sexta-feira, 24 de junho de 2011

Poesia todos os dias

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ÁGUA VIDA

Por: Germano Gonçalves.

A água vem da fonte.
Está nos Deuses aos montes.
Água que rega a semente nos transformando gente.
Renovando a vegetação de todas as estações.
Água que alimenta o corpo do homem.

Sem água somos mortos.
Água instrumento de fé.
Lava o pecado de todos os irmãos.
Tornando-os cristão.
Banhando os pés.

Água segredo da vida.
Já dizia os filósofos gregos.
Na mitologia da época anunciando os Deuses.
Deuses das nuvens, das chuvas e do trovão.
Com seus raios e clarões.

A água é bela vem do céu abençoa a terra.
Movendo moinhos fertilizando o sertão.
Descendo pelas montanhas explorando suas entranhas.
Correndo na noite correndo no dia.
No leito dos rios e dos lagos ficam tranqüilas.

Água que flui nas cachoeiras.
Água que jorra na praça da bandeira.
Jorra aos montes fenômeno mirabolante.
Vem da chuva está no mar e no rio.
Cessa a sede enche-nos de brio.

Infinita e eterna a tua beleza.
Entre as pedras e cascatas que deságua no ribeirão.
Gotas de água que caem das nuvens.
Alegrando toda população encharcando o chão.
Nas inundações salvar as plantações.

Água cristalina tu és quem me guia.
Que me faz viver, querendo te beber.
Querendo me banhar em você.
Nas suas águas turvas animando-me com sua mistura.
Da natureza é a mãe mais bela pela sua pureza.
(Poesia umas da vencedora do concurso de poesia da SAMA de Mauá-SP)


CAATINGA
Autor: Germano Gonçalves

Há um tempo.
Em que o tempo.
Não ajuda.

A chuva não pinga.
As nuvens não carregam.
E também secam.

Acabaram as farturas.
Semear o que,
Se o tempo já se fez.

Há um tempo.
Em que o tempo não ajuda.
Estação que não muda.

Nada que vai nascer.
Terra que vai padecer.
Em mais um amanhecer.

Esperança de um tempo.
De uma renovada vegetação.
Para a vida no sertão.

Solo seco e úmido.
Céu de nuvens carregadas.
Para os relevo inundar.


COMUTA.
Por: Germano Gonçalves. ©

Escrever um livro
E mudar o mundo.
Com meus textos, palavras
E meus assuntos.
Pensamentos e ideologias
Tudo parece magia
Soltar o verbo
E fugir as regras
Mudar comportamento
Construir um mundo
Com meus heróis profundos
Pois a essência estava na adolescência.
Dos heróis que queriam aparecer
Barrados por um poder.

POEMA.
Por: Germano Gonçalves. ©

Eu hoje acordei e não sai do quarto.
Abraçado a seu retrato.
Hoje eu acordei e me senti assim,
Noite sem fim.
Retrato de um tempo de infância,
Que eu procuro só uma lembrança,
Do tempo em que você me abraçava,
e eu não tinha receio.
Hoje eu acordei.
E me senti sozinho,
Querendo um abraço, um carinho.
Uma palavra amiga, que não se ouve mais.
Um tempo que ficou para traz.
Tempo que não volta mais.
Que a vida era só aventura.
Uma realidade da inocência pura.
Nem me lembro de mais quanto tempo faz.


POESIA A MIL.
Por: Germano Gonçalves ©

Para se entender poesia.
Deve-se ler.
Uma, duas, três,
Quatro e cinco vezes.
Entender poesia.
Deve-se ler, seis, sete, oito,
Nove e dez vezes.
Para se entender poesia.
Deve-se ler.
Cem duzentas e trezentas vezes.
Para se entender poesia.
Deve-se ler.
Mais de mil vezes.
Para se entender poesia.
Deve-se ler mais vezes.
Deve-se ler, mais e mais vezes.
Deve-se ler infinitamente.
Deve-se ler diariamente.
Deve-se ler eternamente.
Para se entender poesia.
Deve-se ler, todos os dias.






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