes das mais variadas linguagem artísticas! Gratos por tudo, nós continuaremos a criar as nossas “felicidades artísticas”, a fazer e acontecer espetáculos como o sarau, e a trilhar a felicidade! Isto é sarau.
O espírito destes artistas, das amizades, vai continuar a fazer acontecer que tenham como essência a valorização dos seres humanos que freqüentam este, e outros saraus com determinação, pois no novo ano que se aproxima (2018) estaremos a partilhar com a sociedade um novo sarau literário: “Sarau Urbanista Concreto”!
FELIZ NATAL PRA TODOS (AS) E BOAS FESTAS UM 2018 REPLETO DE REALIZAÇÕES, MUITA SAÚDE E PAZ.!