terça-feira, 31 de março de 2015

DICAS DE LIVROS

O LIVRO: TROKANDO UMAS IDEIAS E RIMANDO OUTRAS.


WALTER LIMONADA é escritor, educador cultural e rapper.
Por intermédio do Rap e do movimento Hip-hop se arriscou em escrever e nos presenteou com este fascinante livro de linguagem similar a do pessoal do movimento, pois em sua obra ele escreve como se fala a linguagem do Rap ainda com muita informação e incentivo aos jovens para que fiquem longe das drogas e perto da escola.
As crônicas existentes na obra do escritor contribuíram para compreendermos os jovens que vivem nas periferias, e dos significados do próprio autor de suas vivências marcadas por profunda escassez, privação e violência. Levar historicamente as escolhas dos nossos jovens para que esses representem em suas vivências a construção de um desafio, na medida em que as letras carregam sonhos, desejos, dores, esperanças dentro de cada ser humano e não podemos deixar de ter alguma delas, a falta disso tudo pode gerar a frustração e fazer com que se procurem caminhos opostos à cultura. Sabendo disso o livro da um incentivo aos jovens para buscar a realização de seus objetivos. Neste livro também podemos perceber a rica carga de elementos que se faz presente no entendimento e conhecimento dos problemas sociais e étnicos para fundamentar as ações e os textos nas páginas deste livro.



Quem quiser ter um exemplar do livro entre em contato com o escritor.

Walter Limonada
O escritor:
Valter Luis Lopes de Barros, também conhecido por Walter Limonada, nascido e criado no Município de São Bernardo do Campo – SP (Periferia do Grande ABCD Paulista). Acumulando poesias, textos e crônicas começou a participar do movimento Hip-Hop desde 1992  como Rapper, mas também é compositor e escritor 1992.

O escritor, compositor e rapper, Walter Limonada criou em 2001 o selo chamado: Limonada Imprensa Alternativa (L.I.A.).

E mesmo atuando na total independência o seu “Lemon-Selo” sempre vem produzindo várias paradas, como por exemplo, desde 2001, vem lançando o Fanzine Periódico chamado “Folhas de Attittudes”, que resiste até os dias atuais, agora em formato de Blog. No ano de 2007, lança o seu primeiro livro a obra: “Trokando Umas ideias e Rimando Outras”, edição do autor, mas com o apoio da Ação Educativa.

Além das letras tem produzido e publicado os Cds: “Mente Poderosa” e “Teimosia!!! É defeito ou qualidade ?!?”.

Ainda nas letras Walter Limonada também participa como co-autor do caderno de Poesias: “RAPensando a Liberdade, tem participação na coletânea literária: “Pelas Periferias do Brasil – Vol. 03” – Organizado pelo Alessandro Buzo e no livro “Hip-Hop a Lápis – Vol. 02 – Literatura do Oprimido” – Organizado pelo Toni C.

E como podemos perceber Walter Limonada não só esta engajada nas letras como também na cultura em geral, porem por intermédio da escrita teve a oportunidade de estar presente em dois filmes nacionais no “Hip-Hop é Tudo Nosso” de Toni C. (2007).

“Profissão M.C.” de Alessandro Buzo e Toni Nogueira. (2009).

E também produz e apresenta um programa de Multimídia independente, chamado: “A Hora do Limão TV”, através da Internet. Mostrando que suas correrias vão além da escrita.

E para este ano de 2012 tem previsão para mais dois lançamentos de livros. Agora é só aguardar e esperar, enquanto isso continua a fazer apresentações e palestras.

E assim Walter Limonada, faz suas correrias sempre na luta em busca de vencer e fortalecer ainda mais o MOVIMENTO HIP-HOP.

Contatos com o escritor:

E-mails: walterlimonada@hotmail.com ou walterlimonada@gmail.com

Lemon-Blogs:

http://walterlimonada.blogspot.com (Limonada na Lemon-Correria).

http://walterlimonada.wordpress.com (A Hora do Limão TV).


http://zinefolhasdeattittudes.blogspot.com (Fanzine Folhas de Attittudes – On Line). 

DICAS DE LIVROS (Resenhas)

DICAS DE LIVROS.

DICAS DE LIVROS, LITERATURA E RESENHAS.

Este blog direcionado para quem gosta de literatura e, por consequência estaremos tratando aqui de um assunto que muito interessa aos leitores, qual livro ler? Qual autor escolher? Qual editora entender?.
Por tanto estraremos aqui, ou melhor, estarei aqui postando dicas de livros, resenhas, editoras e assuntos direcionados a publicação de livros. Lembrando que este blog é para quem gosta de literatura, mas com um foco maior na Literatura Marginal, Que está as margens das grandes editora e, quem escreve as margens do cenário literário do país, e que também está as margens da grande mídia, como este blog, mas fazer notar que também possa ser visitado pelo pessoal da academia, nada impede, esperamos que todos apreciem os aqui escritos, essa literatura marginal também denominada de literatura marginal periférica divergente, assim todos os escritores poetas de periferia tem espaço aberto aqui, tudo no incentivo à literatura, e para começar essa coluna, temos a honra de apresentar uma escritora, que a meu ver, mexeu com um assunto que está não só na periferia, mas a periferia é um local que esse assunto está mais em evidência, não que nas outras classes sociais não esteja incluído, pois é um assunto constante em toda a sociedade brasileira.
Para iniciarmos vamos, destacar a capa do livro, mencionar um pouco da autora e depois a resenha do livro, estão curiosos, esperem aí, que vocês vão conhecer essa autora.
Eis a capa do livro.



Isso mesmo:
LIVRO: Marcela - pela outra metade da árvore.
AUTORA: Luciene Santos.
EDITORA: Chiado editora.
Págs: 516.
Categoria: Romance
Ano / Cidade 2014 - São Paulo - SP
ISBN: 978-989-51-0903-6.

A autora, é moradora da periferia da cidade de São Paulo, é professora da rede pública de ensino, e começou a escrever depois de muitos janeiros de experiência, pois é mãe e ao se defrontar com esse assunto resolveu escrever, e se agiganta com suas próprias capacidades e habilidades, não só escreveu como também incentiva a todos a escrever, seja lá qual for a idade, adolescentes, jovens e adultos, e agora só pensa em escrever, certo que teremos mais de Santos para desfrutar em um bom livro que com certeza virá pela frente, valeu!


RESENHA DO LIVRO.

Um livro muito bem escrito com uma carga rica de elementos, literários em conformidade com o assunto da obra, assim eu vejo “Marcela pela outra metade da árvore”. E para mostrar essa metade, Luciene Santos poderia organizar manifestações, passeatas, colocar uma camisa branca e junto a uma multidão invadir a avenida paulista, e mostrar sua luta para que os pais não abandonem seus filhos, querem abandonar quem lhes deu o filho (a), já não é muito lá agradável, mas poderemos até entender, agora abandonar a sua cria criatura.
Santos deveria mesmo fazer passeata, mas não; resolveu nos presentear com essa obra, de um valor a qual confesso, nunca tinha dado atenção e nem ao menos pensado na possibilidade de alertar a sociedade. Santos fez isso e fez muito bem, procurou a literatura e demonstrou a sua visão a respeito do assunto, uma visão que abrirá com certeza a mente de quem for capaz, por que é isso que a literatura faz, causa sensação em seus, romances, contos, crônicos e poesias, afeta qualquer ser humano. Santos com sua obra não só trata do assunto abandono paternal como também, usa frases de personagens, pensadores, escritores e intelectuais, para trazer à tona a ausência paterna em sua obra, como pratica social, pois nos chama a atenção sobre o assunto com uma leveza e virtude que consiste em suportar as dores, incômodos, infortúnios, etc., sem queixas e com resignação.
Observei que em “Cumplicidade milenar” Santos abre com a frase: “Saber o que é certo e não o fazer é a pior covardia”, (Confúcio), isso nos mostra uma submissão paciente aos sofrimentos da vida, pois se sabes o certo e o errado, porque faz, poderíamos viver bem melhor se fizéssemos a coisa certa, pois sabemos o que é errado, gostei muito dessa colocação de Santos, como gostei do livro em um todo, não como critico literário, pois não o sou, mas como também na qualidade de escritor a qual me encontro, posso afirmar que os relatos são de grande valor para a sociedade e para Santos dar continuidade nesse mundo fascinante dos escritores. Percebi os relatos de escritores amigos de Santos, como a também minha amiga, e escritora Maria Elza Araujo, que com certeza contribuiu para algumas palavras neste livro, eu com essa minha descrição pormenorizada da obra, me sinto lisonjeado em poder opinar, dar meu parecer nessa tão intensa obra “Marcela”, e por falar em Marcela, Santos também do destaque no meu entender a não só “Marcelas” existentes, mas também aos muitos “Marcelos”, contudo, ela abraça sim em sua obra uma causa social.
Vou preferir aqui não colocar nada a respeito de medo, lamentações, insensibilidades e negligencias que apresentam no livro, pois prefiro sim dar minha opinião mais ao lado literária, mesmo porque não tenho uma opinião fundamentada sobre determinado assunto, não que tenha que ser emitida por especialista, pois sou pai também, e conheço muitas Marcelas, e tenho a minha opinião própria, digo sim que tudo isso é culpa do Estado, por vez a culpa cai sobre os homens, mas se o Estado tivesse há tempos atrás, orientados e não reprimido a sociedade, talvez tivessem outra cultura, outro modo de vida. Assim quando as pessoas pensassem em constituírem família, tinham uma estrutura confiável, sabendo que o Estado daria condições para ambos, em termos de prioridades sociais, mas também vamos deixar isso pra outra ocasião, mas quero deixar registrado aqui referente ao nascimento de Marcela, pois demonstra o quanto o Estado não nos estrutura em nada: “Nós não precisamos de nenhuma educação, nós não precisamos de nenhum controle” (Pink Floyd, p.78), afirma o que digo acho que sim, pois o genitor rm destaque na obra de Santos é taxado como: “... ele se referiu á criança com desprezo; em contra partida, demonstrou atitudes covardes, “frouxas”, típicas de quem sempre faz o que mandam, seja o sistema, o governo, a mídia, a igreja ou mesmo a parceira efetiva...” (p. 92) Essa é a herança que o Estado deixou na maioria da sociedade a alienação.
E lá vou eu passando as vistas na obra e deliciando-me, e ao mesmo tempo deparando com, sentimentos, tristes no caso de Marcela, alegres também, pois teve momentos de felicidades, de incertezas e muitas emoções, por isso digo que existe uma carga rica de elementos literários, junto ao assunto abordado.
Nossa daria outro livro esses meus descritos sobre a obra, mas escrito por Santos que sabe tratar bem os assuntos sociais, mas voltando a comentar a obra literária de Santos, e finalizar, observo uma aparente ligação existente entre os escritores, apesar de essa ser a primeira publicação, demonstra certa intimidade com as letras, no decorrer de seus relatos, com um alerta onde no decorrer do texto existe o começo, meio e não saberemos o fim dessa causa paternal, mas saberemos o fim da obra de Santos, ao menos em relação ao que quis passar para os leitores, em uma leitura agradável. E é isso ou quase isso que pude observar na obra de Santos, alguns contextos sobre a obra em termos literários e em termos social, mas foi isso, finalizo dizendo que realmente a obra satisfaz qualquer leitor, quem gosta de literatura e quem gosta de ler, e também é um belo chamativo pra quem quer tomar o gosto pela leitura.
A obra é “Marcela pela outra metade da árvore”, mas também é “Santos pela semente semeada”, construirá uma árvore que só vai dar bons frutos.

Saraus da vida

Evento que vem crescendo por demais nas periferias de todo Brasil, inclusive aqui na minha quebrada, zona leste da capital de São Paulo, sempre no incentivo à leitura.
Sarau Comungar no espaço Cultural São Mateus em Movimento - Vila Flávia - São Mateus - ZL., na minha quebrada, é sempre uma satisfação total, estar presente. Neste sarau apresentei a minha mais nova arma, a poesia:‪#‎OMENINOQUEQUERIATIRAR‬, segue aí pra quem não ouviu, não estava presente, mas vou atirar pra todo quanto é lado, pois eu estou com esse menino e essa arma. “O livro na mão”.
O MENINO QUE QUERIA ATIRAR
Por: Germano Gonçalves.
- Eu vou atirar!
Gritava o moleque.
Me deixa aqui quieto.
Não tô de brincadeira não.
Eu vou atirar.
Lá do fundão dava para escutar
Pá, pá, pá...
- Nossa que coisa? Depois dizem que é menor de idade.
Dizia a população.
O moleque está atirando.
Pá, pá, pá...
Toda vizinhança ficavam a olhar.
E os tiros não paravam.
Pá, pá, pá...
A mãe chega e diz.
- Agora é assim vendem, essas armas em qualquer quebrada. Algumas eles mesmo fazem.
Aí o moleque não para mais de atirar.
Pá, pá, pá...
Tento segurar ele em casa, mas logo cedo ele vai lá para o centro da cidade, conheceu um sebo que vende essas armas.
Não se podem denunciar, os sebos são legalizados.
Daqui a pouco a polícia chega.
Pra acabar com esses tiros.
Vão dizer que estão lhes incomodando.
Que a arma do moleque
É uma ameaça ao Estado.
É uma arma 14 por 21.
E o moleque continuava atirando.
Pá, pá, pá...
Incentivando até as crianças.
Era com 38, 32, 765.
Tinha até uma, 12.
E até importadas lá dos estrangeiros.
Quando a policia chegou
Foi logo avisando:
- Vamos verificar essas armas aí.
Então o moleque disse:
- Calma aí seu guarda. Na verdade eu sempre
Ando armado, e armas eu tenho de vários gêneros.
Pra atirar pra todo quanto é lado.
Arma branca, antiga, arma do índio, do negro.
Arma de jornalista e até mesmo arma policial.
O policial então disse:
- Então tem um arsenal.
O moleque respondeu.
- Não uma bienal. Ou um alfarrábio como queira.
Vou mostrar, para os senhores.
Os policiais logo se armam, mas logo percebem.
- Que a 32 e 38 é infanto juvenil, a 765 que é um romance e a 12 é infantil.
Esses eram os tiros que saiam das armas que o moleque colecionava.
Livros de 32, 38, 765 e 12 pá, pá, pá... Páginas.
Com mais de mil tiros pá, pá, pá... Palavras.