segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

RESENHA DO LIVRO - MIL HORAS SEM FIM DE ALBA-ATRÓZ.

Resenha da obra “Mil horas sem fim” de Alba-Atróz.



HORAS E UM FIM.
Por: Germano Gonçalves.

Pois foi assim, que eu percebi passando as vistas na obra de Alba-Atróz, pois as horas tem um fim, mas quando acaba uma vem outra depois, e é assim essa obra, sempre lhe proporcionando algumas horas a mais para ver com o que o autor, irá lhe surpreender caro leitor.
E posso afirmar, não percam tempo e adquirem logo essa obra, que vai te levar aos momentos de reflexões, e de pensarmos se estamos fazendo a coisa certa.
Logo no começo da obra percebesse que o autor sabe colocar, as palavras para prender a atenção do leitor, dando aquela magia na situação, sejam qual for à natureza, sabendo se expressar no conhecimento cultural de um lugar, mostrando que precisamos de mais cultura, digo cultura, pois com o simples voar de um objeto plástico, e diga se de passagem identificado, nos levou até Forest Gump (p.6), maravilha Alba-troz.
Traz-nos também a luta pela sobrevivência em meio aos sem tetos, ou sem qualquer outra coisa. Eu entendi não desprezando o natural da Paraíba, mas narrando os fatos verídicos de que acontecem com muitas pessoas, sem oportunidades, sem reconhecimentos, sem carinho familiar, uma das que percebi na leitura, e que certamente você caro leitor irá perceber, o amor paterno em momentos diferentes, causa transtorno na mente, pois a mente é frágil na adolescência, na juventude vai se descobrindo, mas precisa de uma estrutura, para absolver todo o caminho a ser percorrido, e é o que Alba-Atroz, ao menos no meu entender quis nos passar em sua obra, e fez de maneira correta como um escritor deva fazer.
Mesmo porque não sou o dono da verdade, e aqui é uma simples indicação de uma obra, onde percebi que o autor faz uma narrativa retrata as novas mentalidades e as novas concepções de família, e as tradições que ainda persistem e os problemas que tanto a modernidade como a “antiguidade” no coletivo familiar ainda podem causar.
Na leitura entenderá caro leitor: “O pai que exercerá uma influência assaz alienadora em sua vida,...”. (p. 25).
Continuemos então; bela obra, pra mostrar o que é moderno; que está disposto a aceitar novas culturas, novos costumes ou diversidades; que se desprende de tradições, não por comparar uma ideologia de vida entre o pai de Charles e do Paraíba, (personagens do romance), mas como nossas avós, que sempre aos netos se mostram muito pra-frente, para que os seus não sofram a frente, isso é amor próprio, experiência de vida, pois devemos sempre esperar as horas passar, como o tempo que já nos diz, “Nada melhor do que um dia após o outro”
Por isso, que coloquei o título desta resenha pra você, meu amigo escritor de:
“Horas e um fim”, pois o final de sua obra foi surpreendente, pois o desfecho que você autor, colocou tanto para o Paraíba e ainda mais para Charles está em conformidade com a razão, o que é muito bem aceitável pelo raciocínio. E mais ainda, você nos trouxe a esperança, a vivência, e que todos nós temos uma segunda chance.
Possuidor de características que denotam o que o ser humano, não pode ater o afastamento em relação a um centro, mas que foi a alternativa de Charles, buscava sim elo com a família, e não só com a família, mas com os amigos e por onde andam os amigos? Isso leitores vocês vão observar na leitura de Alba-Atroz.
Não poderia deixar de mencionar as fases em que o autor coloca em seu livro, sobre, a loucura, e o que é a loucura, muitos especialistas nos dizem que é uma doença mental, mas aqui nessa obra perceberá caro leitor, um jovem andarilho com revoltas dentro de si e, eu não vou contar o livro todo, mas você leitor a de perceber, após a sua leitura, “E mais um trabalhador cansado, Ainda bem que eu dei uma ombreada nele. Há males que vem pra bem” (p. 45).
No decorrer da leitura perceberá muitos outros assuntos, como o cara que não falava nada com nada e até parecia o John Lennon, e por citar isso quero agora falar da estética da obra de Alba-Atroz, do livro que eu achei muito proveitoso, gostei muito de suas menções a respeito de alguns artistas e bandas que ele mencionou, e o conjunto da obra está valendo. “As oportunidades de mudança tá no presente, não espere o futuro mudar sua vida, porque o futuro será a consequência do presente” (p. 59).
E não poderia deixar de falar da capa do livro, muito bem elaborada, às mil horas sem fim se passando, pelo design das letras meio a uma cidade obscura.  
Não sei se este é um estilo do autor, pois merecedor e mostrando seu valor de um escritor que só quer escrever, assim vejo Alba-atróz no decorrer de seus romances, no entanto, não sei se o autor espera essa dependência, mas está fazendo valer seus conhecimentos.
Não podemos ficar somente nessa obra, e sim com a certeza de que o autor vai nos trazer grandes obras, mas este livro é bom, e sabem por que, mexe comigo e com você, com nossas lutas, nossos sonhos, nossos ideais, vai além de uma simples conversas com amigos, onde o nosso autor colocou a desconsideração de uma amizade marcada. (sem criticas).
Mas o autor entrou em um assunto, temos mil amigos virtuais, ou não e não temos nenhum amigo de coração, podemos até dizer: verdadeiro, mas mostrou que os verdadeiros amigos são nossos familiares. Você leitor entenderá.
Nesta obra vários assuntos pra se refletir, e a coletividade cada vez mais distante.
Mas que não percamos a noção da hora, pois se pode passar até mil horas sem fim, mas enquanto existirem as horas, existirá um fim, que é o inicio pra outro fim.
Assim encerro está minha singela descrição sobre a obra deste escritor e amigo, que aprendi a admirar.