domingo, 10 de setembro de 2017

RESENHAS MARGINAIS - Fretado de, Danilo Lago.

Resenha da crônica: FRETADO, de Danilo Lago.




TRANSPORTADO.
Por: Germano Gonçalves.

Resenha da crônica: Fretado, de Danilo Lago.

É um desafio, mas vamos lá. Digo desafio porque fazer resenha de uma obra seja ela qual for romance, contos, ensaios sociais e obras extensas no segmento literário, nos proporcionam condensar tudo em alguns parágrafos, por tanto podemos usar vários parágrafos. Agora resenhar um livreto com uma crônica, e ainda mais quando essa crônica faz jus ao que realmente é uma crônica, que é uma narração curta escrita pelo mesmo autor, na qual são relatados fatos do cotidiano, e acontecimento em um período habitual, se torna um desafio. Mas vamos lá, conheci Danilo Lago pelos saraus que freqüento, acabei fazendo um escambo, do meu livreto de contos, “Contos Marginais” com o dele de crônica, livreto este intitulado – Fretado.
Posso desde já dizer que não é um desafio, mas um prazer resenhar este livreto, pois assim que comecei passar as vistas no texto, já percebi de que se tratava de um autor que sabe o que quer, quer escrever, e soube dar uma seqüência lógica no que se quis relatar, aí me ajudou muito.  O que reparei em seu texto começou, e terminou no mesmo sentido, foi um processo que teve o inicio, junto ao meio e finalizou com toda inter-relação de circunstâncias que acompanham um fato ou uma situação. No caso aqui de um rapaz que se indignou com as promessas de um pastor, pregando aos seus fiéis dentro da igreja.
Agora propriamente falando do texto em si, mas que a meu ver, após a leitura tive o entendimento, não sei se é realmente isso, mas vou arriscar-me, em dizer que depois de ter escutado, a palavra do pastor, ficou com aquele pensamento, e acabou querendo sair do local por achar que tais palavras eram palavra que insulta a divindade, ou o que é considerado sagrado, talvez por isso ele após pegar o ônibus acabou em um lugar onde se enterram os mortos, ficou aí uma lição que vocês leitores terão que disseminar os fatos, e darem suas próprias conclusões ao lerem esse texto. A lição que nos deixa no meu entender é que o personagem da crônica ficou a pensar que devemos respeitar qualquer que seja a crença. Entendi ainda caso não seguir os passos de Deus, não vai para o paraíso, e seu destino será um lugar subterrâneo habitado pelos mortos.
E antes de finalizar quero também dizer que a capa é bem singela, mas chamativa, gostei da diagramação, pois não sei se por habito do autor deixou o texto sem justificar, pra dar mais estilo, o papel usado da cor amarela combinou com as letras pretas.

Boa leitura para quem tiver a oportunidade, de ler está pequena crônica de Lago, que com certeza irá inspirar o leitor a procurar mais textos de Lago, e cuidado ao pegar um ônibus fretado, você poderá ser transportado.

domingo, 27 de agosto de 2017

RESENHAS MARGINAIS - Um vulto e uns contos.

Resenha do Livro de: CHAIM MANAH ALL MIVLA.


UM VULTO E UNS CONTOS.
Resenha do livro de, Chain Manah All Mivla – Contos sem vultos..

Parece que eu tinha um livro nas mãos, e parece que li este livro, não era vulto não, mas sim a obra de Chain Manah, que lhes apresento com essa resenha, a qual desde já pede licença para o autor, em resenhar sua obra.
Pois bem o livro por sinal está bem escrito, com contos envolventes, e de uma imaginação fértil, e toda a capacidade de criar.
E logo em seu primeiro conto que abre o livro, já me encantei com a família de seu Khalid e seu Donatello, outra admiração pelo autor, a imaginação dos personagens, mas este conto intitulado: A Grande Saga (p.07), ao menos eu senti essa sensação ao passar as vista nele, e você caro leitor talvez perceba também, associando o nome do livro com este conto fiquei a pensar, sonho será vulto? Pois no conto um rapaz e sua família ficam ricos com pedras preciosas, mas assim em uma facilidade tremenda, que pode ser sonho, ou como um vulto que passa rapidamente, gostou da maneira que o autor empregou os elementos literários no texto.
Não pense você caro leitor que vou descrever aqui todo o livro não, isso é somente para aguçar a sua vontade de ler, caro leitor.  
Se eu lhes perguntei se vulto é um sonho, digo: - E miragem é vulto ou é sonho? Mas na verdade é que o vulto pode lhe parecer muitas vezes uma impressão, que é um sinal de que algo nos chamou atenção, e os contos de Chain Manah, com certeza, não só irá chamar a atenção como também prenderá a sua atenção até a última página. Mas vamos falar da obra, dos contos e deixe-se permitir para aprender mais com essa obra, que traz em seus contos uma variação ligeira de fatos e acontecimentos, não sei se por ironia do destino, ou por vontade do autor, o conto intitulado “A Miragem” (p.17), é tão rápido quanto uma miragem, mas determinante, e uma narrativa que se enquadra no gênero literário fantástico: contos fantásticos, mesmo por que vão perceber que miragem, não está somente no deserto não.
Livro incrível desde já parabeniza o autor, e vamos à obra e seus contos, onde o autor faz uma combinação daquilo que poderia ser uma tragédia, com um final apaziguador, vocês caros leitores vão perceber no conto, A Rosa Te Gracei (p.19), muito bem elaborado com as coisas ficando boas para ambas as partes, mas conta também com quem não se da bem na vida, por ser egoísta, acho que é isto, mas está é a minha avaliação tire a sua conclusão meu caro leitor.
Os vultos geralmente aparecem como uma impressão, como um sinal, e sempre nos dá uma sensação de algo está por chamar a nossa atenção, talvez devessem dar a devida atenção, se não para o aparecimento de um vulto, com certeza para o aparecimento desta obra literária, por tanto é preciso ler está obra, e acreditar em seu instinto e, perceber que sempre temos a sabedoria para com as coisas, e deixar de ler esta obra pode ser um sinal, para que usemos a parte mais intelectual e, com sabedoria tirar o conhecimento que o autor quer nos passar, a minha intuição diz que todos e todas devem ler este livro. É um livro de contos, mas com uma carga rica de elementos literários, envolvidos com as aventuras, que passam entre jovens, e seus objetivos na vida, estudos e trabalhos, com pessoas humildes e aquelas que querem levar vantagem na vida, mas também a convivência do ser humano nos seus mais variados atributos, como o amor, a amizade, o voluntariado e o auxilio ao próximo, nos narra o mundo acadêmico e sua importância, valoriza de certa forma o professorado, e as pessoas mais humildes. A busca por um ser supremo, em nossos caminhos, precisou acreditar para que o sonho não acabe, “Naquele instante, perdido, ajoelhei, voltei meu pensamento para Deus e rezei como nunca tinha rezado na vida, aí eu acordei.” (p. 30). Conto intitulado O sonho.
Mas vamos mais alem do que um sonho, em o Sítio das Galinhas, fez me lembrar da corrida do ouro, em um conto muito bem elaborado e disseminada, em sua passagem, e a Serra Pelada, (No Estado do Pará, A serra se tornou muito conhecida durante a década de 1980 por uma corrida do ouro moderna, tendo sido o local do maior garimpo a céu aberto do mundo) veio à tona, quem se lembra o lugar invadido por uma multidão, chegavam ao local em busca de pedras preciosas, vinham de todos os lugares do Brasil, em busca de ficarem ricos, mas aqui o autor reservou o esforço no sentido de achar ou descobrir o caminho da fortuna, para um grupo de jovens intelectuais e de tudo certo. “Destaquei logo em estudos das pedras preciosas e dos minérios em geral. (p.38).
Como o livro discorre pelo estado de Minas Gerais, tem-se uma passagem que nos recorda o ET de Varginha, quem lembra, vai gostar muito do conto: A abdução. (Incidente em Varginha, como ficou conhecido pela imprensa brasileira, foi uma possível série de aparições de OVNIS - Objetos Voadores Não Identificados, a captura de seres extraterrestres inteligentes, em 20 de janeiro de 1996, no município de Varginha, sul do Estado de Minas Gerais.
“... e ele subiu verticalmente e desapareceu na escuridão.” (p.93).
E pelas páginas do livro nosso autor vai aos prendendo com seus contos, bastante hilariantes, como o conto “Dito e a galinha Florisbela”, (p.96), tenho certeza que vocês leitores vão gostar deste livro, por tanto, deixo para vocês lerem e apreciarem esta obra e darem suas opiniões.
Os dois últimos contos: “Mida” e “O doutor e a empregada” vem na mesma inter-relação de encadeamento das circunstâncias que acompanham as aventuras da obra os fatos e as situações.
O livro em si, eu achei bem diagramado, capa assimilando com o conteúdo dos contos, não sei se de estilo do autor, mas gostei da intitulação, com cada título sublinhado. Eu já vi um conto, e não era vulto não, agora vocês leitores apreciem o livro contos sem vultos.

E vamos ler os livros, valeu!



quinta-feira, 27 de julho de 2017

Poema - O grito!

O GRITO
Germano Gonçalves – O urbanista concreto.


Poderia ter sido sem a exterminação, dos índios, sem a escravidão do negro, sem as injustiças sociais, mas tivemos que passar por tudo isso, e não aprendemos ainda, até quando será que teremos que gritar!



O GRITO

Hei Jão!
Empurra não.
Grita não.
Presta atenção.
Grite comigo!
Que eu grito contigo.
Psiuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Não posso ficar em silêncio
Com essa situação.
O ônibus não vem.
Metrô não tem
Saúde parou
Escola fechou.
O meu grito
É para ecoar ao tempo
Espalhar ao vento
Aos quatros canto do mundo
Pra dizer que não quero
Participar do seu assunto.
Ecoar por toda cidade.
Grito pela liberdade
O meu grito é um grito
Em lugar qualquer
É para o homem e para mulher.
Para todos os seres humanos.
Meu grito é para
Os meninos e as meninas
Fazerem rimas.
É para que os meninos não fiquem na esquina
Esquina pedindo esmola
Lugar de criança é na escola.
Um grito para o senhor e a Senhora
Pra contar a verdadeira história
Do índio que sumiu
Do negro que da sua terra partiu.
E que é
A semente da existência
Resistência.
Reis e rainhas, príncipes e princesas
Fruto da realeza.
E todo homem que aqui nasceu é negro sim.
O grito como o ato revolucionário
Os punhos para o alto.
Psiuuuuuuuuuuuuuuu Pisiuuuuuuuuu
Não deixem que calem
Não deixem que falem
Não deixem que parem
O meu
O seu
O nosso grito,
Que não fique em silêncio.
O grito dos revoltados.
Gritem comigo que eu grito contigo.
Li – ber – da – deeeeeeeeeeeeeeee!!!



terça-feira, 25 de julho de 2017

RESENHAS MARGINAIS - O rio de todas as nossas dores.



TODOS OS RIOS TODAS AS DORES.
Resenha da obra: O rio de todas as nossas dores, de João Caetano do Nascimento.

O rio passa pelos relevos como o sentimento passa em nossas vidas. Aqui o autor com todo seu cuidado com a escrita, e seu estado de jornalista, nos mostra, a capacidade de se deixar impressionar, de se comover em uma grande emoção. Uma expressão de afeição, de admiração, mas que também caracterizado pela falta de alegria, pela melancolia, e um personagem com constantes crises do passado, e assim o livro se fez.
E o romance toma forma, e vai se desenrolando, ou melhor, vai correndo como as águas de um rio, e logo em suas primeiras páginas a vingança é um rio que passa frio, e cauteloso que age ou pensa com cautela, com prudência, como o personagem de um menino, de um pai e de uma família. Ali meu pai começou a morrer... Sou um vingador solitário. Aquele que carrega nas mãos o pássaro cruento da morte (p.12). E assim vamos para a obra, à leitura que tenho certeza que vai te prender caro leitor, o romance se passa em uma vila, essas ditas de periferia a Vila da Alegria, com todos os seus personagens e lugares, o trabalhador, o patrão, o policial, o bêbado, as meretrizes, o solitário, a grávida, as crianças e o rio, suas estradas e caminhos, as casas e os barracões, os bares e uma pensão, as mulheres da vida e os desocupados, assim vamos caminhar pelas redondezas de uma periferia, mas já quero lhes adiantar caros leitores, o romance se passa em uma vila de periferia, mas a escrita vai levar você leitor para dentro do livro, pois Nascimento produziu uma obra com um conjunto de todas as fases necessárias para a realização de sua obra, mostrando um local como ele é não deixando a desejar a nenhuma geografia, das vilas existentes, e as que você conhece leitor.
O autor nos traz um problema social, onde se inicia a obra, em: “Pássaro Cruento” – 1972, Brasil, São Paulo, Zona Leste, São Miguel Paulista. Junho 11 domingo. (p.15). Vamos descobrir juntos este problema social não pode aqui relatá-lo, pois é isso que aguçar a sua vontade de ler esta obra, e aqui é o meu dever, fazer com que você caro leitor tenha a vontade imediata de ler. As pessoas estão aglomeradas na entrada principal daquela pequena vila de trinta e três casas, a maioria em construção... Os policiais fecham o cerco, preparam o ataque... (p.16). Todas essas conjunturas se passam nas periferias, e Nascimento soube colocá-las, com  uma característica ou particularidade de que é hábil, e tem capacidade com as letras, discorreu o romance, não deixando a desejar por nenhuma obra de nossa literatura, teve a destreza, agilidade e soube passar para o papel, aquilo que é de propriedade ou qualidade, dos personagens de uma vila.
Vamos então para a obra, a qual eu gostei muito, e já tenho a certeza que vocês gostarão também, referente a obra ela nos traz assuntos do nosso cotidiano, envolto aquilo sobre o que se conversa, no portão de casa, na rua, na fábrica, na escola, nos bares e até nos bordeis, a situação do País, e assim o romance vai se desenrolando, entre vingança, amor e ódio.
O lugar um lugarejo tratado pelo autor sempre no pejorativo, não sei se para dar mais qualidade, ao romance, ou para que o leitor vivencie o lugar, e sinta nas palavras como o poder público trata as vilas ditas periferias. Esta Vila fede a merda. Aqui o lugar é pobre (p.21), mas poderão observar que esse tratamento é feito, exatamente porque não chega estruturas ambientais, saneamento básico, urbanização, e o governo não investem na área, pois prefere investir no que é do lucro, aqui o poder fala mais alto, por causa de uma indústria instalada ao redor da Vila, a qual tem como um presidente, proprietário ditador, tirano e autoritário... Tirando a fábrica, não tem mais nada de trabalho aqui, e aviso esses bostas não gosta de contratar gente da vila...(p.22). Encontramos também todo aquele jeitinho brasileiro, nos relatos da obra, e mais ainda o autor nos remete aos duros anos de chumbo da não tão distante ditadura, que o país sofreu por 50 bons anos, ou melhor, piores anos.
O autor coloca em sua história a dupla personalidade, para não trazer a tona, a revolta de um passado, para prosseguir naquilo que às vezes se torna obcecado pelo ser humano, e que nada lhe impediria de realizar tal façanha, - Vicente ou Luís Silva. Vicente cede lugar ao diplomata Luis Silva... (p.37), descubra caro leitor e viaje nessa instigante aventura, que por vezes pensei é um romance policial, ou uma história de amor entre, Luis Silva e Alice, mas não a do país das maravilhas, ao menos aqui não, mas que essa Alice tinha muitos sonhos isso tinha, e lutou por eles. O encontro com a amizade de um menino, com a gentileza de uma moça, com a compreensão da dona de uma pensão e seus hóspedes, com toda uma vizinhança, mas com a alma de um profissional da vingança (p.47), e quando se quer praticar em nome próprio um ato lesivo, não se mede as conseqüências, e enfrentam todas as barreiras, e como o autor nos mostra no livro, para a vingança o personagem vai de clique em clique registra tudo.
Para instigar mais ainda a sua vontade, caro leitor de ler o livro, a aventura decorre sobre um empresário, uma ex-secretária, um vingador, e os policiais, não é fascinante, tudo isso se torna um rio, de lágrima, sangue e suor. Tem dor sim como o próprio autor intitulou o livro, mas tem também alegria, não seria possível que uma Vila chamada Vila da Alegria, fosse só dor, sofrimento e tristeza, mas caro leitor eu em particularmente achei a obra um tanto triste, mas passando as vistas nela, percebi que o autor, mesmo com toda pobreza da Vila das pessoas, consegue colocar um toque de humor na história, quando menciona as meninas da pensão. E o rio vai correndo e a história também, entre tentativas de vinganças, regularização de lote, lutas sindicais, conquistas de moradores. Começou por exigir a regularização do traçado das ruas e a colocação de guias e sarjetas, (p.65), o rio acompanha todo o desenrolar dos problemas sociais da Vila. O rio segue seu trajeto, sem olhar para os lados, é assim que eu vejo o rio nessa história.
Esse rio, ou melhor, essa história, nos traz também um velho ditado: “Deixe que o tempo, se encarrega das coisas”, aqui eu vejo como deixa o rio encarregar das coisas, e percebo ainda mais ditados populares como, o que se faz aqui, aqui se paga, isso o autor colocou muito bem, e vocês leitores irão perceber.
Para finalizar está obra, quero mencionar aqui a estética do livro, gostei do estilo que o escritor organizou os capítulos do livro, em forma de um cronograma dos dias da semana. E em destaque.
ENFIM, O DIA SEGUINTE

20 DE JUNHO DE 2000 (TERÇA-FEIRA). (p.215), e ainda prossegue com mais dois capítulos que encerram o livro, e conclui tudo aquilo que quis colocar no romance, na história de um lugar, de gente humilde, que sofrem com os descasos dos governantes,os donos ditos do poder sempre mandando, fazendo e desfazendo, a impunidade presente a cada momento, a cada luta de um povo, que só quer a liberdade, a felicidade o direito de ir e vir, tudo isso o autor soube tratar, dando vida aos personagens em cada capítulo do livro, aonde vai desenrolando as façanhas dos personagens, sem que puna alguém, sem que julgue, quem quer que seja no livro o autor só trata de uma questão a justiça, nem mesmo os merecedores de pena ou punição que se inflige a outrem, nem mesmo o vingador, pois o rio sempre corre para o mar, e não tem mar que não tenha fim. Pois o tempo se encarrega de curar todos os rios todas as dores. Boa leitura!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Resenhas marginais - UMA FESTA PARA UM LOBO.

Resenha do livro de: Joseiane Alvarez – A festa do lobo.


UMA FESTA PARA UM LOBO.
Resenha do livro de: Joseiane Alvarez – A festa do lobo.

Os contos de fadas são realmente encantadores, e quem é escritora no caso aqui, pode encantar muito mais essas histórias, incrementando-as, enchendo-as de imaginação, mudando as vezes o contexto da história, pois muito desses contos infantis, já são de domínio público certo? E nossa autora aqui em destaque fez isso e por sinal muito bem, por ser um livro infantil aonde vem carregado de ilustrações, não vou mencionar aqui a qualidade das mesmas, mas já adianto que o livro de Alvarez tem conteúdo e qualidade. Você leitor deva já estar se pensando no lobo mau da historinha do Chapeuzinho vermelho não é mesmo? Tudo bem é esse lobo mesmo, mas com um detalhe que Alvarez colocou perfeitamente, um lobo bom. – NAQUELE MÊS, O LOBO IA FAZER SUA FESTA DE ANIVERSÁRIO PARA COMEMORAR COM ALGUNS PARENTES E AMIGOS (P.03). Destaco aqui em letras maiúscula, ou em caixa alta algumas frases que são do livro, e a autora escrevem todo o livro neste estilo, pois bem já deu para notar que o lobo é do bem, ufa... Assim dá pra continuar a resenha, e vocês a leitura.
No decorrer das páginas, vocês leitores notaram que é uma imensa lista de convidados do lobo, isso a autora pensou bem, e digo melhor se saiu muito bem, reuniu todos aqueles personagens das estórias infantis, logicamente que no livro quem reuniu o pessoal foi o lobo, que convidaram todos eles não queria deixar ninguém de fora, realmente é um lobo muito bom, A BRUXINHA É A PRÓXIMA CONVIDADA DA LISTA DO LOBO (p.07), isso que é ser um lobo bom convidou até uma bruxa.
Pois bem outra característica que eu particularmente achei fantástico no livro, foi que a autora, trouxe para a modernidade, todos esses personagens de época atrás, pois essas histórias se já são domínio público, deva ter mais de um século que foram escritas, e nossa autora insere no livro o computador e o celular, é isso mesmo pessoal, pensem no lobo fazendo os convites no computador, e convidando os parentes e amigos pelo facebook, da até pra imaginar o Lobo criando um evento em sua página da rede social, muita criatividade da autora, belíssimos trabalho, e ainda tem mais, imaginem o Lobo passando mensagem, passando um WhatsApp para seus convidados, imaginem o Lobo e até mesmo outros personagens conectados na Web para responder para o Lobo, não é interessante.
No computador convite para CHAPEUZINHO. MINHA FESTA DE ANIVERSÁRIO SERÁ DIA 20 DE OUTUBRO ÀS 18:00h...(P.09).
No celular convite para os Três porquinhos. MINHA FESTA DE ANIVERSÁRIO SERÁ DIA 20 DE OUTUBRO. ÁS 18:00H, NA MINHA CASA NÃO FALTEM! LOBO. (p.11).
Sim eu acho muito interessante, mas vou ter que me reservar, pois não posso aqui contar o livro todo, vocês leitores que terão que ter a vontade imediata de adquirir a obra, pois muita coisa interessante ainda tem nas páginas deste livro, as ilustrações como mencionei que não iria dar minha opinião, mas esta muito bem desenvolvida, o livro em si, muito bem diagramado e principalmente muito bem escrito, com uma imaginação que a autora soube colocar no papel, com uma carga rica de detalhes e dignos de uma verdadeira historia infantil, para prender mesmo a atenção dos pequenos, mas também ser admirado pelos grandões seja para ler para os pequeninos, ou para conhecer o mundo encantado dos livros infantis, que a autora nos traz muito bem criado.
Parabéns para a autora, longa vida na sua carreira de escritora, que venha realizar todos os seus objetivos no caminho das letras, que esta obra venha lhe render bons frutos, não somente financeiramente, mas socialmente, que seja mais uma autora a incentivar à leitura. Continue com essa bela imaginação, que tenho a certeza que encantará muitos leitores.
Esta história mostra um Lobo um pouco diferente, e essa diferença eu já mencionei aqui, mas vocês caros leitores, observarão muito mais, e agora quero deixar todos como se diz nos ditos populares:
Com a pulga atrás da orelha. E sabem por quê:
Será que o lobo, como nós conhecemos como o Lobo mau, vai conseguir reunir o pessoal para sua festa de aniversário, não será uma armadilha do Lobo, isso vocês só vão descobrir lendo essa maravilhosa história, você iria a uma festa para um Lobo.


Valeu!


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Resenhas marginais - FAVELA MORAR NELA TODO DIA.


Resenha da obra: Favela – pra quem viveu e já viu, de Alexandre Peppe.




FAVELA MORAR NELA TODO DIA.
Por: Germano Gonçalves – O urbanista Concreto.

Esta resenha é escrita pra você que acredita na literatura urbana marginal periférica.
Salve!
Algo de notável ao ler a obra de Peppe, que nos traz com um belo romance em se tratando de literatura, mas aqui ele discorre sobre os acontecimentos, sofrimentos, ferimentos e vivência do dia-a-dia da favela, de quem realmente vive ou viveu nela, e mistura tudo isso, como sobrevivência, nos mostra o que é escolher um caminho, um destino e um estilo de vida. Em se tratando de vencer na vida a qualquer custo. O notável aqui fica nas palavras de Peppe, pois aqui a frase:
“O crime não compensa” cai em contradição, ou ao menos faz o leitor pensar, e sabem por quê: Logo na introdução da obra ele já nos mostra que se fomos entender a favela pelo dicionário, seria uma grande piada, pois a favela vai, além disso, é um mundo.
A obra por sinal, muito bem escrita, carregada de elementos naturais de uma localidade, pois ele nos fala dos jovens, das crianças, e das pessoas que vivem na favela, são pessoas honestas, nos mostra que na favela, pobre é aquele de espírito, o soldado do cão, e ainda por cima tem os Zé povinhos.
Aqui não cabe avaliarmos o autor, mas sim sua obra em termos literários, essa resenha a qual tomei liberdade de escrevê-la após a leitura da obra, procurarei passar para o leitor, o quanto é importante ler está obra, como as obras clássicas de nossa literatura, aqui caro leitor possa ser que encontre ficção, mas a verdadeira ação esta em cada passo que o autor nos dá no decorrer do romance, e nesses passos o autor nos traz, as injustiças e os descasos públicos, perante a favela, a polícia corrupta, os governantes irônicos, os religiosos charlatões e o tal jeitinho brasileiro que é imposto, todo mundo querendo se der bem.
Vamos adquirir sim essa obra, pois ela é uma arma que devemos carregar, porque ela mostra aquilo que a mídia sensacionalista jamais irá mostrar como é uma favela. O autor nos mostra na obra o que a TV faz com a população, fala dos programas, capazes de causar impacto, de chocar a opinião pública, sem que haja qualquer preocupação com a veracidade.
O autor ainda nos faz uma sugestão sejamos filósofos e tornemos pensadores, é disso que a favela precisa.
Não que eu tenha que ser breve, mas tenho que me ater, aos detalhes e a minha verificação sobre a obra, daria para escrever a obra da obra, mas aí é com Peppe, ele sim soube fazer uma obra dessa natureza, por tanto, caros leitores vocês vão se deliciar nas páginas deste livro.
Quero aqui mencionar um pouco de que vão encontrar no livro, os capítulos estão bem colocados, uma estética harmoniosa, pois o autor nos apresenta um destaque em todos os títulos dos capítulos, temos a ideia de que os textos dos capítulos realmente vão causar impacto; chocante. Possa ser que seja um estilo próprio do autor, já que em outra obra sua, que não vou citar aqui o nome, ele também faz uso deste estilo.
Esta obra pra quem não é da favela vai sentir-se na própria favela, e quem já é vai ter orgulho de ser. Já que o autor passa por vários momentos ocorridos na localidade, e nos traz as amizades e as sinceridades do povo que habitam o espaço. As incertezas e as certezas de quem quer viver na favela para a favela, nos atenta para a realidade do crime, das drogas, mas também da fé e da arte, para aqueles que querem se aventurar nas noites, junto aos eventos espalhados pelos quatros cantos da favela.
Nesta obra você leitor vai fazer uma viagem, volta à favela em 191 páginas, vai se deparar com tudo o que rola dentro das favelas e nas periferias, pois o autor menciona muitos bairros da Zona Norte, e também faz um relato de todas elas, Sul, Leste e Oeste, onde o reduto era o samba, agora o Funk. Favela é lugar de Samba, Favela é lugar de Funk, de crianças, de adolescentes, jovens e adultos e tudo um pouco. Favela é lugar de samba, Favela é lugar de alegria. A noite vem chegando, o transito de domingão vai diminuindo. O Samba come até as últimas, (p.64).
É do saber que estamos falando da favela, e favela também é lugar de bem. Gostei muito da passagem em que Peppe nos traz uma ideia, mas sem contraste nenhum, nem ao menos social – “Se o que acontece em VEGAS fica em Vegas, o que acontece no BAILE fica no Baile” (p.53), um alerta de tudo que rolar em um baile Funk, ou até mesmo na favela, fica somente com quem frequenta, pois na favela a união prevalece. Mas o autor com certeza vai prender a atenção do leitor com as menções que ele faz com o pessoal da música e toda uma personalidade que envolve a favela como símbolo de uma nação.
Mas caro leitor isso eu tenho que mencionar, o livro é forte, é pesado, com passagens que vai te indignar e até mesmo te revoltar, (...) e a velha acusa Jackeline de seduzir seu desprezível e imprestável marido e a expulsa de sua casa (...). (p.84).
Se o livro é pesado; contém temas adultos, também nos leva a fazer uma reflexão: “Ninguém está nem aí pra Favela”. Aqui só chega policia querendo extorquir os traficantes, perseguir usuário, maltratar o pessoal humilde e mostrar poder para as pessoas honestas. Aqui não chega pavimentação, investimentos governamentais em famílias e na urbanização e ações sociais, passam longe, ninguém da oportunidade para quem mora na favela, mas como o livro diz, favela pra quem viveu e já viu, sabe como que é! Eu arrisco dizer:
Se cadeia é pra homi, favela também é.
Não posso deixar de dizer, que o romance traz toda uma vivência de uma favela, A fé, a cocaína, o crak, a cahaça, o samba, o Funk, as religiões, mencionando os crentes, no capítulo: “O Deus dos Crentes” (p.82), mas sem discriminação ou preconceito contra religiões. Por tanto, caro leitor não vão passar despercebidos pelas páginas desta obra.
Quero dizer que o autor soube dissertar bem a temática do romance. Além disso, tornou o tema mais real, escolheu parte que domina sobre o assunto tratado, pois mostra que tem bagagem e, na obra tende a voltar à condição verídica dos fatos o original, ao ponto de origem que aparece com regularidade, muito boa essa obra, aposto que quem ler não vai se arrepender, e possa até ficar ansioso para ler mais obras de Peppe.
Essa obra tem que entrar nas favelas, se já não entrou, mas também tem que entrar nas escolas, pois os jovens ainda hoje em dia, repugnam quem reside na favela, ainda agem com atitudes agressivas – sejam elas verbais ou físicas – que acontecem sem aparente razão ou motivação clara.
E esta obra pode ser um fator determinante para que se compreenda essa situação, levando o conhecimento para os demais em forma de livro, pois podem pensar que se um escritor escreveu sobre a favela é porque ali também é lugar de gente importante.
E posso afirmar que aqui nesta obra, não tem nada de que os jovens já não sabem, em relação a drogas, sexo fácil, tráfico, dinheiro fácil e toda uma situação cotidiana de um lugar chamado favela, eu disse aqui o livro é forte é pesado, mas não é nenhuma alusão ou apologia a qualquer que seja a narrativa, mas sim um alerta.
Para encerrar essa minha resenha, quero colocar aqui alguns pontos que achei importante, perante a obra e aos personagens Wellington e Digo, atente-se leitores para: “No último culto de Digo em sua igreja sua ministração foi...(p.103) leiam. Ajudar pessoas carentes e desfavorecidas, isso era o que Digo sabia fazer melhor.
E não poderia de encerrar essa, dizendo a vocês leitor que o romance está em volta do personagem Rafinha, o Da Corte, que a meu ver, e passo aqui pra vocês leitores, mas que vocês terão a própria opinião após ler o livro, eu particularmente, entendo que o autor nos quer passar que temos que pagar um preço alto pelas nossas escolhas, e tem quem paga pra ver, pois tem sempre aquele que acha que o céu é o limite.
Procurei aqui não mencionar muito das páginas do livro, porque quero que você leitor compre o livro e, tire suas próprias conclusões, mas quero adiantar que vale muito a pena ler esta obra, por que ela é escrita sobre a favela, mas também é para o pessoal da academia apreciar, e sentir o gosto da FAVELA MORAR NELA TODO DIA. Boa leitura.

Valeu!


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Resenhas marginais - AMARGA PAIXÃO.

Resenha do livro: “Amarguras de uma paixão, de Marah Mends.


AMARGA PAIXÃO.
Por Germano Gonçalves.

Falar de amor seria a mesma coisa de falar sobre paixão? Isso meus caros leitores vocês terão que descobrir lendo essa maravilhosa e empolgante obra, que traz a paixão como ela é um sentimento humano intenso e profundo, marcado pelo grande interesse e atração da pessoa apaixonada por algo ou alguém. E a autora vem resgatar a paixão, onde ela mais flui, na adolescência, entre os jovens que freqüentam a escola, onde acontecem muitos contrastes sociais, e os comentários de beleza, auto-estima e até a prática das formas de atitudes agressivas – sejam elas verbais ou físicas – que acontecem sem aparente razão ou motivação clara, é isso nos deixa uma reflexão que vai persistir na leitura, e você leitor terá que refletir se; Quem ama não maltrata, ou a pertinente frase – “Fiz por amor”.
É isso que vai ligar firmemente, você e a obra. Notarei que a autora nos passa ficha de alguns personagens do romance, eu achei uma ideia brilhante colocar essa descrição conjunto dos dados relevantes de algo ou alguma coisa e dados pessoais.
Pois bem vamos à obra. Capítulo I a Chegada (p.31), Bem vindos à Mogi das Cruzes, é aqui que passa todo o romance juvenil de Marah Mends, mais precisamente em uma escola local, a chegada na nova vizinhança, de novos alunos, à volta ás aulas, muitas novidades entre os adolescentes, as amizades leais, novas amizades, novas paixões, acompanhadas de intrigas e muito interesse pessoal.
Veja só temos um novo vizinho pintando na Vila! As menininhas adoraram. O tal parece ter agradado aos paladares mais exigentes. (p.33).
Considerei muito achei apropriado, a autora em seu romance usar um local como uma escola, e essa escola sendo a mais popular de Mogi das Cruzes, e ainda por cima levar o nome de Mario de Andrade. Homenagem ao grande poeta, musicista, professor, folclorista, participante da Semana da arte moderna de 1922. (p.43) este é o fim a que se destina.
E vamos além nessa obra, tudo que surge de novo, uma causa, uma ideia, uma conquista vai causando um desejo irrefreável de possuir ou gozar o que é de outrem, isso a autora nos traz muito bem elaborado em sua obra.
Penso eu, mesmo porque Mends já foi adolescente e estudante, tenta passar aquilo que é falado ou comentado reservadamente, ou espalhado como boato ou suposição; mexerico, que vai servir de virtude que consiste em evitar a precipitação nos juízos, a imprudência, a impulsividade na conduta.
Sinceridade, amiga? A única coisa que realmente quero pegar é no bumbum daquele carioca. (p.53). Aqui a paixão como o amor se completa, entre os adolescentes e suas amizades.
E o romance vai se passando, no ambiente escolar, e mais legal ainda nessa obra é que, a autora nos resgata aquilo de mais importante dentro de uma escola, o grêmio estudantil, mas com alunos dedicados, interessados em melhorias para o ambiente escolar, e mais ainda fazer da escola um lugar agradável para se participar, envolver a comunidade e todo o entorno em assuntos sociais e culturais. No intervalo após as duas primeiras aulas, Andréia, Regina e Priscila correram para a sala do grêmio. Precisavam acertar com os outros secundaristas, os últimos detalhes para a reprodução em série do jornalzinho semanal. (p.82). E é um corpo de estudantes muito atento nesse grêmio, que fazem até o papel de jornalista.
A autora também soube colocar bem as divergências que sempre acontecem no meio dos alunos, isso meus caros leitores vocês vão perceber bem, quando lerem essa obra. Uma obra dessa natureza deve estar é dentro das escolas, pressinto que colaboraria para se ter mais união entre os alunos, e cada pessoa saber entrar e sair, de qualquer lugar sem se machucar, ou ser machucado.
A paixão pelo próximo, paixão carnal propriamente dita, paixão pelas causas sociais, as lutas e os movimentos, tudo em busca da paixão absoluta
Amigos, escola, grupos de garotos e garotas, mentiras, amizades, erros, amores, traições, sexo, sofrimento, conflitos, morte, lembranças. Vários jovens problemáticos e hilariantes prontos para te amarrar na história deles. Fascinante o que a autora nos traz, perguntas que ficarão em nossas memórias, até onde a amizade pelo próximo chega? E quando o amor não dura? Estão lançadas as perguntas caros leitores, este livro vai te surpreender e deixar no ar uma resposta a qual terá de responder, adquire o livro e se arrisque em responder, aceite este desafio que a autora nos propõe.
Você não vai conseguir para de ler.
O romance está em torno de Beto (Alemão) e Monica (modelo), e seus amigos e inimigos, Fabiano, Andréia, Ézio, Regina entre outros. Talvez você leitor vai se identificar com esse drama.
Eram sempre os mesmos papeadores, as mesmas figurinhas carimbadas: Regina, Ézio, Andréia, Thomeu, Rubens, às vezes Priscila, Mônica e agora... o mais recém chegado da turma: Beto. (p.118).
O livro está chegando ao fim, ou melhor, essa resenha, pois a obra jamais terá fim, mesmo porque este romance é só a primeira parte imagine o que vem por aí, e vocês não poderão perder a oportunidade de ler a segunda parte de Amarguras de uma paixão.
Não vou aqui relatar toda a obra, como podem observar, mas quero finalizar dizendo: Que está obra é uma publicação independente da autora Marah Mends. Um livro que tem uma leitura a meu ver fluída e inteligente, que conta através de fatos complicados e toda confusão que cerca os adolescentes, e ainda é um livro que podemos dizer que tem duas vertentes em se tratando de gênero literário, sendo um romance, infanto-juvenil/juvenil. Espero que gostem desta resenha, e com isso possam sentir o prazer imediato de adquirir a obra.
Será que você já passou por uma Amarga Paixão.

 Valeu! 


domingo, 4 de junho de 2017

SARAU NA CASA

1º Sarau da Casa de Cultura Municipal São Rafael.

Aconteceu na Casa de Cultura Municipal São Rafael,e o blog COISASLITERARIA estava lá para registrar mais este evento gratificante. O 1ª Sarau da Casa que foi o encontro de Sarau, com os coletivos Sarau do Binho e Sarau do Urbanista Concreto, com apoio da Força Cultural - Associação de arte, cultura e mídias populares.
Uma tarde muito gratificante com muita poesia e intervenções artísticas, o público veio prestigiar, e o sarau rolou como deve ser. Além do encontro do sarau, também teve a participação do coletivo Resistência Cultural sempre com apoio da Força Cultural.
Sob a supervisão de James Lemos Abreu na Casa de Cultura Municipal São Rafael, a promessa é de muito mais sarau, e outros eventos, para fortalecer a cultura local e no geral, quem quiser saber mais sobre os espaços culturais da casa acesse: https://www.facebook.com/ccsaorafael/
https://www.facebook.com/saraudobinho.sarau
e https://www.facebook.com/Urbanistaconcrerto/
E tenha a certeza de estar se fortalecendo no conhecimento, para termos um mundo melhor para se viver.
Confira agora em fotos de: Richard Nunes, alguns momentos deste encontro de Sarau o primeiro da Casa de Cultura Municipal São Rafael, valeu!


























































































Isso foi o que rolou no 1º sarau da Casa de Cultura Municipal de São Rafael, e o blog coisasliterárias, foi conferir este encontro de sarau junto ao Sarau do Binho e Sarau do Urbanista Concreto, e quem conferiu as fotos foi o blogueiro Richard Nunes DO BLOG: Penso, digo que Penso,Logo Existo!  

sexta-feira, 21 de abril de 2017

DE SARAU EM SARAU

SARAU DO SEU CAMILO
CEU SÃO MATEUS.

     De sarau em sarau, desta vez fui prestigiar, e se apresentar no Sarau do Seu Camilo, CEU SÃO MATEUS, mais uma vez muito gratificante, mostrar meu trabalho em prol de um  mundo melhor, por intermédio da literatura urbana marginal. 
    Foi uma noite esplendida, momentos gratificantes, rolou muita música e o rap presente, junto com poesias e rimas. É sempre muito bom participar dos mais variados sarau existente em nossa periferia, pois eu sempre digo, isso é a voz da periferia, e os guerreiros periféricos mostrando suas armas, como digo a nossa arma é o livro na mão, confira agora um pouco do que rolou em mais um sarau do seu Camilo, e não vai faltar oportunidade para ir mais vezes prestigiar este maravilhoso sarau que está ganhando força e identidade na região, longa vida ao sarau do seu Camilo valeu!
















































E vamos de sarau em sarau, maior satisfação participar de qual sarau seja, todos está em prol da cultura, em todas as linguagens artísticas, e eu vou levando a literatura urbana marginal, para os palcos dos sarau, sempre com o meu lema - "A minha arma é o livro na mão". No incentivo à leitura, valeu!