domingo, 10 de setembro de 2017

RESENHAS MARGINAIS - Fretado de, Danilo Lago.

Resenha da crônica: FRETADO, de Danilo Lago.




TRANSPORTADO.
Por: Germano Gonçalves.

Resenha da crônica: Fretado, de Danilo Lago.

É um desafio, mas vamos lá. Digo desafio porque fazer resenha de uma obra seja ela qual for romance, contos, ensaios sociais e obras extensas no segmento literário, nos proporcionam condensar tudo em alguns parágrafos, por tanto podemos usar vários parágrafos. Agora resenhar um livreto com uma crônica, e ainda mais quando essa crônica faz jus ao que realmente é uma crônica, que é uma narração curta escrita pelo mesmo autor, na qual são relatados fatos do cotidiano, e acontecimento em um período habitual, se torna um desafio. Mas vamos lá, conheci Danilo Lago pelos saraus que freqüento, acabei fazendo um escambo, do meu livreto de contos, “Contos Marginais” com o dele de crônica, livreto este intitulado – Fretado.
Posso desde já dizer que não é um desafio, mas um prazer resenhar este livreto, pois assim que comecei passar as vistas no texto, já percebi de que se tratava de um autor que sabe o que quer, quer escrever, e soube dar uma seqüência lógica no que se quis relatar, aí me ajudou muito.  O que reparei em seu texto começou, e terminou no mesmo sentido, foi um processo que teve o inicio, junto ao meio e finalizou com toda inter-relação de circunstâncias que acompanham um fato ou uma situação. No caso aqui de um rapaz que se indignou com as promessas de um pastor, pregando aos seus fiéis dentro da igreja.
Agora propriamente falando do texto em si, mas que a meu ver, após a leitura tive o entendimento, não sei se é realmente isso, mas vou arriscar-me, em dizer que depois de ter escutado, a palavra do pastor, ficou com aquele pensamento, e acabou querendo sair do local por achar que tais palavras eram palavra que insulta a divindade, ou o que é considerado sagrado, talvez por isso ele após pegar o ônibus acabou em um lugar onde se enterram os mortos, ficou aí uma lição que vocês leitores terão que disseminar os fatos, e darem suas próprias conclusões ao lerem esse texto. A lição que nos deixa no meu entender é que o personagem da crônica ficou a pensar que devemos respeitar qualquer que seja a crença. Entendi ainda caso não seguir os passos de Deus, não vai para o paraíso, e seu destino será um lugar subterrâneo habitado pelos mortos.
E antes de finalizar quero também dizer que a capa é bem singela, mas chamativa, gostei da diagramação, pois não sei se por habito do autor deixou o texto sem justificar, pra dar mais estilo, o papel usado da cor amarela combinou com as letras pretas.

Boa leitura para quem tiver a oportunidade, de ler está pequena crônica de Lago, que com certeza irá inspirar o leitor a procurar mais textos de Lago, e cuidado ao pegar um ônibus fretado, você poderá ser transportado.