sábado, 25 de abril de 2015

SARAU URBANISTA CONCRETO


LANÇAMENTOS DE LIVROS E AUTÓGRAFOS DOS ESCRITORES ANTES DO SARAU.

JOSEIANE, LUCIENE e GERMANO.

1º SARAU URBANISTA CONCRETO.

Dia mais que especial inauguração do 1º Sarau Urbanista Concreto na Biblioteca “Mario Palmério” do CEU SÃO RAFAEL.  Um orgulho, pois sou morador do bairro Parque São Rafael que eu costumo dizer que é minha terra natal, e mais orgulho ainda por ser escritor e poeta da periferia, levar o incentivo à leitura por intermédio da literatura marginal, que esta nas periferias do Brasil. E este sarau vem fortalecer os meus objetivos e para que as outras pessoas da comunidade venham somar junto com a gente.
O 1º Sarau foi digno deste evento, pois logo em sua inauguração já contou com o lançamento de (3) obras escritas por escritores de periferia, que estão atentos as necessidades do bairro e do entorno, e que se preocupam com as crianças, adolescentes e os jovens, querendo inseri-los no meio da leitura, dos livros, da biblioteca, incentivando mais ainda ao hábito da leitura, e não só os jovens, pois muitos adultos estavam presente no Sarau, prestigiando e participando, com o intuito de fazer com que as pessoas tomem o gosto pela leitura.
O sarau além de ter o lançamento dos livros, também teve a presença do ex-senador da Republica agora o então secretario municipal de direitos humanos da cidade de São Paulo, o senhor Eduardo Suplicy, que veio nas festividades do 11ª do CEU SÃO RAFEL e deixou o seu recado no Sarau do Poeta Urbanista Concreto.
Os livros que foram lançados no 1º Sarau do poeta Urbanista Concreto foram:
LIVROS
“O ex – excluído”, de Germano Gonçalves.
 “Pela Outra Metade da Árvore” de Luciene Santos.
“A festa do lobo”, de Joseiane Alvarez.
Além dos lançamentos e a presença do secretário municipal de direitos humanos, o sarau Urbanista Concreto, contou com todo o apoio dos profissionais do CEU SÃO RAFAEL e da Biblioteca do Ceu “Mario Palmério”. E com a presença da Gestora Maria do Socorro, Vera Monteiro, Eliege Bibliotecária e a Roseane, e também teve a presença da Cristiene Rogério articuladora do projeto “Quem lê sabe por quê”, com reuniões mensais na biblioteca do CEU SÃO RAFAEL.
Os lançamentos dos livros aconteceram antes do inicio da inauguração do Sarau do poeta Urbanista Concreto, com a fala do escritor e poeta Germano Gonçalves sobre a importância da literatura marginal, e da escritora e professora Luciene Santos sobre a importância de se combater a alienação paternal e a professora Joseiane Alvarez falando sobre como e por que foi pensado o livro infantil.
E assim foi o 1º Sarau do poeta Urbanista Concreto, mês que vem, vem mais, valeu!
Confira algumas fotos para apreciação.

Escritor e poeta Germano Gonçalves iniciando o SARAU


Escritora Luciene e a Bibliotecária Eliege no SARAU.

A poeta Louise no Sarau.

Eliege, A gestora Maria do Socorro e Suplicy.

Escritor e poeta Germano na Missão.

Poeta e Cordelista José Clementino.

Escritora Joseiane.

Pessoal veio prestigiar o sarau.

Escritora Luciene Santos.

Da esquerda pra direita José Clementinio, Joseiane, Suplicy, Germano, Luciene e José Pessoa. E assim foi o Sarau, mês que vem, vem mais!


O Sarau do Urbanista Concreto, acontece todos os últimos sábados de cada mês, ás 14:00 horas e se encerra ás 16:00 horas, venha prestigiar próximo Sarau dia 30/05/201.
BIBLIOTECA ‘MARIO PALMÉRIO” CEU SÃO RAFAEL.
Rua: Cinira Polonio, 100 – Jd. Rio Claro – São Paulo – SP
Informações:
Tels: (11) 2752-1065 / 9.8469-7832 / 9.9667-5544.
E-mail: oescritor1@hotmail.com








sábado, 18 de abril de 2015

Porque a nossa arma é: "O livro na mão".




O MENINO QUE QUERIA ATIRAR.
Por: Germano Gonçalves. ©

- Eu vou atirar!
Gritava o moleque.
Me deixa aqui quieto.
Não tô de brincadeira não.
Eu vou atirar.
Lá do fundão dava pra escutar.
Pá, pá, pá...
- Nossa que coisa? Depois dizem que é menor de idade.
Dizia a população.
O moleque está atirando.
Pá, pá, pá...
Toda vizinhança ficavam a olhar.
E os tiros não paravam.
Pá, pá, pá...
A mãe chega e diz.
- Agora é assim vendem, essas armas em qualquer quebrada.
Algumas eles mesmo fazem.
Aí o moleque não para mais de atirar.
Pá, pá, pá...
- Tento segurar ele em casa, mas logo cedo ele vai lá para o centro da cidade.
Conheceu um sebo que vende essas armas.
Não se podem denunciar, os sebos são legalizados.
Daqui a pouco a polícia chega.
Pra acabar com esses tiros.
Vão dizer que estão lhes incomodando.
Que a arma do moleque
É uma ameaça ao Estado.
É uma arma 14 por 21.
E o moleque continuava atirando.
Pá, pá, pá...
Incentivando até as crianças.
Era com 32, 38, 765.
Tinha até uma, 12.
E até importadas lá dos estrangeiros.
Quando a policia chegou
Foi logo avisando:
- Vamos verificar essas armas aí.
Então o moleque disse:
- Calma aí seu guarda. Na verdade eu sempre
Ando armado, e armas eu tenho de vários gêneros.
Pra atirar pra todo quanto é lado.
Arma branca, antiga, arma do índio, do negro.
Arma de jornalista e até mesmo arma policial.
O policial então disse:
- Então tem um arsenal.
O moleque respondeu.
- Não uma bienal, ou um alfarrábio como queira!
Vou mostrar, para os senhores.
Os policiais logo se armam, mas logo percebem.
- Que a 32 e 38 é infanto juvenil, a 765 que é um romance e a 12 é infantil.
Esses eram os tiros que saiam das armas que o moleque colecionava.
Livros de 32, 38, 765 e 12 pá, pá, pá... Páginas.

Com mais de mil tiros pá, pá, pá... Palavras.

terça-feira, 14 de abril de 2015

RESENHA DO LIVRO: Sob o azul do céu – histórias das ruas, de Marcos Teles.



SOBRE O VERMELHO DA TERRA DO SOL.
Por Germano Gonçalves.

Vilas, vielas, ruas e cortiços, se misturando com trabalhos, afazeres de pequenos ganhos avulsos e/ou tarefa ocasional que os possibilita; biscate, gancho, galho, viração. Tudo isso está Sob o Azul do Céu, onde quem vive na rua não entra em grandes arranha-céus a não ser pelas portas do fundo, e vive sobre o vermelho da terra do sol, não encontrei começo melhor para relatar aqui o livro de Marcos Teles – Sob o Azul do Céu – histórias das ruas, um grande desafio pelo grande escritor que Marcos Teles é como notaram aqui caros leitores.
Não tendo pretensão de querer ser contrário à realidade, Teles mencionará nesta obra os que realmente encontram-se em situação difícil, em angústia, em miséria, de quem luta para obter o que se deseja; ir à vida, e muitos sem ao menos a perspectiva de dias melhores, aqui caro leitor tenho a convicção de que você ira se emocionar e muito, por tanto, já anúncio leiam Sob o Azul do céu, e verás que as histórias de ruas te darão outra visão de mundo.
Um mundo paralelo, ou um mundo com um caráter duplo, leiam e escolha a sua versão, pois o autor em seus escritos soube colocar muito bem todos os contextos de um novo mundo, ou um submundo dos marginais ou delinquentes vistos como grupo social organizado, mas que ao meio de tudo isso teve as alegrias os bate papos e o inicio de amizades, e logo no capítulo denominado; “Descobrindo um novo mundo” (p.16), o autor descreve muito bem esse ambiente próprio, e descoberta em descoberta você leitor vai vivenciar muitas outras que te prenderão a atenção, e vai ter a certeza de que está lendo uma obra prazerosa, que terá prazer eu não tenho duvida, mas também descobrirá novas funções, ou antigas que a sociedade não dá valor algum e, poucos conhecem os chapas (ajudantes que descarregam mercadorias de caminhões) “Preciso de Chapas! Preciso de Chapas!” O cara tava quase rouco de tanto gritar no meio da rua. (p.25).
Se puder dizer assim profissão de quem mora na rua, e nosso herói que Teles traz para a história enfrentou essa labuta, em um local enorme onde se encontra um também enorme mercado de frutas, trabalho árduo, mas trabalho, que vem com as noites de ano novo, em que todos esperam coisas boas, mas que nos próximos dias, labuta novamente.
E vamos passando as vistas na obra de Teles, deparamos com as consequências que os problemas sociais nos trazem, nos afetam o descaso do poder publico, nos cola em cada situação, somos quase que obrigados a presenciar tragédias, solidão e dor trazidas ainda mais por notícias sensacionalistas, que tem por habito causar sensações nas pessoas, dar aspecto trágico, e só podem se lamentarem, mas combater em favor da população, é melhor afirmar, como a frase na obra: O jornal afirmava: “Não há sobrevivente” (p. 29), E no capítulo “Todo Tempo é tempo de Deus”, o autor nos traz como o poder público age quando a desgraça atinge o pessoal menos favorecido,... Muitas autoridades compareceram ao funeral... Ficava o tempo inteiro se acusando, uns esbravejavam dizendo que a responsabilidade era da prefeitura, outros que era do governo do Estado, mas no fundo não pareciam importar com as vidas que foram perdidas... (p.31) É sempre assim, e os olhares dos que aqui mencionei em termos de amizade, os amigos com semblantes de de mágoas, e aflitos.
É ou não, uma obra que lhe vai comover, e isso leitor estou só no começo, e vou só vou expor aqui aquilo para se tiver uma noção desta obra, imagine ao ler a mesma, guarde está expectativa, e ao acabar de ler os relatos aqui, corra em busca do que esta sob o azul do céu.
E se o autor nos traz a amizade que se faz em sua história, nos traz também a solidariedade, que entre as pessoas mais humilde crescem veemente um acolhendo o outro e seguindo em frente até a próxima amizade, pois o autor coube nos mostrar o conhecimento que se tem ao morar em rua, ser um sem teto, um descamisado de pés no chão, tem sim o conhecimento dos estudos das práticas da vida; experiências e tudo o mais, mas também o conhecimento de pessoas, o encontro com os mais variados seres humanos, “Quando se vive nas ruas a gente acaba conhecendo tipos de toda espécie, alguns revoltados, dementes e outros engraçados, mas perigosos”. (p.37), e é isso, vamos também conhecendo Teles e sua obra, que nos mostra a realidade dos que ou aquele que foi atingido por calamidade ou flagelo, de um local muito falado no centro das grandes cidades, uns com vários adjetivos negativos, tipo boca do lixo, espeluncas, praça dos horrores, as tais zona onde, numa cidade, se aglomeram marginais, prostitutas, viciados e traficantes de entorpecentes, mas que nesses ambientes é capaz de encontrarmos pessoas que se deixa comover com facilidade; sensível ao extremo, e que tem ou mostra sentimento, sincero que afeta uma sensibilidade romanesca, isso caro leitor perceberá em seu capítulo intitulado: “Joana Preta” (p.41). Leva a conhecer pessoas, e indivíduos como ele mesmo relata perigoso, entretanto pessoas amável, carinhosa e prestadora que de da uma palavra amiga e de fé, pois quem mora na rua chega a acreditar que não tem mais solução, que tudo acabou não acredita mais em nada, mas lendo as páginas dessa obra verás que nem sempre é assim, basta persistir ter fé e dizer o que sempre digo: “Deus só da o fardo que nós podemos carregar”, e que todos nós somos filhos de um mesmo pai que jamais como também menciona Teles, nos abandona.
E seguimos em frente, mesmo coma perdas, as desilusões, lamentações, sofrimentos, abandonos se misturando com amor, carinho, amizade onde existia uma relação de responsabilidade entre pessoas unidas por interesses comuns, de maneira que cada elemento do grupo se sinta na obrigação moral de apoiar.
Além de esta obra nos emocionar nos faz verdadeiros alertas, pois quando gostamos de alguém tentamos fazer tudo para ajudar, não medimos as consequências e o perigo que estamos correndo, mas tudo pelo amor ao próximo, encontramos esse auxílio mútuo, como um alerta no capítulo denominado; (p. 54).
Nessa altura da leitura caros leitores se confirmam que devemos ter ou mostrar perseverança, firmeza; permanecer e conservar-se firme e constante; persistir, prosseguir, continuar, pois que a vida da volta, e essas voltas vêm com o fruto daquilo que você plantou isso Teles menciona em seu penúltimo capítulo; “Simplesmente Samantha” (p.68), as coisas acontece na hora certa.
Para uma despedida se pode fazer uma festa, mesmo sabendo que muitos não gostam muito de expressões corteses ou saudosas usadas por quem se despede, afirmando que causa tristeza, mas aqui Teles fechou sua obra com chave de ouro em seu último capítulo que eu nem vou dizer “Despedida”, pois sei que outras obras deste valor virão pela frente, sempre com essa criatividade e sabedoria de escrever este conto, que podemos dizer que também é um romance pela sua qualidade, e como eu mencionei fechou a obra com o capítulo “A Festa”, (p.73), poderia colocar aqui o capítulo inteiro, mas seria injusto com os outros capítulos, e aqui a proposta não é essa, e mesmo porque não saberia colocar aqui todos os capítulos tão bem como o autor coloca em sua obra com qualidade e feição especial, e isso só pertence ao autor.
Mas vamos a festa, e o bolo a ser cortado são pedaços de um novo amanhecer, que faz recordar um passado vivido entre tantas coisas, entre tantas pessoas, as que passaram, as que permaneceram e as que vão e volta, os lugares onde se viveu, cresceu, e os lugares que explorou, as ajudas que faltaram, as que conquistaram, as pessoas boas, as que não eram tão boa assim, mas que aprenderam ter uma boa alma, pelo aprendizado que teve na vida, as mudanças em cada amigo, as alegrias, e entre perdas e ganhos se salvaram todos e pensamentos ficaram pra depois, mesmo sob o azul do céu, ou até mesmo sobre o vermelho da terra do sol.

RESENHA DO LIVRO: Crônicas Perdidas de Jean Mello.



PERDIDAS, PORÉM ACHÁVEL.
Por: Germano Gonçalves.

Conheço Jean Mello e sua obra, procurarei aqui não falar do amigo que é, e toda minha consideração a sua pessoa, pois vou aqui apresentar os fundamentos, de sua obra e toda sua maneira de entender ou interpretar as coisas, com integridade, mas serei breve como manda uma boa resenha.
Porque as coisas devem ser encontradas, e entre (pessoas ou coisas); no meio que vivemos é preciso recriar o mundo, em Crônicas Perdidas, Mello quer nos direcionar, ou melhor, nos atentar a ver com atenção; examinar cuidadosamente, as coisas do mundo, os afetos das pessoas o grau de formalidade ou de intimidade entre os transeuntes de uma cidade, pois aqui nessa obra o autor nos revela a sua capacidade de notar um vazio nas pessoas, o desinteresse por uma cultura digna, que pouco andou pelas ruas da cidade, as pessoas se mostrando apressadas, muito já atrasado, o orgulho de quem anda de carrão e passam do nada para o nada, como o autor nos menciona em sua primeira crônica: “O pouco que vejo em minha cidade...” (p.15), onde eu extraio essa parte do texto; “Foi angustiante ver os carros passando, no transito da vida, com pressa, ou nem tanto assim, em direção ao nada que os esperam”. Nota-se que a humanidade esta cada vez mais em um pensamento próprio, diria egoísta e como se diz, pensando em seu próprio umbigo, pois Mello seguindo seu texto nos faz lembrar que todos nós vamos para o mesmo lugar, e que desta vida nada se leva.
Esta obra muito espetacular, tanto na qualidade como no conteúdo onde Mello nos relata fatos sociais com firmeza e coerência de atitudes, e com um grande domínio de si mesmo, então caro leitor lhes digo que só lendo essa obra, poderá perceber a grandeza e a qualidade ou estado de proeminente que as palavras aqui escritas junto com os relatos reais do dia-a-dia, vai te impressionar e fazer com que se tenha outra visão de mundo, que o autor nos apresenta.
Mostra aqui em seus relatos, um processo ligado essencialmente à ação, à consciência e à situação dos homens, e pelo qual se oculta ou se falsifica essa ligação de modo que apareça o processo (e seus produtos) como indiferente independente ou superior aos homens, seus criadores, aqui leitores no decorrer das descrições podemos notar um estado de espírito, em que encontramos um Marx; (ver marxismo), situação resultante dos fatores materiais dominante da sociedade, e por ele caracterizada, sobretudo no sistema capitalista, em que o trabalho do homem se processa de modo que produza coisas que imediatamente são separadas dos interesses e do alcance de quem as produziu, para se transformarem, indistintamente, em mercadorias. Ou até mesmo um Hegel; (ver hegelianismo), processo essencial à consciência e pelo qual ao observador ingênuo o mundo parece constituído de coisas independentes umas das outras, e indiferentes à consciência -- independência e indiferença serão negadas pelo conhecimento filosófico, dando muito valor a esta obra, e o quanto posso afirmar que tudo isso foi pensado por Mello, vai nos remeter a rever educadores, que fazem a diferença em um ensino mais qualificado para o lado social, sem repressão e mais humanidade, dando toda importância para a escola um lugar que Mello destaca em seu capítulo denominado de; “A importância da comunidade escolar...”, (p.24) colocando os professores como uns verdadeiros heróis, ainda as instituições não governamentais, os terceiros setores, mas não se esquece da criança que vai para escola por causa da merenda, esse escritor está me saindo um belo educador, e é só você leitor ler essa obra que vai concordar comigo, faz nos retomar a escola de gaiola muito comentada pelos professores do ensino universitário, em referencia ao grande Ruben Alves, e Mello nos torna grande também por que é entendedor de uma educação mais humanitária, com a participação da família, escola, estado todos em comum acordo para termos um ensino de qualidade.
As crônicas perdidas caro leitor deixo-as para você ler, e afirmo será de grande importância, não apenas por mencionar Mello como educador, que suas crônicas servem só para professores, mas entendamos que Mello é um ser humano, que sabe muito bem como escritor colocar as dificuldades de uma sociedade e de quem as pertence, pois menciona em seus relatos, a juventude, os problemas sociais, tendências do pensamento, ou modo de pensar em que se dá grande importância à noção da existência de raças humanas distintas, em se tratando do racismo, afetação duma virtude, dum sentimento louvável que não se tem., em seu texto; “Racismo ao contrário: pura hipocrisia” (p. 39) como uma impostura, fingimento, simulação, falsidade, e entre as funções de exprimir a falta de informação sobre determinado fato, a qual é pedida ao leitor, e que se caracteriza pela presença de pelo menos um dos seguintes fatores: entonação interrogativa, ou a inversão da ordem de valores de uma sociedade, conseguirá nós, nos salvar ou estamos mesmo perdidos á nossa própria sorte ou as crônicas da vida real.
Não deixem de ler esta obra, pois não pode ficar no anonimato os ideais deste autor, que nos leva a reflexão da vida, das causas sociais, que aflige com a afetação duma virtude, dum sentimento louvável que não se tem, e que para tanto como ele afirma em: “Continue a escrever o livro da vida” (p. 50), para que não vivemos a deriva, nesse texto vamos dizer assim ele traz menções bíblicas, para nos alertar perante a qualidade do que é vão, ilusório, instável ou pouco duradouro, por tanto ele afirma; (p. 51)... Viver todos os dias como o último e, ao mesmo tempo, o primeiro, por que também afirma que a vida é só uma, não se tem segunda chance, então façamos o melhor.
Diferente de muitos jovens, pois Mello é jovem ele tem a consciência de que o tempo passa, e esse atributo não é só para com ele, pois quer chegar à velhice e poder dizer, o racismo acabou não existe mais injustiças, mas que fique bem claro em forma de reflexão, como ele mesmo afirma em: (p.64). “Estou propondo, aqui, apenas uma reflexão, Uma junção de realidade... para diminuir as discrepâncias”, e isso caro leitor ao ler a obra de Mello você percebera que ele coloca muito bem direto e sem rodeios. E se preocupa também com o que irá dizer aos seus filhos, percebem leitores a atitude de quem visa a um resultado ou forma um projeto, isso que Mello é jovem.
Chegando ao fim dessas maravilhosas páginas, tenho que mencionar isso, (p.68), “Feliz dia das Mães”, aqui ele agradece por ainda poder dar feliz dia das mães, e menciona quem não tem mais esse privilégio, e nos atenta para que todos tenham que compreender as crianças que são abandonadas, e respeitando todas as mães independentes das suas situações familiares a qual elas se encontram, eu gostei muito deste texto, Mello está de parabéns.
E por falar em terminar esses relatos, no começo disse que não iria falar do amigo escritor, e não vou falar não que não mereça, pois teria que lhe direcionar uma autobiografia, para falar desse grande ser humano, que diz não ao sistema, e quer estar fora dele, e não quer contribuir para construir um, pois bem, só quero caro leitor dizer que este autor, que eu digo não querer falar dele, ele falou de minha pessoa, me fez uma homenagem nessa obra, com um conto que escrevi, (p. 80). “O homem que queria todas as coisas”, aqui quero agradecer por mencionar em sua obra minhas palavras.
E assim termino esse relato, mas não sem antes dizer que Mello também é um escritor periférico, e gente da gente, sente em seu coração que tem por obrigação fazer algo pelo social, e como se pode notar aqui nesses escritos, mais ainda pela educação, que ele tanto clama por justiça, as crônicas aqui perdidas, mas que fique a dica, tudo pode se encontrar como diz um provérbio português, “Até as pedras se encontram”, Estaremos perdidos entre as crônicas de Mello, mas, porém achável.

RESENHA DO LIVRO: Família Periferia – nivelando por cima, de Almerio Barbosa.


POR CIMA, POR BAIXO E DE LADO.
Por: Germano Gonçalves.

03/05/2014. Tive o privilégio de conhecer Almerio Barbosa e sua obra: “Família Periferia – Nivelando por cima”, e já me senti da família. Pois somos família periferia sim, de todos os lados, por cima, por baixo e de lado em qualquer ocasião, e acho que Barbosa relata muito bem o que é isso, a família é à base de tudo na vida do ser humano, e logo nas primeiras páginas deste livro, vou descobrindo o belo e criativo poeta, e sei que emoção caros leitores aqui vocês encontrarão, e não posso deixar de lhes avisar, desde já leiam Barbosa e sua obra.
E como eu disse; logo no prefácio (p.09) deste poeta já nos revela sua familiaridade com os ser humano, a preocupação para que não caia nos perigos da vida, e que cada um tem que rever seus conceitos, elevar sua autoestima para não cair em armadilhas, preparadas para com todos, e que todos nós devemos ter é atitude. Pois bem leitores como eu, vamos perceber nas páginas desse poeta um grande ensinamento, que não está na escola pública, na faculdade e nem nas instituições educacionais, está na alma de Barbosa, em sua vivência, e seus poemas nessa obra vem como velhos ditos populares, sempre nos avisando de alguma coisa de um inimigo ou de um perigo.
Em seu poema “Atitudes e Consequência” (p.16), já nos da essa noção de provérbios, com um “Senão” que ele coloca num estilo bacana de poema que ele proporcionou, destacando a palavra entre duas estrofes, muito bem pensado, e pensar já é próprio do poeta e, Barbosa é o poeta que já nos mostra suas observações, profundas, sobre determinados problemas que aflige os menos favorecidos, mas que devemos estar em eterna evolução, e nos mostra bem isso em seu poema; “Temos muito valor” (p.19), realmente este poeta promete, pois busca a sabedoria de tempos atrás para advertir-nos aos tempos atuais que a modernidade esta aí e nós devemos agir e não ficar se lamentando.
Eu li a obra de Barbosa e a cada poema, pensava no próximo e assim foi até o final da leitura, mas para resenhar Barbosa, nossa! Pensei eu vou ter que mencionar todos os poemas, pois do contrário vou ser injusto com ele, mas como aqui tenho que ser transitório para que você leitor tenha a vontade de ler essa obra, serei breve e com certeza vai apreciar o aqui escrito, relatos de uma fidelidade que só quem é poeta como Barbosa soube transmitir como quem tem as qualidades essenciais à sua natureza, menciono isso por ler e apreciar seu poema “De Natal a Natal” (p.20), nos faz assim uma via sacra, pois o objetivo é alertarmos que depois do natal vem o carnaval, páscoa, dias das mães, dos namorados, dos pais e assim por diante, mas que não necessariamente precisamos das datas comemorativas para comemorar o amor ao próximo, o que gostei desse poema, como vocês também vão perceber se usarem a sua parte mais intelectual é a questão de que a maioria de poemas sobre natal, falam muito do dia de Natal específico e suas alegrias, mas este aqui fala de natal a natal, a batalha continua, muito bom.
A obra da um destaque muito gratificante e preciso aos seres humanos, pois não era pra menos em se falando de família, nós somos uma grande família toda a sociedade junta é especial, e citei gratificante porque traz muito conhecimento alertando as crianças, adolescentes e jovens dos perigos da vida que aqui mencionei, e ele traz isso de uma maneira que não se pode deixar de ouvir, após ler, em seu poema “Conhecimento é poder” (p.24), posso dizer que ele usa uma linguagem que marca e nos faz lembrar-se da frase; “Colocar a tranca na porta depois dela arrombada”, com suas perguntas citadas no poema. E não só pergunta as quais se reservam em alertar, mas em cobrar também das autoridades, dos grandes empresários que só dão valor aos dominantes, o que há de melhor em uma sociedade ou num grupo; esquecendo-se dos humildes que fazem este país andar.
O poeta ainda traz em seus poemas o sentimento de dignidade pessoal; brio, altivez, mas não somente seu, mas de todos os povos que precisam se olhar como irmão nos traz também o amor de mãe tão falado e sentido nas periferias, não que não tenha em outras áreas regionais mais beneficiadas socialmente, acontece que na periferia as mães são verdadeiras guerreiras, se o homem não faz elas comandam mesmo com todo o sofrimento social suas tristezas e amarguras vão à luta, como o poeta encerra seu poema; “Mãe – a mais bela criatura” (p.34),... Com o homem que a merecer.
Esse poeta fala, em seus poemas e como sabe exprimir por palavras, de uma violação as crianças, não só fala, mas grita por conquistas e justiça, por direito para toda humanidade, o que notei nessa obra em que se trata de periferia, vamos dizer assim, mas o poeta está preocupado e pede mais amor para o mundo, e pede paz e mais entendimento entre as pessoas, então vejamos em seu poema “Suicídio Coletivo Consciente” (p.46), onde as pessoas estão preocupadas com a tecnologia, e pensam somente em um grupo, ou uma classe e esquece-se de um todo, ficam organizando coletivos olhando para o lado material sem entender o social, que pede socorro.
Para que você leitor entenda os grito deste poeta, assim como eu vejo, leiam! Ele apenas pede em seus poemas que façamos nossa parte, mas que não nos esquecemos de ajudar o próximo, e que também não precisamos nos sentir culpado, e nos deixar ser manipulado, temos que perder o medo deixar de lado as inseguranças, e partirmos para o ataque e sermos unidos, por isso assim penso eu que ele escreveu o poema “Rebeldia Inteligente” (p.50), que nos alerta de que temos que ser aquela pessoa que se rebela contra a autoridade constituída; insurgente, revoltoso sim, mas com sabedoria para não nos darmos motivo e nem ser condenados como observaremos no poema.
Parabéns mesmo pela obra, a qual não poderia chegar ao fim deste meu relato sem mencionar seu estilo, um a qual já referi aqui sobre os ditos populares muito bem colocados na obra e até mesmo, provérbios “Á periferia o que é da periferia” (p. 26), mas o que realmente me chamou a atenção foi à estética que usou em forma de poesia concreta, me fez ver um poeta completo, página em preto, com um quadrado branco na parte inferior da página, com dizeres em preto, muito bem elaborado, página com uma letra maior, não maiúscula, letra grande mesmo em destaque e abaixo letras menores, e ainda páginas com versos nos cantos das mesmas, colocando assim a sua criatividade para os leitores apreciarem o que o poeta tem de especial, mas a que eu gostei mais em se tratando de poesia concreta, misturada com poesia marginal foi o poema R.A.P (p.52), que ele intitula essa abreviação Revolução Amor e Paz, incrível ao meu ver, gostei muito, e para finalizar os desenhos em tirinhas lembrando crianças, que capacidade criadora esse poeta nos mostrou, pois ele mais adiante nas páginas finais encerra sua obra com essas poesias concretas com seus belos versos, e isso vem a certeza de que não vai parar nessa família não, que venha mais por aí, nós vamos adorar, poder compartilhar de mais trabalhos poéticos de Barbosa.

Sem medo de confundir-me caro leitor não tenha medo de não acertar a escolha, pois se optar por ler essa obra com certeza não vai se arrepender, e mais ainda vai querer fazer parte dessa família periferia nivelando por cima, por baixo e de lado.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

RESENHA DO LIVRO: Ecos do silêncio de Francis Gomes.



OS RUÍDOS QUE NÃO ESCUTAMOS.
Por: Germano Gonçalves.

Não poderia resenhar esta obra “Ecos do Silêncio” de Francis Gomes sem mencionar o quanto queria ler essa obra, quando tive o privilégio de prestigiar uma apresentação do autor no sarau suburbano convicto, mas talvez por ironia do destino, ou por que tudo tem seu momento, naquela oportunidade não adquiri o livro, e passaram-se meses até que em um festival de literatura marginal, no espaço periferia invisível, organizado com participação do escritor Alessandro Buzo, onde ele convidou vários poetas para falar do ser escritor e de suas obras, estava lá neste dia o Gomes, e em um momento foi anunciado que iriam sortear livros, e foi nesse momento que em um dos sorteios acabei contemplado com a obra de Gomes, fiquei muito contente, satisfeito mesmo, pedi o autografo dele e disse: “Você nem imagina o quanto queria ter esse livro”.
Pois bem e, agora tenho o prazer de aqui relatar é claro minuciosamente esta obra, os ruídos que não escutamos por que ecos nós escutamos, e está obra também é um ruído, pois os versos do poeta sussurram e berram aos quatro cantos e, vão ecoando no universo, e quando esse eco passa, os ruídos ficam na mente das pessoas.
Eu estava certo em querer esta obra, pois logo no inicio percebi a criatividade de Gomes, um poema com seus versos em forma de ecos, aí realmente eu tive que ficar em silêncio e, saberia que tinha que calar-me diante do que viria pela frente, achei magnífico de uma capacidade incrível que só os poetas têm, mas vamos à obra vocês leitores já perceberam o que vão encontrar, então desde já eu lhes convido tenham essa obra deixa eu vos falar, Gomes também o é cordelista isso mesmo, mas antes ele nos trás uma poesia que não poderia de citar; “Eu queria ser” (p.13), que ecoa amor, na poesia tem uma carga rica de elementos poéticos que faz o amor sempre estar entre os poetas, como eu falei é logo de cara que Gomes vai te prender pelas páginas de sua obra, vejam “Saudades” (p.14), onde aí está o cordelista que falei, certo que traz as estrofes em: septilha ou sétima são compostas com sete versos, que também predominam em quadrinhas e músicas populares, pois são versos simples e de popularidade, e que aqui talvez por sua criatividade possamos ler em forma de cordel, que vai ficar muito bom e gostoso de se apreciar e, assim vamos passando as vistas na obra, apreciando seus poemas com toques de um sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem, ou de alguma coisa, como vocês leitores vão perceber, pois foi isso que exatamente senti, mas vamos seguindo aí vamos nos deparar com o que digo o gênero cordel do autor, está em “Meu Brasil” (p.22), não sei se por característica do autor ele segue no ritmo aqui em sua obra, continua nessa margem por que da pra se perceber o estilo cordel quando começamos a ler suas poesias, e menciono isso por que você leitor, não só tem que ler esta obra como se possível conhecer o autor, pois a cada poema que ler sentira a presença deste grande poeta.
Não que eu queira direcionar o poeta a escrever seus versos, apenas por observação própria, e quem ler esta obra, também terá sua opinião, mas lembremos de que para isso tem que se ler mais de Gomes, aprofundar em seus escritos, aqui estou apenas fazendo um breve relato do que o poeta me fez entender, tanto que senti em suas poesias a necessidade de mostrar suas comoções em relação a causas sociais, em o “Natal da criança pobre” (p.24), tem a visão do mundo dos menos favorecidos, ele pede a Deus que não por sua causa, uma criança fique sem sua alegria, de ganhar um presente, na falsidade do natal, as injustiças sociais presentes também em vários poemas seu isso mostra que o poeta não é só amor, também o é, mas tem suas angústias e preocupações com a sociedade, nos alertando e gritando seus ecos para que não fiquem em silêncio.
Algo que notei nos escritos de Gomes, sua qualidade de fazer poemetos, poesias que usa em suas estrofes apenas tercetos, quartetos e não passa de quintetos, sabe dar o recado, pois para o poeta não precisa alongar-se muito, para mostrar o que sente e o que é, podemos observar em: “Como agir” (p.26), “A grande muralha” (p. 28) e “Contraste” (p.29) fazendo valer seu anunciado.
Ecos do Silencio, está na página 27, não como no inicio da obra, em uma estética em forma de eco, ruídos talvez, pois afirma e grita o que sente, que as palavras vão sim ecoar, mas que não é para acabar tem que ficar ecoando entre a natureza, mesmo que o mundo seja oculto aos ecos, o poeta vai repetir para que seus versos não fiquem no silêncio, ele quer que fique por todos os cantos, termina a poesia assim, peço aqui licença ao poeta e deixo seus versos:
                                                              “E descrevo em versos”.
                                                               Como um pintor numa tela
                                                               Ecos do silêncio
                                                               Que o invisível revela”.

Sentiram caros leitores o eco que não se silencia, apesar de invisível ele se revela, e aqui ganha visibilidade nos versos do poeta.
Nessa obra o poeta faz conhecer que o ser humano, assim como ele também sofre, chora, sente dor e se revolta, ama e o mais importante, que o poeta também é de carne e osso, és um imortal, pois vai deixar o seu ser na eternidade de suas obras, mas é humano e isso ele nos mostra em seus poemas, como o que direciona a seu pai, aos homens que não tem atitudes, deixando o vazio sempre lhes vencer, como se dizendo se não tem nada para se fizer, não faço, já o poeta ele quer buscar e passar o conhecimento, mesmo que em forma de saudades como faz Gomes, saudade dos amores, de sua terra natal e saudades de um tempo em que não viveu, mas que como poeta sente, de um país, que poderia ter herdado a cultura indígena, e respeitado mais seu povo.
Não sei se posso mencionar aqui que o poeta com sua criatividade nos faz lembrar-se de José, de Drummond com sua poesia; “E agora seu moço” (p.43), deixará para você leitor apreciar a obra de Gomes, fica aqui como um eco no silêncio, e te deixando caro leitor com um ruído impossível de escutar, mas que vai te atormentar até ler esta obra.
Com a certeza de que Gomes vai ecoar essas e outras palavras por aí a fora, na imensidão das regiões por onde passar, todos vão escutar seus ecos do silêncio, e que ecoem suas palavras é o que eu desejo a este poeta, que tive o privilegio de conhecê-lo, mesmo que por alguns momentos, mas que se faz presente em sua obra, no meu cotidiano.
E dizer que os ruídos que não escutamos, são ecos que não ouvimos por que não queremos, mas que estão aí nos avisando e anunciando que podemos ter um mundo melhor para se viver, valeu!


RESENHA DO LIVRO: Profissão MC de Alessandro Buzo.



PROFISSÃO PERIFERIA.
Por: Germano Gonçalves.

Que Alessandro Buzo, já é um nome forte da literatura marginal, ou como ele mesmo afirma da literatura brasileira é fato.
E dentre tantas obras já publicada arriscar-me-ei a em resenhar uma das que li e realmente, achei de bom gosto literário o romance Profissão MC, mesmo achando que o forte de Buzo é a poesia, mas talvez por ter assistido o filme, e fiquei ansioso ao saber que iria fazer a versão literária, e por falar em versão já posso dizer a vocês leitores que está obra nos traz duas notáveis atuações do efeito de verter ou de voltar, como uma escolha, por tanto caro leitor vai te mostrar o significado de cada uma das várias interpretações do mesmo ponto, como quem se dizendo você leitor que escolhe, ou melhor, que interpreta.
Por este livro ser da periferia para periferia, onde Buzo nos atenta para o hip-hop como um salvador, não no sentido espiritual do contexto, mas como algo que nos livra de alguns perigos da vida, e nos da à oportunidade de escolhermos o que pode ser benéfico para nossas atitudes, assim como levar um conhecimento adiante, por intermédio das ideias e da vivência em locais menos favorecidos.
Se o romance de Buzo pode ser considerado o seu lado paralelo, já que seu forte vamos dizer assim são as poesias, nessa obra soube muito bem colocar uma combinação de elementos e fatores dos resultados vivido e presenciado por toda sua vivência periférica e no movimento hip-hop, como ele mesmo afirma tem orgulho de ser favela, com isso conseguiu captar e passar a realidade das comunidades, e mostrar que existem sim dois caminhos, as escolhas são nossas.
E essa captação vem em profundidade, pois Buzo é seguro no que escreve e carrega na sua obra aspectos de cunho social de uma periferia, e logo no inicio-nos chama atenção para os anos 70 (p.16) e continua nas páginas seguintes com os anos 80, relata que a vida não estava fácil, nem para os que vivem do crime, quanto menos para os que trabalham, pelos aperreios vamos dizer assim que o povo da periferia passa no cotidiano, famílias chegando, para morarem de aluguel, mães que dão a luz em seus próprios barracos, nos trás também as amizades, os colegas se encontrando.
Leitores este é um livro que vocês têm que ler, como se estivesse dentro dos acontecimentos, porque foi assim que eu li, e aí a obra fica surpreendente, e também porque trata aqui de amigos de infância, alguns se dão bem outros nem tanto, é uma corrida contra o tempo, de pessoas que se cruzam e compartilham o mesmo espaço de uma comunidade, e sua dedutiva é muito bem colocada aos personagens da obra, quem ler este romance vai se identificar, e mais ainda colocar-se entre os personagens que são amigos nessa obra, pois o estilo usado nota que é sim um aspecto formal de um ativista cultural, que considerou todo o tratamento real para impressionar o leitor, isso nós observamos em seu capítulo II, “Anos 80”, em que ele traz toda uma trajetória dos acontecimentos no Brasil e no mundo, em volta de uma copa do mundo de futebol “1986 Copa do mundo na França” (p.25), onde ele relata, a eliminação da seleção brasileira pela França, entre conversas diversas a respeito do assunto, pais e filhos e amigos de boteco, e quem esta lendo parece estar presenciando o momento, e assim de capítulo em capítulo Buzo vai escrevendo esse romance com uma característica que posso afirmar escreve pondo ordem na desordem dos fatos que ocorrem no dia a dia, violando ou não a realidade coloca uma seleção de ações e palavras significativas, por trazer tudo isso de um mundo que ele mesmo é protagonista.
Vejo neste romance de Buzo ao ter passado as vistas, tenho que mencionar mais as qualidades literárias do que propriamente a história que envolve o romance, contando a você leitor, pois aqui se trata de uma descrição pormenorizada da obra em questão, e na mesma vamos encontrar os contextos sociais, as lutas de lideres comunitário para trazerem melhoria para a comunidade, é uma verdadeira história de vida em que se aparecem com clareza um conjunto de indivíduos que falam a mesma língua, têm costumes e hábitos idênticos, afinidade de interesses, uma história e tradições comuns, e com isso a obra prende a atenção do leitor.
Faço aqui uma observação em que Buzo usa muito o diálogo entre seus personagens, e nesses diálogos literários, de modo geral, podemos observar a presença de um protagonista em torno de quem a história se desenvolve que tem relação com o autor (p.19). “Os três futuros amigos, Das Antigas, Preto e Dan, ainda não se conheciam...”, e esses personagens se misturando com protagonistas, pois ei percebi que nessa obra de romance não temos uma pessoa que desempenha ou ocupa o primeiro lugar num acontecimento, o desenrolar do romance abrange toda uma periferia.
E é isso que vocês caros leitores vão se depararem na obra em questão, que eu descrevo como periferia pura, aqui não tem nada supérfluo, as coisas aqui são pela razão especifica, as palavras são colocadas e ditas para a função de impulsionar a história, revelar algumas informações, expor a personalidade dos personagens com precisão, escolhas de palavras necessárias ao romance, sem uma desordem de palavras, o romance transcorre nitidamente com a escrita de um autor que sabe o que deseja expressar pela literatura, por tanto, essa obra tem sim seu valor na literatura brasileira, atente a esses aspectos críticos literários, que observem a capacidade de Buzo dar a seus personagens a voz própria.
Em seus capítulos de ano em ano, nos dá essa noção de tempo que é muito comum em obras literárias de romances, e em “Anos 2000” (p.54) capítulo V, ainda está; Preto e Dan tentaram formar um grupo de rap..., percebam leitores a história vem se desenrolando naturalmente sobre os personagens, eu entendo assim, sem aquela pessoa que desempenha ou ocupa o primeiro lugar num acontecimento, nessa obra o que se percebe é a vivencia de personagens, e sabem por que afirmo isso, podem perceber em: “Dan acordou às 7 horas da manhã e saiu para trabalhar, quando passou em frente ao barraco de preto”... (p.71), e mais a frente vocês leitores poderão observar o que digo, Buzo usa Da Antiga, Dan e Preto, como os protagonistas, que se misturam com os personagens do romance, gostei muito deste estilo usado, ou já era determinado, ao escrever este romance encarecendo-as, inúmeras ideias apreciativas na obra.
O interessante nessa obra é a forma que Buzo escreveu, pois o básico é na forma como quer, ou melhor, desejo que o leitor tenha contato com os personagens ao longo da leitura, pelos tipos de informações e sensações que ele quer passar ao leitor, particularmente eu me senti assim ao passar as vistas nessa obra, notei também que Buzo coloca os personagens em confronto, a força dramática do romance, ficção ou não, digo isso, pois capítulo 10 remete a vida real, (p.124), “O futuro a Deus pertence, você é o que você planta”. Tem conversas com um potencial de um diálogo transformador sobre o título da obra, apresentando sua visão de mundo, que pode ser diferente do leitor, mas que impressiona o leitor ao ler a obra em relação aos próximos acontecimentos do romance.
Acontecimentos esses que te levam a sonhar, pois na obra de Buzo percebesse o caminho que ele quer nos direcionar. Não como o dono da razão, por que todos nós temos o livre arbítrio.
O livro tem um tom dessa literatura brasileira marginal, não apenas porque conta a história de amizades, pessoas que querem realizar seus sonhos a meia turbulência dos perigos da vida, cercando o cenário periférico, o desafio foi bem menos expressivo do que escrever poesias de cunho social, pois prescindia da história e do transporte há outro tempo, não tinha também a responsabilidade da recriação de algum personagem real, o que sempre foi para um autor o processo repleto de dilemas éticos e literários, e assim eu particularmente, e por tomar a liberdade de resenhar esta obra, tenho a mesma como uma das melhores de Buzo, tanto pela escrita que desenvolveu como pela criatividade da qualidade do livro, suas ilustrações e, para não deixar de fora Crioulo e Jessica Balbino.em suas menções.
Quem ler esta obra acredita, eu que vai pedir mais, ou vai ficar um sabor de quer apreciar mais obras de Buzo, não por conhecer pessoalmente o autor, não por ter me dado oportunidades de mostrar meu trabalho, e sim porque li um livro de um escritor oriundo das favelas, da periferia, da comunidade como eu, mesmo por que ele sempre me diz, não fiz nada mais do que você fez por merecer, essa humildade também vamos encontrar na obra de Buzo, pois como o título que elaborei para essa resenha, somos profissionais da periferia, a arte está em cada canto, esta no talento de cada periférico, na literatura, no hip-hop, no grafite, no cinema na quebrada e no teatro, por tudo isso que não podemos deixar de ler esta obra, e tantas outras do autor e, esperar mais uma bela obra, pois com certeza é um profissional das letras.
E se esta resenha não teve o final merecedor é por que essa obra de Buzo com certeza não pode ser resumida em uma resenha, quem se arrisca fazer mais resenhas desta obra sinta-se com o dom da profissão periferia, valeu!

domingo, 12 de abril de 2015

RESENHA - Livro "Não temos muito Tempo" Mano Cákis.


APROVEITEM O TEMPO.
Por:: Germano Gonçalves.

Quanto tempo ainda nos resta? Muito eu diria, ao ler o livro de Mano Cákis, e sabem por que, me fez lembrar-se de uma frase que sempre costumo usar; “O tempo é a gente quem faz quem faz o tempo somos nós, na mente de quem for capaz”, inspirada no meu grande influenciador cantor, compositor e poeta Raul Seixas.
E uso este título “Aproveite o tempo”, pois o tempo é os dias em que vivemos então me vem outra inspiração ao ler a obra de Silva, “Carpe diem” (expressão em latim que significa “aproveite o dia”), pois não temos muito tempo, não significa que o tempo vai parar, ou acabar, que será o fim do mundo, é um alerta para salvarmos a humanidade.
Mas aqui vou falar de Claudio Roberto da Silva, o Mano Cákis, e lhes dizer que o tempo vai, mas as coisas ficam, e já nas primeiras páginas desta singela obra em que Silva quis também descrever sua vida, ele vai te surpreender com “Betinho, um herói de verdade” (p.11) onde ele traz uma conformidade com o real, de um cotidiano vivo, pois os heróis são de carne e osso, confrontando com as injustiças sociais. Caros leitores estarão diante de um escritor, poeta e professor de história, pra lhes contar a verdadeira história, sem essa de fantasia, o mundo do faz de conta.
Não é como não ter muito tempo, é como ter todo o tempo do mundo para ler essa obra, parece que tenho que mencionar todos os contos dessa obra, pois Silva, não me dá trégua e nem terminei o primeiro conto e, lá vem ele com um mais belo ainda usando de um suspense meio a uma ironia maliciosa, que vai te apanhar de improviso, no conto “Sobre a mesa, um corpo fatiado” (p.15), e acho que não precisa estudar física para saber que um pedaço de pizza também é um corpo, muito bacana este conto, poderia comparar com os de Voltaire de Souza, um pouco mais carregado na escrita, mas não muito tão forte, pois Silva não assassinou ninguém, só um toque de tensão forte no conto, que como muito se diz nos ditados populares; acabou em pizza. Essa é uma característica que notei e que achei mais atraente em sua obra, sua ironia que se associa ao humor em certas situações, isso pode ser um grande poder literário, poderá notar leitor em; “Cansei de você” (p.41).
Mas que ao decorrer da leitura irão encontrar com vários corpos sendo aniquilado, com este estilo que o autor me revelou, trazendo coisas que praticávamos antigamente, nos trazendo até saudades, e aí vamos aos deliciando nos contos de Silva, no seu modo de expressar, quando você leitor pensar que é, pode ser, mas não é, ou é depende de sua interpretação, e isso vão te prender como me prendeu do inicio ao fim, Silva passa nesses contos toda uma injuria que está impregnada na sociedade, maus tratos, grosserias, falta de respeito que sempre afeta os menos favorecidos, sem defesas e tem que suportar sabe-se lá até quanto tempo.
Nos mostra assuntos que estão no cotidiano das comunidades, acontecimentos que sabe muito bem dar um toque de poesia nos mesmo, usando uma carga rica de elementos literários no decorrer dos contos e suas poesias, Silva esta aí para nos fazer uma lembrança com o seu “Não temos muito tempo”, mas uma alerta também temos que amar nossas, esposas, crianças e ser solidário com as pessoas, e correr contra o tempo quem saiba teremos um mundo melhor para se viver, melhor e engraçado, pois em “Identificação” (p.43), nos mostra que as pessoas hoje em dia estão tão cheio de culpas, que quando o caso não lhe diz respeito, eles têm o reconhecimento duma coisa ou dum indivíduo como os próprios.
E o que observei nos contos de Silva, o diálogo está muito presente, e envolvem muitos personagens, entre, pais, filhos, vizinhos, crianças e toda comunidade entre os sentimentos de contentamentos, e manifestação contra a autoridade estabelecida, consegue caracterizar-se pela variedade de temas e pelo interesse na exposição de ideias.
Não sei se é do interesse do autor, mas ao passar as vistas nas páginas desta obra em questão, sinto que o autor nos mostra o quanto quer vivenciar todos os seus grandes problemas. Mas para deixar claro que para ele é muito útil, e ele tem que explicar, ou ao menos se fazer entender, entender os perigos que a vida proporciona os cuidados que devemos tomar como em; “Uma nova trajetória” (p.49), leia Silva, leiam a sua obra e verás que não está sozinho no mundo, e que se não temos muito tempo, temos todo tempo do mundo para mudar nossas atitudes, e enfrentar a realidade como Silva nos mostra no decorrer de sua obra.
O que podemos repara é que o autor sabe escrever e bem, a sua fala, a fala da comunidade, e sabe colocar isso no papel muito bem como em: “Buraco, vazio e invisível” (p.57), e assim essa obra vai surpreendendo a cada página desfolhada, a necessidade de pelejar pela paz entre a humanidade, não uma paz armada, mas sim uma paz que nos traga sensibilidade sem aqueles constrangimentos de machucar alguém moralmente, que chega ao ponto de entrarem em atrito, as pessoas e os povos, isso ele nos trás muito bem em; “Como dizem os brancos: A coisa vai ficar preta”, (p.65), um de seu melhor trabalho na obra, assim eu vejo.
Mas certo de que toda a obra é bela, ainda mais se tratando de seus poemas que vem com uma intensidade de quem faz uso da força bruta, mas misturando com uma virtude que consiste em suportar as dores como ele mesmo afirma ao iniciar suas poesias, “Poemas violentamente pacíficos” (p.69), e assim nos traz em seus versos, ode as mulheres negras, ao carinho e o amor que ele diz estar em extinção entre as pessoas, faz um alerta a onde estão nossas crianças, afirma que tem sim um coração cheio de amor pra dar, mas cadê o receber, que tudo está ligado a uma tecnologia que vem destruindo os sentimentos e que até os contos de fada se transformaram em um ato ou efeito de fingir; simulação, fingimento, e assim vai dando nome aos bois sim, como no caso de sua poesia “Abolição” (p.82), que está longe do extermínio, pelas marcas deixadas pelo passado e a repressão ainda existindo no presente, coloca muito bem tudo isso e o que já mencionei aqui com habilidade que foi conquistando na sua vivência dia-a-dia e se tornou o grande poeta que é respeitado e com embasamento em seus ideais.
Poderia descrever aqui todos os poemas de Silva, mas como ele mesmo diz, não temos muito tempo, e eu preciso ser breve nessa singela resenha, a este grande poeta, que aprendi a admirar, pelo seu caráter, pelas suas palavras e pela sua escrita, que você leitor ao ler essas páginas vai se deparar com cada verso do poeta, sentirá que ele viveu e, presenciou muitas passagens aqui nesta obra, e que nem tudo está perdido, precisamos de nos sentir vivo, ser nós mesmos ter uma identidade e ter a consciência de nossas raízes.
Suas poesias em se falando do modo que percebi, facilita e muito o entendimento ao leitor, como o leitor poderá ler dando pausas para pensar, pois vem em versos que às vezes estão em tercetos e no mesmo poema encontramos quartetos e até mesmo quintetos, mas isso fica como observação, pois Silva usa mesmo é dos versos livres que não seguem nenhuma métrica, pois o poeta tem liberdade para definir o seu próprio ritmo, tanto que em alguns contos que li poderia classificar como poemas em prosa, pois soube colocar em seus textos uma autonomia poética não constituída de versos, tendo neles a harmonia, o ritmo e a emoção de seu estímulo ao pensamento ou à atividade criadora.
Então leitor nós não temos muito tempo, precisamos agir de imediato, leiam a obra de Silva e saiba esse tempo em que o poeta nos fala, pois esta obra é também designada a meu ver, por uma escrita moderna, que se enquadra na literatura marginal periférica divergente, na qual se destacam elementos do modernismo e muito bem colocado pelo nosso poeta.
E vamos em frente sempre, combatendo essa diferença social, essa discriminação, mas com consciência que o livro é a nossa arma na mão, e com ela podemos atirar para acabar com as injustiças sociais.
Mano Cákis não pare no tempo, pois não temos muito tempo, aproveite o tempo, valeu!

sábado, 11 de abril de 2015

O EX-EXCLUÍDO - poemas e prosas.

SOBRE A OBRA.


O livro de Germano Gonçalves é autobiográfico, no qual o eu lírico e o narrador se prendem estritamente ao autor. Não podendo separá-los, precisamos entender que muitas informações citadas na obra não são referenciadas devido ao fato de estarem no imaginário do autor, atrelado a diversas fontes que excedem ao de fontes comprovadamente confiáveis, construindo um senso crítico próprio e próximo do que a periferia permite aos seus.
O autor quebra barreiras entre a história e sua interpretação dela, expondo suas opiniões de forma distinta e baseadas nas suas próprias experiências.
O livro se mantém muito próximo do desejado e idealizado pelo autor, mesmo  que com algumas alterações editoriais extremamente necessárias, garantindo ao autor a sua realização pessoal no produto final.
Pelo fato de ser autobiográfica, a obra fala da história de muitos  de seus leitores. Devido a isto, ainda há momentos “metapoéticos”, pois possui poesias versando sobre poesia. E ainda podemos identificar em alguns textos um tom motivacional, que se dirige a quem escreve e quem virá a escrever, incentivado estes autores à trilhar o caminho da literatura.
Devido ao fato de ser fã de Raul Seixas, a capa é inspirada em um álbum do cantor. Raul não se restringe a inspirar somente a capa, como podemos encontrar pelo livro muitas frases suas compondo a obra de seu discípulo. Em uma resenha feita sobre o livro caseiro que Germano carregava até então, Elielson nos diz:
 “Germano se desnuda na obra em suas mãos”. Ao terminar a leitura, parece que já o conhecemos de longa data. Ele faz uma excelente crônica da periferia. Veterano das quebradas, fala de um tempo em que eram comuns as rodas em torno da fogueira e a garrafa de vinho Natal passando de mão em mão. No violão mais uma do Raul.
O cantor é fundamental na vida de Germano Gonçalves, e sua principal influência em termos de visão de mundo e estética. O gosto pelo rock, a inquietação diante das injustiças e uma visão um tanto difusa sobre as desgraças do povo vêm do velho Raul.”
 Antônio Elielson Leite
É historiador, programador cultural  e coordenador do Programa de Cultua da ONG Ação Educativa.
Além da estética e das temáticas de Raul Seixas, o poeta traz PRINCIPALMENTE a sua experiência com o RAP e o Hip Hop, onde se encontrou e se deixou levar para a literatura, caminhando ainda hoje dentro deste movimento cultural tão próprio das periferias.
Há a crítica social relacionada ao seu meio e direcionada em alguns momentos às autoridades. Dos temas do cotidiano ao que se refere à artes literária, o autor acaba mostrando a sua libertação da margem social para um local que vai além de se incluir na sociedade, ele busca mostrar que é um “ex-excluído”, mas nunca se equipara negativamente ao alienado burguês atual, e nem mesmo àqueles que estão no topo da pirâmide social.
Ama a poesia e as escreve bem, tente ler em voz alta e perceberá que o trabalho vai além da rima. É um autor quando escreve poesia e outro quando escreve prosa. O livro traz algumas destas últimas, na segunda parte. Utilizamos o termo "prosa" devido ao fato de ser um conjunto de textos que vai além de um gênero próprio como o conto ou o relato, temos estes dois e mais alguns outros tipos. A poesia é escrita em verso livre e as prosas são  escritas em mente livre.
Este livro já vem sendo divulgado antes mesmo de a Editora SoMaDi existir, e agora nós presenteamos os leitores com a obra de Germano. Apreciem-na, assim como a vida de um escritor que é um ex- excluído até mesmo da sociedade literária.

SOBRE O AUTOR.



Germano Gonçalves Arrudas, também conhecido como Urbanista Concreto, nome artístico Germano Gonçalves, nascido em São C. do Sul - SP, em abril de 1963, filho de família mineira o pai pedreiro a mãe já falecida, prendas do lar, escreve desde pequeno. Seus primeiros poemas e textos foram publicados em jornais de bairro e informativo de empresas na região que reside.
Publicou um texto na coletânea Meditações, livro de bolso da editora Casa do Novo Autor Editora, intitulado de: “obtenção”.
Possui alguns diplomas por participação em concursos literários, um dos vencedores do concurso da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, com a história do bairro Pq. São Rafael, no concurso cultural, Escritores e seus leitores. “História do meu município, História do meu Bairro”.
Um dos vencedores do concurso de poesia tema: Mulher com a poesia: “Acabaram-se as Maria” do Conselho Regional da Mulher do Município de Jundiaí – SP. Tem a participação na coletânea do escritor Alessandro Buzo no livro: “Pelas periferias do Brasil Vol. 4, participa com uma crônica e um poema”.
Participação no livro do escritor Jean Melo – Crônicas Perdidas – com o conto “O homem que queria todas as coisas – editora scortecci – São Paulo – 2013”.
Um dos vencedores do concurso da SAMA de Mauá – SP, com a poesia “Água Vida”.
Frequentou a Escola Livre de Literatura, na casa da palavra de Santo André – SP,
Faz parte da Casa de Cultura do Parque São Rafael - Projeto  GENTE colaborador na sala de leitura. É oficineiro na Casa de Cultura de São Mateus, com a aficina “A arte da Literatura Periférica”. Também é professor de História na rede Estadual de ensino. Vem ao longo dos anos escrevendo, que foi o meio de se comunicar com o povo para uma vida melhor, passando e adquirindo novos conhecimentos. Define a literatura como algo fascinante.

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