sexta-feira, 24 de junho de 2011

Homenagem para minha mãe.

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DONA MARIA DE LOURDES.


(* 1931 / 1994 +)

Por: Germano Gonçalves – O urbanista concreto.

Onde tudo começou, tinha que se chamar Maria para ensinar as virtudes da vida.

Sentados em volta da mesa eu e mais três irmãos a espera da porção alimentar que vinha sempre com carinho e devoção, sempre foi assim cuidava de seus afazeres com carinho, amor, dedicação e com prazer em tudo que realizava.

Não seria o que sou se não fosse por ela e, se não tivesse dado ouvido aos seus ensinamentos talvez nem aqui estivesse, pois me fez aprender a entrar e sair de qualquer lugar e a todos respeitar. Mas também se não tivesse a companhia de meu genitor, homem que dobrou estes ensinamentos de minha mãe e me fez acreditar que tudo era possível que não podemos desistir jamais; ele sempre dizia: “Mesmo que ainda tivermos uma perna só, ainda dá para pular”. Meu pai Gonçalves Colar de Arrudas (In memorian). também.

Dona Maria de Lourdes em suas repreensões nos falava dos perigos que se aproximavam, das barreiras que teríamos de superar para conquistar nossos objetivos. Mantinha sempre um espírito elevado sobre todas as coisas e os males que a vida nos proporcionava queria sempre nos livrar. As dificuldades encontradas eram todas superadas e com alegria no rosto seguia sua jornada de dona de casa, ir ao supermercado, feira livre, passar roupa, lavar pratos, fazer o almoço sabendo das dificuldades do jantar por vezes nada para se alimentar, mas amava o que fazia sua missão aqui na terra ela cumpriu e, a toda ela amava, até os que não era de casa cuidava, procurava fazer o bem sem olhar a quem e, assim fomos ganhando irmãos adotados, que se perderam pelas estradas. Ângela dentro de casa, Luciano debaixo da escada, Márcia atrapalhada, a mãe preocupada Débora encantada consolidar todos no lar.

Sempre prestativa preocupada com suas cria fazer dos mesmos homens de bens, pois até com suas ações de manifestar-se com as coisas que não consideravam boas ela sempre tinha a sabedoria de nos avisar de um perigo um inimigo.

Uma mulher tão, forte e ainda uma senhora jovem e ela partiu restando para nós somente sua história, ficará na memória e, Deus quis assim; ela só para ti, nos deixando aqui com saudades e foi assim, sozinha em sua casa após lavar o quintal pra sala entrou e no sofá sentou-se descansou, uma dor veio sem avisar, dor que não passou e seu belo coração parou, uma sensação desagradável ficou e ela partiu, o dia conservou-se triste, úmido e frio, levando todo o brio de uma mulher guerreira amiga de todos e a dor no peito quedo como um aviso: “Já cumpriu tudo de direito”.

Hoje não esta mais aqui entre nós, penso em lhe escrever cartas porque sei que em algum lugar ela esta a nos vigiar, Dona Maria de Lourdes de onde estais você olhai por nós.

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