domingo, 9 de abril de 2017

TARDE DE AUTÓGRAFO.

LANÇAMENTO DO LIVRO:
"O vaqueiro e o vendedor" - de José Clementino.

    Hoje junto ao blog COISASLITERÁRIAS, acompanhamos e conferimos o lançamento do livro, a obra: “O Vaqueiro e o vendedor” de José Clementino, tarde mais que gratificante satisfação de estar presente neste evento, mesmo porque faço parte desta obra, a qual eu fiz o prefácio e a revisão e acompanhei passo a passo o processo de publicação desta obra. Escrito com a mais pura vivência de uma pessoa com mais de oitenta janeiros, nos traz a essência de se viver no campo e na cidade, em forma dos mais belos cordéis, uma homenagem ao povo nordestino, que tanto luta nessa metrópole que não dá o seu devido valor, a quem de fato construiu essa cidade, e Clementino faz parte disso tudo, por tudo que passou e conquistou seu lugar ao sol, e agora vem nos presentear com essa pérola literária, carregada de elementos poéticos de toda sua existência, foi uma tarde gratificante, satisfação total em prestigiar este autor, que ainda tem muito para nos apresentar. E o livro ainda vem com o prefácio do escritor, poeta e professor Germano Gonçalves do Blog: COISASLITERÁRIAS confiram agora o que rolou no lançamento do livro, e o prefácio da obra. 09/04/2017. Valeu!

CORDEL UMA HISTÓRIA DE VIDA.

     Quando o cordel nos conta uma história de vida. Esta é a obra de José Clementino, que carrega ao longo de sua existência, uma carga rica de elementos poéticos, em que ele transforma nessa arte maravilhosa chamada literatura de cordel, com suas lembranças relativo ao campo ou meio rural. Sua vivência cheia de uma bagagem cultural de sua terra natal vem, nos presentear com essa obra. Aqui podemos observar a sua manifestação, sensação de vida, a qual esteve presente em sua infância, adolescência e juventude, até se aventurar na cidade grande de São Paulo, uma das maiores metrópoles do cenário mundial, mas sempre nas lembranças suas coisas maravilhosas a respeito de um mundo distante dessa metrópole, mas que ele soube lidar com sabedoria, para cuidar de sua família, e ao mesmo tempo soltar para o mundo seu trabalho dedicado a literatura de cordel. Clementino nos traz coisas admiráveis umas mais audaciosas, outras mais delgadas, porem dedicou-se a tudo isso para expressar a realidade entre dois mundos, prazeroso de se contemplar, de se ouvir, de se apreciar; belo, bonito, entre fazendas, morros, matas, rios e toda a beleza da natureza, junto com seu sonho de chegar à cidade grande, e poder levar tudo isso a público, mostrando o valor dos povos nordestinos, e a cultura da vaquejada, que como vaqueiro desde criança passou por toda circunstância e peripécias de um menino de campo.
Clementino batalhador, não só de vaqueiro viveu, na cidade grande se tornou um exímio vendedor, e agora se aventura nas páginas dessa obra, nos levando a uma viagem há um passado repleto de aventura, misturado com seus cordéis que saem de seu coração, de seu pensamento tanto de dentro pra fora como de fora pra dentro, pois tudo isso Clementino vivenciou e, aqui os colocou, como suas viagem do sertão para a cidade, ele nos transporta para um mundo que só era possível viver no campo, sem medo de mostrar suas aventuras, de vaqueiro a vendedor na cidade grande, de jovem a senhor e agora com seus mais de 80 janeiros nos presenteia com essa perola literária, está que deve com certeza estar nas escolas de todas as cidades, para que as crianças, adolescentes e jovens dessa contemporaneidade, conheçam o mundo onde Clementino pisou e viveu e se aventurou um mundo que poucos nos dias de hoje conhece. Não está na mídia, mas que não passou despercebido de nosso grande poeta cordelista Clementino, pois escolheu o estilo forte do cordel para exprimir através dos versos rimados, aquilo que ele resgata, e que não pode cair no esquecimento e ficar somente como produto de estudo, mas de conhecimento para serviço de toda humanidade.
      Esta obra que eu tive o privilégio de prefaciar pode afirmar que nasce mais uma, que sai da parte mais intelectual de um autor, um piauiense carregado de elementos culturais de sua terra, e vai para as mentes dos leitores, assim Clementino o quer, pois assim a obra passa a ser de todos, e fazer parte deste imenso Brasil.

Germano Gonçalves Arrudas
(escritor e poeta)











































A literatura nos proporciona momentos gratificantes, sempre para um olhar diferenciado entre as linguagens, aqui o autor nos apresenta a literatura de cordel, com seu estilo próprio, onde mistura sua vivência no meio rural, e o outro lado como um sobrevivente da grande cidade, este autor vai longe, sucesso na sua nova jornada de o homem das letras, valeu!

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