sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

AUTOGRAFOS


Mais autografos na noite de lançamento da obra, em Jundiaí-SP

AUTOGRAFOS


Autografando a obra na noite de lançamento do livro referente ao I Concurso literário de Jundiaí - SP.

POEMA 40 anos

ESCRITORES E POETAS


Entre os vencedores em Jundiaí-SP

NOITE DE ENTREGA DAS OBRAS - JUNDIAÍ-SP


Junto aos vencedores do Concurso literário de poesia em Jundiaí-SP

I Concurso literário Escritores e seus leitores.


LIVRO: História do meu bairro história do meu município, com a participação do autor com a obra: MAE BAIRRO POR MIM MESMO - Pq. São rfael uma antologia contada em prosa e poesia". Pág.99 - ed. arte e ciência - p2006. Livro referente ao Concurso literário Escritores e seus leitores promovido pela Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

II Concurso de poesia Jundiaí-SP


LIVRO: II Concurso literário de poesia do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Jundiaí-SP, participação do autor com a poesia: "Acabaram-se as Marias", pág.54 - ed. InHouse - p2008.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Habitação Rustica

HABITAÇÃO RUSTICA.
Por: Germano Gonçalves.

Não pedimos pra nascer, pedimos pra viver, seja a onde for, somos irmãos iguais a você.
Existe em qualquer periferia.
E nas proximidades da burguesia.
E um menino a perguntar.
Que culpa tenho eu?
Fiquei-me dentro de uma barriga.
De uma mulher que não era rica.
E que transou,
Com um homem,
Que juntava lixo.
Que tinha um espírito.
Fraco e impulsivo.
Os dois eram moços,
E o destino ocioso.
Quando me entendi por gente.
Todos me olhavam com maldade.
Só porque não escovava os dentes.
Meu cabelo não via pente
E assim seguia em frente.
As oportunidades.
Que a vida me trouxe.
Logo as perdia,
Pois todos já sabiam.
Nasci filho de mãe solteira,
Vivo num barraco de goteira.
Quem vê cara não vê coração.
Mas realmente.
Morava num barracão.
Os colegas não podiam me ajudar,
Naquela altura.
Era com eles que convivia.
Chamavam-me para qualquer aventura.
E ninguém me deu valor
Quando engraxava o sapato de um doutor
Tinha que entrar na moda,
Usar bombeta e não ser careta.
Curtir samba de roda,
Um rock de quebrada.
Acender uma bamba,
Ficar a pampa.
Se sair, fora da rodada... Nego!
Você dança.
E quem não entra fica na manha.
Que ninguém estranha.
E a vida é para homem de aço.
O trabalho é escasso.
Fui procurar ajuda,
Talvez do espaço.
Falei com o padre.
Tomei um nocaute.
Fui até o candomblé
Deram-me uns olés.
No centro espírita me disseram.
Pra levar a vida na esportiva.
Encontrei um pastor que por mim orou.
E no meu humilde aposento.
A comida acabou.
Meu DEUS, quem eu sou?
E a vida me obrigou.
Viajar e pegar, para me sustentar.
É a favela.
Nela a vida é uma fera.
Espera o que nunca vem.
E o que se tem.
Ferimentos e sofrimentos.
Existe gente de bem.
Quer embarcar no trem da alegria.
E viver com harmonia.
Mas para os olhos de outrem.
Ali não vive ninguém.
(do livro: O Ex-excluído, edição do autor)

Hip-Hop

HIP HOP (somos alguem).
Por: Germano Gonçalves.

Favela Lugar de gente sofrida.
Dizem que só tem bandido
O coração fica ferido.
E daí a vida é airada
Na favela tem gente que trabalha
E daí tem a vida que é foda
Tem o pessoal do Hip Hop
Este é o som que fala
Não é nenhum som pop.
Este é o som que fala dos problemas
Quer apontar a solução
Que todos querem é educação
É do gueto que é deste jeito
É de sangue na veia
É do pensamento.
Ë do elemento e tem o conhecimento.
Grafite, Dj e Mc’s nós somos assim.
O som que veio da comunidade
Como uma pequena ilha
O som que tem a sua Gíria.
Bate-cabeça é nosso estilo.
E o gênero é Rap positivo.
B.boy chapo o coco com rap no pé.
Mostrar para os Gambé que temos fé.
Não tem problema
O Rap é arte, é poema.
Fica a Pampa que ninguém estranha.
É isso ai embaçado e fim de papo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A princesa e a lua

A PRINCESA E A LUA.
Por: Germano Gonçalves.

Existia uma princesa, que toda à noite, olhava pra lua.
Saía à rua, saía pra ver a lua.
Tanto que a via, que sonhou um dia.
Em tocar a lua, entrar na lua.
E o sonho continuou, ano após ano.
Até que um dia, saiu para rua para ver a lua, toda sua.
Com a esperança de vê-la toda brilhante.
Observou que não tinha mais lua, cabisbaixa partiu e pensou.
O que será da humanidade, se a lua partir de verdade.
Faria de tudo para que a lua voltasse.
Entre seus belos pensamentos voltou para seu castelo.
Tão triste ficou, de não ver a lua que adormeceu e, não sonhou.
Acordou e pensou!
Queira ela que não seja uma quimera.
Toda aquela formosura e beleza.
Assim espantar sua tristeza.
Diante da mesa, fez um pedido ao príncipe.
Traz-me a lua de volta, que serei eternamente, toda sua.
O príncipe encantado, prometeu lhe dar a lua.
A princesa, do príncipe se desgostou.
Não que eu, não queira ela.
Não que ela, não me queira.
Quero apenas vê-la.
Observa-la entre as estrelas, sonhar com ela.
Possui-la seria impossível, toca-la utopia.
Acabaria com toda sua beleza.
A lua, pertence a natureza saiu para rua, pra ver a lua.
E lá estava a lua, toda sua.
Como quem agradecia, para a princesa.
A lua sorria.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Coisas do pensamento

COISAS DO PENSAMENTO
Por: Germano Gonçalves.

É o alvo para se acertar na inteligência.
É triste e é feliz, és livre.
Às vezes se amarra em uma amargura.
Ou se solta em uma aventura.
É calado como na madrugada escura.
Alegre e solto como num dia de fartura.
Frio e úmido como um pássaro na colina.
Esperançoso e ansioso como olhar para uma menina.
Quieto em alguns momentos em atenção.
Aos seus próprios pensamentos.
Realizando ou destruindo.
Fortes emoções que vem do fundo dos corações.
No amor está a se animar.
No ódio está a se complicar.
Pode estar perto, correr e voar.
Pode ir longe, matar e morrer.
Sonhar e prosperar, em algum lugar.
Pensamentos vão estar.
Sem se machucar pensamentos alheios.
Pode voltar num abrir e fechar.
De um sinistro olhar.

(Poema do livro: Todas as Coisas edição do autor)


Livro Aberto. (todos os livros).
Por: Germano Gonçalves Arrudas.

Eu gosto de livro, dos livros.
Livros abertos, livros fechados,
e até os lacrados, intocáveis.
Gosto da capa, das capas.
Do formato, em qualquer estado.

Dos prefácios, das palavras fáceis.
Das orelhas e, lombadas.
Da capa dura, da brochura, espiral.
Livros de romance, contos e espiritual.
Livros de arte, livros didáticos.

Poemas, crônica e policial.
Das primeiras paginas,
dos dados de catalogação, Copyright.
Eu gosto dos agradecimentos,
das homenagens e dedicatórias,
dos índices, apêndices, das paginas do miolo.

Do papel em que passo o olho,
dos escritores e escritoras,
dos poetas e das poesias.
Eu gosto do que lia, escrevia.
Gosto de livro, dos livros, científicos.
Antologia, livros de magia.

Da folha em branco, da escrivaninha.
Um orador, digitar no computador.
Da folha com linha, nasce o mais ilustre, filho do homem.
És livre, tornando a realização, de toda sua existência.
O livro vem de dentro, não vem do ventre.
Vem do coração, vem da mente.
Deixe-o perto, deixe o livro aberto.

AMANHECER NA PERIFERIA.
Por: Germano Gonçalves

Amanhece o dia.
O dia amanhece na periferia.
Abrem se as janelas, das casas e barracões,
de tabuas e alvenarias
E começa um novo dia.
O bar e mercearia, do seu Joaquim!
Já de portas abertas, pra vender,
pãozinho francês.
Dona de casa sai para comprar o pão.
O ocioso já com copo de álcool no balcão.
Homens e mulheres se enfrentando
nos pontos, a espera de lotação.
Uns já atrasado, outros já cansados.
Todos assalariados.
Amanhece o dia, na periferia.
Criança descalça, jogando bolinhas
Soltando pipas, enquanto a mãe grita.
É hora da creche é hora da escola.
Uns vão e, outros, pedem esmola.
Os carrinhos de mãos, passando nas vielas,
em busca de panelas.
Vem o homem do queijo, a moça solta um bocejo.
Passa o verdureiro, maça e algodão doce, batem o tabuleiro.
O caminhão do gás apita primeiro.
Passa o carro de produtos de limpeza.
É assim o dia inteiro.
O carteiro junto com o bicheiro.
Um traz cartas de saudações nordestinas.
O outro quer o dinheiro dos vizinhos.
O cachorro late, a moto passa o carro bate.
Meninos e meninas brincando de bicicleta.
Moleques que jogam bola, a toda hora.
Brincar de pega-pega, policia e ladrão.
Esconde-esconde a realidade de uma nação.
Os rapazes nos beco sempre alerta.
Nas ruas o apito de um guarda.
Na viela um corpo que cai.
Aquele não era mais um pai?
Amanhece o dia.
O dia amanhece na periferia.