sexta-feira, 22 de junho de 2012

Herói sem fama


HEROI SEM FAMA.
Por: Germano Gonçalves.

Herói que levava com sigo uma bravura de infância tinha pouca tolerância, determinado em suas ações tamanho era o seu coração, estava pronto para ajudar sentia dentro de si que tinha de fazer algo pelo próximo, e assim foi crescendo, querendo absolver todo o mal e como sendo seu destino se tornou policial, coragem não lhe faltava sempre sonhava em ser tira de tv.
Contava com a justiça leal e a lei que lhe era atribuída com vigor a cumpria.
Vivia da jovialidade que conquistará sempre na honestidade, na verdade do orgulho que sentia de ter esposa e duas filhas, no seu dever ele seguia, quem de ajuda precisava ele socorria, dentro ou fora da policia ele sempre com contentamento aparecia.
Respeito ele dava que quase não gostava de usar farda, por onde ele passava ninguém lembrava que ele era um guarda para todos era um simples herói da vizinhança que sempre nos momentos aflitos tinha ele na lembrança, ajudava uma mulher dar a luz a uma criança, levava um doente a ter  esperança de que ia se superar , voltar a vida gozar.
Vivendo a explicar os perigos que a droga podia proporcionar, queria todos livrar sem pensar nas dificuldades que ele poderia encontrar o importante era ajudar e sem nada ganhar.
Vivia com a grana que ganhava, não com a que falavam que devia ele arrumar, era apenas um soldado, mas nunca foi um pau mandado, por isso seus companheiros e amigos falavam:
 - Deixe de bobagem, tinha ele que ser mais vivido e se tornar um homem rico.
Mas o seu caminho era o que seu coração determinava não o lado da corrupção que muitos adotavam.
E entre maus e bons falatórios seu caminho ele seguia, sentindo toda energia para combater o crime dia a dia, e sempre ouvia que soldado tal foi condecorado com uma medalha, mas o que lhe interessava era fazer a coisa certa no final de cada batalha.
Se algum dia alguém o olhasse com mais sabedoria, saberia que não seria o seu superior, mas sim o criador de todas as coisas do mundo, trabalhava na honestidade mesmo sabendo que às vezes sua rotina o jogava em situações constrangedoras para com as pessoas não queria ser o tal procurava não ser mau.
Trabalhando dia e noite como um herói foi conquistando, as coisas que lhe era de direito, os anos iam se passando, os seus serviços prestando ano a ano com a esperança de um dia se aposentar e de sua família melhor poder cuidar, longe não estava o tempo dele da policia se desligar e com cautela ia ele seguindo seus passos ocupando o seu espaço.
E como todos têm direito a um descanso estava saboreando um dia de sossego, mas como parecendo uma coisa que estava lhe chamando fez com que ele fosse ao seu local de trabalho, umas coisas pegar e para mais rápido chegar e poder voltar, com sua moto foi buscar, só deu tempo de chegar e nunca mais voltar, parou em cima de um viaduto tudo ficou mudo, sem sentido ele caiu e sem explicação ele partiu, seria ele tão bom de coração que se foi nesta condição, nunca mais suas palavras de aviso a ouvir suas ajuda a prestar, tinha tudo de um herói, tipo esses de revistas em quadrinhos de arma na mão e farda de ilusão.
Não quero dizer que era perfeito, mas cumpriu seu dever direito. E uma coisa sempre nele pode se admirar, é vencer com lealdade de mãos dadas a honestidade.
Palavras de desvio para com ele sempre encenaram, e para elas tivesse dado ouvido hoje não seria um herói de fato vivido, e com a consciência limpa sem se sujar em um mar de lama, posso lhes dizer que és mais um HERÓI SEM FAMA.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

ENTREVISTA COM O ESCRITOR GERMANO GONÇALVES Para o Blog: Mundo Literário.


Eu fiquei muito feliz com  essa entrevista,  já tem um ano aproximadamente que esbarrei com o escritor no Livreiro e desde então  acompanho as postagens do Germano e agradeço pela bondade e o carinho que sempre teve com essa aprendiz de blogueira. Muito Obrigada e sucesso em seus projetos que são muito bacana.


Germano Gonçalves.
(autor de O Ex-Excluído)
"Eu gosto de livro, dos livros.
Livros abertos, livros fechados,
E até os lacrados, intocáveis.
Gosto da capa, das capas.
Do formato, em qualquer estado.
Dos prefácios, das palavras fáceis.
Das orelhas e, lombadas.
Da capa dura e da brochura.
Espiral.
Livros de romance, contos e espiritual.
Poemas, crônica e policial.
Das primeiras paginas.
Dos dados de catalogação.
Copyright."


ML: Fala um pouco de você.
GG: Eu venho de uma família mineira e dizem que mineiro sempre foram bons escritores, mas nasci mesmo em São Caetano do Sul cidade do grande ABC Paulista, mas logo aos 2 (dois) anos de idade meus pais se mudaram para capital de São Paulo em um bairro de periferia a onde estou até os dias de hoje, escrevo desde minha juventude, nada registrado oficialmente, meus primeiros textos e poemas foram escritos em jornais de bairros já na fase adulta e continuo na luta. Quanto a minha pessoa sou de uma opinião própria gosto de agir da minha maneira respeitando a todos claro. Quando gosto de uma coisa e me proponho a fazer tem que sair exatamente como eu pensei, eu me acho um escritor ético, sou comprometido com a verdade e defensor dos direitos humanos e a liberdade. Escrevo com meu estilo próprio, tanto que minha obra “O ex-excluído, é fruto da semente semeada”; sou um escritor que coloca no papel o que sentimos e não conseguimos dizer sem perder a generosidade, a felicidade e o sentimento de respeito ao próximo, à família e a periferia que costumo sempre dizer que é a minha terra natal.

ML: Fale do livro, porque do título. Da capa (ela não é muito atraente rs).
GG: Confesso que quem me conhece gostou muito da capa, mas olha a capa é inspirada em um dos melhores discos que eu acho do Raul Seixas e por eu ser adepto de sua filosofia coloquei esta capa, você pode perceber que tem umas correntes no punho e elas estão quebradas isso significa que a pessoa se libertou conquistou algum espaço na sociedade esse é o sentido, aí a pessoa não é um excluído e sim é um ex-excluído, porque se incluiu na sociedade, ex: um ex-detento, um ex-viciado, um ex-desempregado etc. Pessoas que abandonaram o que faziam, pois eram excluídos da sociedade deu pra entender. Então o livro trás textos e poemas neste segmento a capa é só um detalhe do que esta por dentro do miolo do livro. Eu quero que quando as pessoas ler meu livro diga “Jamais eu li algo assim”.

ML: Porque em prosa poética?
GG:Porque a prosa nos da essa liberdade de escrever textos sem divisões rítmicas intencionais -- alheias à sintaxe, e sem grandes preocupações com ritmo, métrica, rimas, aliterações, isso é típico da literatura marginal periférica divergente nós temos a liberdade de expressão, pois a prosa poética assim como você perguntou: Da mesma forma, nem tudo que é escrito em forma de prosa tem conteúdo de prosa. Já dizia o poeta: “Aristóteles” em sua poética, a partir  da linguagem: "poesia" torna-se um  texto em que a função poética predomina sobre as demais. Por tanto, um texto escrito em forma de prosa pode ser considerado de "poesia", se sua finalidade, for poética. A tal texto pode-se dar o nome de prosa poética ou poesia em prosa. Pois é "prosa" em sua forma; mas "poesia" em sua função, em sua essência, nos sentimentos que transmite. Como quem ler a obra o ex-excluído encontrará textos nesta característica.

ML: Explica por que o movimento Hip Hop te inspirou e por que você se intitula "Poeta da periferia"
GG: Eu venho de um movimento que revolucionou o mundo, criou moda, abriu novos horizontes, novos costumes e pensamentos que é o rock ‘n’ roll esse movimento tiveram seus heróis e com as novas tendências perdeu sua força para o que eu costumo chamar de promessas indefinidas, os valores foram perdidos e muitos ídolos do meu velho e bom rock ‘n’ roll partiram desta constelação e não apareceu mais nada pra suprir essa falta os movimentos que apareceram e as musicas todas como um comércio da indústria fonográfica e o famoso jabá continua sobrevive, aí então apareceu o movimento hip-hop que eu me tornei adepto porque é um som falado e tem a ver com a literatura “palavra” e tem tudo a ver com a escrita e eu por gostar de escrever conciliei os fatos e encontrei muitas oportunidades tanto que já participei de duas coletâneas deste movimento, quando procurava os escritores ditos acadêmicos da elite não conseguia se quer escrever uma palavra e agora escrevo até para eles ler. E eu não me intitulo “Poeta da periferia” Eu sou da periferia como podem observar quando falo do meu livro em pergunta anterior Porque eu mostro, em meus versos livres uma periferia cheia de tédio, e a rotina de seus personagens, e das ruas e praças caóticas dos bairros afastados do centro, palco do dia-a-dia por vezes, animado apenas pela violência, pela fome e embriagados, maltrapilhos que catam lixo como recicláveis para a sobrevivência e meio a tudo isso os que querem cultura para se tornar um ex-excluído e que vê na poesia a vida. Porque em meus livros vou falar de Paris, Bariloche, Nova York, Veneza, Madrid, se aqui na periferia é o meu lugar, posso sim viajar conhecer outros lugares, mas quando mencionar em meus livros a periferia sempre estará em evidencias em minha obra.

ML: Você faz parte de algum projeto,ONGs que foca a inclusão social?
GG: Sim sou colaborador em uma Casa de Cultura denominada de projeto gente, onde tomo conta da sala de leitura no intuito de incentivar as crianças a ler e aos jovens e adultos a tomarem gosto pela leitura, com meus objetivos de professor tenho e preciso fazer algo em prol da literatura faço um projeto social em uma escola da prefeitura para os alunos do EJA – (Educação de Jovens e adultos) denominado de Estudos livres de literatura onde passo noção de literatura brasileira desde o inicio no quinhentismo até os dias atuas da contemporaneidade  e faço isto com gosto só pelo prazer de ensinar e ver as pessoas se interessando pelo assunto isto é muito gratificante.

ML: Quais são seus planos para o futuro?
GG: Planos? Tenho muitos, mas quero focar em escrever quantos livros eu conseguir e entre artigos, poesias, contos e tudo que envolver a escrita. Como disse que tenho muitos planos vou também dedicar a minha vocação de ser professor e realizar o meu mais sonhado plano que é fazer da minha periferia o bairro onde eu resido: Parque São Rafael Zona Leste de a capital paulistana, ser conhecido pela leitura, porque aqui o gosto pela leitura ainda é escasso, mas com meu trabalho e dedicação vou conseguir alcançar este meu objetivo e, um dia ser conhecido pelo escritor que mora no bairro dos leitores.

ML: Deixe uma mensagem para os leitores.
GG:  Bom que eles leiam de tudo, não importa o que e como esta lendo, mas que leiam e sempre incentive uma criança a ler. Porque ler abre muitos caminhos e a leitura anda com o conhecimento a sabedoria e também a ciências, por intermédio da leitura conquistamos novos objetivos na vida seja um leitor assíduo, mesmo que demore muito, mas não importa um dia você vai se aperfeiçoar e se tornar um devorador de livros, aos leitores, obrigado pela atenção e a consideração de lerem esta minha entrevista. E que quando lerem uma obra minha digam: “Jamais li algo assim”.
Quero agradecer ao Mundo literário em especial a Márcia Lopes por ter me dado à oportunidade de falar um pouco sobre meus trabalhos literários abrindo espaço em seu blog e acreditando mais uma vez nos escritores de periferia, valeu! 

ML: Nós que agradecemos e esperamos sinceramente que você consiga seus objetivos e continue com essa energia que sentimos nas suas palavras, por que suas ideias são muito bacanas e serve de exemplo pra todos nós cidadãos. 

GERMANO SE APRESENTANDO NO EVENTO 100% FAVELA 



Perfil do escritor: Facebook
Comprar O Ex - Excluído
Perfil no Skoob
Pessoal eu gostei muito e espero que vocês também tenham gostado, deixe um comentário.
Um Abraço a todos!