segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Coisas do pensamento

COISAS DO PENSAMENTO
Por: Germano Gonçalves.

É o alvo para se acertar na inteligência.
É triste e é feliz, és livre.
Às vezes se amarra em uma amargura.
Ou se solta em uma aventura.
É calado como na madrugada escura.
Alegre e solto como num dia de fartura.
Frio e úmido como um pássaro na colina.
Esperançoso e ansioso como olhar para uma menina.
Quieto em alguns momentos em atenção.
Aos seus próprios pensamentos.
Realizando ou destruindo.
Fortes emoções que vem do fundo dos corações.
No amor está a se animar.
No ódio está a se complicar.
Pode estar perto, correr e voar.
Pode ir longe, matar e morrer.
Sonhar e prosperar, em algum lugar.
Pensamentos vão estar.
Sem se machucar pensamentos alheios.
Pode voltar num abrir e fechar.
De um sinistro olhar.

(Poema do livro: Todas as Coisas edição do autor)


Livro Aberto. (todos os livros).
Por: Germano Gonçalves Arrudas.

Eu gosto de livro, dos livros.
Livros abertos, livros fechados,
e até os lacrados, intocáveis.
Gosto da capa, das capas.
Do formato, em qualquer estado.

Dos prefácios, das palavras fáceis.
Das orelhas e, lombadas.
Da capa dura, da brochura, espiral.
Livros de romance, contos e espiritual.
Livros de arte, livros didáticos.

Poemas, crônica e policial.
Das primeiras paginas,
dos dados de catalogação, Copyright.
Eu gosto dos agradecimentos,
das homenagens e dedicatórias,
dos índices, apêndices, das paginas do miolo.

Do papel em que passo o olho,
dos escritores e escritoras,
dos poetas e das poesias.
Eu gosto do que lia, escrevia.
Gosto de livro, dos livros, científicos.
Antologia, livros de magia.

Da folha em branco, da escrivaninha.
Um orador, digitar no computador.
Da folha com linha, nasce o mais ilustre, filho do homem.
És livre, tornando a realização, de toda sua existência.
O livro vem de dentro, não vem do ventre.
Vem do coração, vem da mente.
Deixe-o perto, deixe o livro aberto.

AMANHECER NA PERIFERIA.
Por: Germano Gonçalves

Amanhece o dia.
O dia amanhece na periferia.
Abrem se as janelas, das casas e barracões,
de tabuas e alvenarias
E começa um novo dia.
O bar e mercearia, do seu Joaquim!
Já de portas abertas, pra vender,
pãozinho francês.
Dona de casa sai para comprar o pão.
O ocioso já com copo de álcool no balcão.
Homens e mulheres se enfrentando
nos pontos, a espera de lotação.
Uns já atrasado, outros já cansados.
Todos assalariados.
Amanhece o dia, na periferia.
Criança descalça, jogando bolinhas
Soltando pipas, enquanto a mãe grita.
É hora da creche é hora da escola.
Uns vão e, outros, pedem esmola.
Os carrinhos de mãos, passando nas vielas,
em busca de panelas.
Vem o homem do queijo, a moça solta um bocejo.
Passa o verdureiro, maça e algodão doce, batem o tabuleiro.
O caminhão do gás apita primeiro.
Passa o carro de produtos de limpeza.
É assim o dia inteiro.
O carteiro junto com o bicheiro.
Um traz cartas de saudações nordestinas.
O outro quer o dinheiro dos vizinhos.
O cachorro late, a moto passa o carro bate.
Meninos e meninas brincando de bicicleta.
Moleques que jogam bola, a toda hora.
Brincar de pega-pega, policia e ladrão.
Esconde-esconde a realidade de uma nação.
Os rapazes nos beco sempre alerta.
Nas ruas o apito de um guarda.
Na viela um corpo que cai.
Aquele não era mais um pai?
Amanhece o dia.
O dia amanhece na periferia.

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