quarta-feira, 15 de novembro de 2017

1º Encontro de Saraus

REUNIÃO DE ARTICULAÇÃO.

Saraus da Zona Leste estão articulando, atividade para reunir os saraus, um grande encontro de saraus está para acontecer, e aconteceu neste feriado dia 15, na Casa de Cultura Raul Seixas a primeira reunião entre os membros dos saraus, estavam presentes alguns coletivos como o Sarau do Urbanista Concreto, Sarau do Seu Camilo, Sarau do Vale, Sarau Ocuparte e o coletivo Femisystahs. A reunião começou as 14:30 hs com uma ata redigida, onde as ideias foram colocadas para a realização de um Sarausaço no dia do aniversário da Cidade de São Paulo, 25/01/2018, na Casa de Cultura São Rafael, foi criado um GT (grupo de trabalho) para irem articulando as necessidades para a realização do evento. Mas este encontro de hoje já podemos marcar como o 1º Encontro de Saraus da Zona Leste, e vamos que vamos valeu!

ENTRADA CASA DE CULTURA RAUL SEIXAS


SELF E FOTOS DE CARLOS OTELAC SARAU DO SEU CAMILO


 ROLANDO A REUNIÃO AO AR LIVRE.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

II - SARAU SÃO MATEUS

Sarau realizado no Instituto do Samba de São Mateus.


O dia da consciência negra, é a consciência do povo no dia-a-dia, por isso hoje foi realizado no Instituto do Samba de São Mateus – O sarau São Mateus da Consciência Negra, pra dizer que dia de consciência é todo dia, todo dia é dia de consciência, então pessoal estive presente neste maravilho evento, rico em cultura e conhecimento, apresentação das entidades sociais de São Mateus e região, e das Casas de Cultura São Mateus e São Rafael. Com a presença também dos CAPS infantil e adulto, e muitos convidados que participaram do sarau, foi muito gratificante participar deste momento. Teve também oficinas de Fanzine com Danylo Paulo – O Trovador Obscuro do sarau do Vale, oficina de Turbante e uma roda de conversa, sobre o povo Africano, recitação de poesias com microfone aberto. Confiram alguns momentos em fotos do blog coisasliterarias.com qie esteve presente ao evento, valeu!








































terça-feira, 7 de novembro de 2017

Resenhas Marginais.

INTENSIDADES
Por: Germano Gonçalves.

RESENHA do livro: “Intensos Sentimentos – uma vida de incertezas, de Gill Santos.




Tive o privilegio de ser presenteado com a obra: Intensos Sentimentos – uma vida de incertezas, de Gill Santos, e também de conhece – lá, por tanto, resolvi retribuir todo esse momento em uma resenha de sua obra, confesso que não foi fácil, pela qualidade e conteúdo da obra, rica em elementos poéticos, e com uma carga magnífica de valores que vem do coração, deixando a razão para segundo plano. Como a própria autora me disse, eu digo a vocês que caso leiam esta obra de poesia, mas com uma estética que segue uma história, um enredo no decorrer das poesias, quem ter a oportunidade de passar as vistas nessa obra, com certeza vai se familiarizar com a mesma, pois ela trata do amor entre as pessoas, as inseguranças deste amor, o medo, as incertezas, as dores, os sonhos, o ciúmes como vaidade, a posse e tudo aquilo que possa distanciar e vivenciar uma grande história de amor, ou aproxima - lá cada vez mais.
E logo nas primeiras páginas me deparei com o título do poema “Anjo” (p.30), pois assim que deveria ser a união entre o amor, como um anjo que está sempre a proteger, mas não vou citar aqui nem uma frase dos poemas e nem dos capítulos, pois é você leitor que vai ler, e tirar suas próprias conclusões, e realmente posso afirmar que vão adorar sonhar junto à autora nas páginas desta obra, reverenciar, emocionar ou se perder neste mistério chamado amor, e se é real ou ficção, são seus pensamentos que dirão caro leitor.  E realmente esta obra trata do amor a dois, mas que vem do coração de uma mulher, como deve ser observando no poema “Eu em você” (p.41), podemos notar o amor a dois como um só, um fazendo parte do outro vivendo um só amor. É o amor como paixão, notaremos nos escritos da autora que faz dos poemas um romance contemporâneo na estética, mas um romance lírico, como os grandes contos de histórias onde envolve o amor acima de tudo, mas carregado de incertezas, ou melhor, de precauções, de se remediar para não sofrer com as paixões, pois a autora nos mostra que o amor febril, nos traz desgostos, amarguras e se sofre muito até vir à cura.
O verdadeiro amor, nós estamos sempre à busca, e para que isso aconteça desde já lhes dou caros leitores umas dicas; busquem esta obra, se não encontrares o verdadeiro amor, encontrará força e fé para conquistá-lo, pois a autora nos leva as mais interessantes aventuras para encontrar o amor, como poderemos observar em: “Aqui estou” (p.53), por que o amor pode estar bem mais próximo do que nós imaginamos. Disse aqui que não colocaria nenhuma frase das poesias, mas me deparei com uma que não resisti, “Fujo de ti, mas não te esqueço. Como queria novamente aquele beijo...” (p.58), porque o beijo faz parte do amor, gostei e sei que gostarão também caros leitores, e assim fui passando as vistas nas páginas da obra de Santos, e pude notar que o amor não está preso somente a uma pessoa, e que ninguém é obrigado a ficar preso a um amor não correspondido, isso eu percebi em “Proibido” (p.61) e “Amantes” (p.63), não que a autora esteja fazendo menções à traição, no entender aqui que quero lhes passar, é que o amor pode acontecer em todas as situações, e assim vamos lendo a obra, e aprendendo que a palavra EU TE AMO é muito forte, cuidado ao dizer eu te amo é uma responsabilidade intensa.
Pois bem e vamos passando as vistas na obra, quando me deparo com um poema deste maravilhoso livro que faz um enredo aos poemas, “Eu disse sim”, (p.68) este poema deveria ser musicado daria uma bela canção, tão bela como a obra.
Essa obra no meu entender, e por estar resenhando a mesma, arrisco-me a dizer que ao ler os poemas vi assim um tempo que está muito distante das pessoas, o tempo da inocência, do verdadeiro amor, aquele tempo em que os homens eram amantes, apaixonados e mais românticos, a autora nos traz um amor fervescente, onde se entrega ao amor de corpo e alma, e é tão bom você reconhecer o amor, como a autora nos traz em “O gosto do engano” (p.69), sem contar quase que uma ode a paixão Santos nos traz: “Paixão” e “Garras da paixão”, (p.71 e 72), quase que como uma obrigação de amar, é isso mesmo caro leitores vocês vão poder apreciar, é só adquirir essa obra, pois a autora escreve com toda essa paixão que vem da alma, vem de seu coração, faz as coisas por amor, e caros leitores que não estão apaixonados, apaixonarão, aqueles que viveram grandes paixões recordarão, pois como já dizia o poeta, recordar é viver, e com está obra nada melhor do que recordar uma grande paixão.
E como é mágico ser poeta, ser escritor, aqui no caso escritora, eu já mencionou aqui neste humilde relato sobre a obra de Santos, como é forte dizer eu te amo, aí me encontro com duas pérolas literárias, vamos dizer assim porque é assim que vejo as poesias “Eu te amo! Não...” (p.76) e Eu Te Amo, (p.77), está última está no estilo acróstico que por sinal ficou maravilhosa, e a frase eu te amo precisa ser propagada, mesmo quando a autora nos diz que: (...) Uma única vez, mesmo sendo mentira (...), faz bem para o ego, e talvez para a auto-estima do ser, do ser que se senti amado.
Essa é a obra em que vos apresento em questão, relata o amor, a paixão, a intensidade desta química, que está espalhada aos quatro cantos do mundo, mostra também os perigos deste amor, da paixão desgovernada, com certeza leitores vocês têm que ler esta obra, para termos um mundo melhor para se viver, e para se amar, pois a autora nos passa que é possível amar e ser amado, e que só o amor constrói, e que a perda de um grande amor pode fortalecer outro amor dentro dos corações, bela obra, digna de quem faz as coisas com a alma, e de quem não tem medo de sonhar, e de lutar por um grande amor, se sairemos feridos ou não isso depende da forma que vamos amar, mas que a autora nos dá a dica, de forma intensa e apaixonante de que vale a pena, como já dizia Fernando Pessoa.
Após essa obra jamais se esquecera do amor que ficou para traz, sentira que o amor será perdoado, seja ele qual for, isso se pode notar na poesia “Reencontro” (p.88), e assim a autora nos leva aos mais pelos sentimentos, se são incertos ou não como Santos diz, isso somos nós que vamos desvendar, e viajar nas páginas desta obra, onde perceberemos todos os caminhos que o amor nos leva, o “Abandono” (p.90), “Ponto final” (p.91), “Dor de uma paixão” (p.93), “Nossa Melodia” (p.100) e tantos outros caminhos que a autora nos aponta em sua obra.
E por falar em obra, o livro está muito bem diagramado, capa que nos remete a refletir sobre a imensidão do mundo, e de seus amores, a estética que Santos, usou nos poemas, a ideia brilhante de discorrer seus poemas em quase que um enredo, nos apontando para leitura de um romance, a divisão dos capítulos bem elaborados. Um capítulo que me chamou a atenção e, por sinal muito bem elaborado, “Agradecimento” (p.147), pelo amor e pela amizade e pela luz deste amor.
No meu entender, gostei muito como a autora finaliza a obra, em particular observei que o capítulo 11 (p.163) intitulado “Morte”, seria que só com a morte acabamos com a dor, ou seria como se dizem nos casamentos: “Até que a morte nos separe”, ou seria tudo que a morte tem: - Destino, adormecer, medo, lagrima, vazio e fim. Fica aí leitores uma reflexão.
Voltando aos poemas da obra, Santos, nos traz aquilo que o amor proporciona, em seu poema “Loucura” (p.107), onde muitos perdem a noção do viver, por causa do amor e, retornam como quem aprendeu a amar, e não só essa loucura, mas aquela dor do amor, uma dor com esperança dela terminar, pois o tempo cura todas as dores, essas dores que estão presente na obra, me faz eleger o capítulo “Dor” (p.115) como um dos preferidos que li, mas fico com o capítulo “loucura” (p.157), que também traz essas dores do mundo, e assim vou finalizando esse texto a respeito desta obra que está intensamente magnífica e, cheia de sentimentos, para que possamos avaliar, e refletir junto à autora, parabeniza-a autora por este belo trabalho, sem incertezas, mas com toda a certeza de que não deixa a desejar por nenhuma obra de nossa literatura brasileira, valeu!



sexta-feira, 3 de novembro de 2017

"CONTOS MARGINAIS" - O LIVRO.

Contos Marginais.
Por: Germano Gonçalves.
Capa de Onézio Cruz.
Prefácio de: Shellah Avellar.
Textos orelha de: Guilherme Azevedo e Ari Batera.


Este é o meu primeiro trabalho, arriscando-me no gênero literário dos contos, são contos que escrevi por muitos anos no site: www.jornalirismo.com.br, do meu amigo e jornalista, agora do portal Uol, Guilherme Azevedo, resolvi selecionar alguns que intitulo de mini-contos, e juntar a outros contos que tinha em arquivo, por tanto publico o livro "Contos marginais" - Sejamos nós os marginais.
Por intermédio da editora de alta qualidade, Beco dos Poetas, que desenvolve um belo trabalho, tanto nos saraus que realizam quanto na publicação, é a maior satisfação ter entregado os meus textos, nas mãos de quem trabalha com respeito e honestidade, desenvolvendo suas atividades para o pessoal da periferia, e para todos os poetas e escritores, que quiserem publicar suas obras.
Falo isso com toda certeza, pois o meu livro, saiu mais do que o esperado, este que lhe apresento agora.
Na periferia é assim, por que a periferia é assim, gente querendo mostrar suas capacidades de expressar suas artes, querendo mostrar a humildade em tudo que se faz, querendo anunciar um novo amanhecer, de um novo povo, carregados de verdades e querendo provar a honestidade no dia-a-dia, dos homens pobres, mas de boa linhagem; ilustres personagens de uma comunidade onde não só tem sofrimentos e ferimentos, mas também alegrias, entusiasmo e muitos contentamentos, pelos objetivos alcançados, como está obra: Contos Marginais, que vem pra dizer que na periferia também existe gente de bem, que quer embarcar no trem da felicidade.
Este é um trabalho desenvolvido pelo escritor e poeta Germano Gonçalves, também conhecido como – O urbanista concreto, que realiza o Sarau Urbanista Concreto, na
Organização FORÇA CULTURAL – Fomento a arte, cultura, esporte e mídias sociais, um espaço que abre as portas para a cultura de periferia, onde descobre muitos talentos, nos mais variados segmentos da arte, e varias atividades como: Yoga, Meditação, fonoaudióloga, nutrição, Ginástica terapêutica para terceira idade, artesanato, música, áudio, vídeo, jornalismo, Literatura e oficinas artística espaço para apresentações e prestação de serviço para população. Seu presidente Ari Batera e esse escritor vem ao longo dos anos, realizando projetos de incentivo à leitura em sua região, tem o lema de que: “A nossa arma é o livro na mão”, e “Não seja refém da ignorância LEIA”. Germano é fascinado por sua periferia na zona leste de São Paulo, e vê muitos personagens de talento, e acredita no potencial de um por um, pois sempre diz: - a arte tem que ser transformadora sempre.. Com esta obra o escritor dá continuidade em seu projeto, que desenvolve no bairro Pq. São Rafael transformá-lo em um bairro de leitores. Germano um guerreiro e ativista cultural, escritor, poeta e professor de história está ligado, as ações culturais de periferia. São contos do cotidiano de uma periferia, os sonhos e os objetivos de um povo que sofre com o descaso do poder público, e a árdua vivência de um povo periférico, que não só sofre, mas também luta e articula a cultura, em busca de um lugar melhor para se viver.
Por que queremos, construir, anunciar, criar e deixar um legado, para termos um lugar melhor para se viver, sem preconceitos para transformar o nosso meio, valeu!

domingo, 10 de setembro de 2017

RESENHAS MARGINAIS - Fretado de, Danilo Lago.

Resenha da crônica: FRETADO, de Danilo Lago.




TRANSPORTADO.
Por: Germano Gonçalves.

Resenha da crônica: Fretado, de Danilo Lago.

É um desafio, mas vamos lá. Digo desafio porque fazer resenha de uma obra seja ela qual for romance, contos, ensaios sociais e obras extensas no segmento literário, nos proporcionam condensar tudo em alguns parágrafos, por tanto podemos usar vários parágrafos. Agora resenhar um livreto com uma crônica, e ainda mais quando essa crônica faz jus ao que realmente é uma crônica, que é uma narração curta escrita pelo mesmo autor, na qual são relatados fatos do cotidiano, e acontecimento em um período habitual, se torna um desafio. Mas vamos lá, conheci Danilo Lago pelos saraus que freqüento, acabei fazendo um escambo, do meu livreto de contos, “Contos Marginais” com o dele de crônica, livreto este intitulado – Fretado.
Posso desde já dizer que não é um desafio, mas um prazer resenhar este livreto, pois assim que comecei passar as vistas no texto, já percebi de que se tratava de um autor que sabe o que quer, quer escrever, e soube dar uma seqüência lógica no que se quis relatar, aí me ajudou muito.  O que reparei em seu texto começou, e terminou no mesmo sentido, foi um processo que teve o inicio, junto ao meio e finalizou com toda inter-relação de circunstâncias que acompanham um fato ou uma situação. No caso aqui de um rapaz que se indignou com as promessas de um pastor, pregando aos seus fiéis dentro da igreja.
Agora propriamente falando do texto em si, mas que a meu ver, após a leitura tive o entendimento, não sei se é realmente isso, mas vou arriscar-me, em dizer que depois de ter escutado, a palavra do pastor, ficou com aquele pensamento, e acabou querendo sair do local por achar que tais palavras eram palavra que insulta a divindade, ou o que é considerado sagrado, talvez por isso ele após pegar o ônibus acabou em um lugar onde se enterram os mortos, ficou aí uma lição que vocês leitores terão que disseminar os fatos, e darem suas próprias conclusões ao lerem esse texto. A lição que nos deixa no meu entender é que o personagem da crônica ficou a pensar que devemos respeitar qualquer que seja a crença. Entendi ainda caso não seguir os passos de Deus, não vai para o paraíso, e seu destino será um lugar subterrâneo habitado pelos mortos.
E antes de finalizar quero também dizer que a capa é bem singela, mas chamativa, gostei da diagramação, pois não sei se por habito do autor deixou o texto sem justificar, pra dar mais estilo, o papel usado da cor amarela combinou com as letras pretas.

Boa leitura para quem tiver a oportunidade, de ler está pequena crônica de Lago, que com certeza irá inspirar o leitor a procurar mais textos de Lago, e cuidado ao pegar um ônibus fretado, você poderá ser transportado.

domingo, 27 de agosto de 2017

RESENHAS MARGINAIS - Um vulto e uns contos.

Resenha do Livro de: CHAIM MANAH ALL MIVLA.


UM VULTO E UNS CONTOS.
Resenha do livro de, Chain Manah All Mivla – Contos sem vultos..

Parece que eu tinha um livro nas mãos, e parece que li este livro, não era vulto não, mas sim a obra de Chain Manah, que lhes apresento com essa resenha, a qual desde já pede licença para o autor, em resenhar sua obra.
Pois bem o livro por sinal está bem escrito, com contos envolventes, e de uma imaginação fértil, e toda a capacidade de criar.
E logo em seu primeiro conto que abre o livro, já me encantei com a família de seu Khalid e seu Donatello, outra admiração pelo autor, a imaginação dos personagens, mas este conto intitulado: A Grande Saga (p.07), ao menos eu senti essa sensação ao passar as vista nele, e você caro leitor talvez perceba também, associando o nome do livro com este conto fiquei a pensar, sonho será vulto? Pois no conto um rapaz e sua família ficam ricos com pedras preciosas, mas assim em uma facilidade tremenda, que pode ser sonho, ou como um vulto que passa rapidamente, gostou da maneira que o autor empregou os elementos literários no texto.
Não pense você caro leitor que vou descrever aqui todo o livro não, isso é somente para aguçar a sua vontade de ler, caro leitor.  
Se eu lhes perguntei se vulto é um sonho, digo: - E miragem é vulto ou é sonho? Mas na verdade é que o vulto pode lhe parecer muitas vezes uma impressão, que é um sinal de que algo nos chamou atenção, e os contos de Chain Manah, com certeza, não só irá chamar a atenção como também prenderá a sua atenção até a última página. Mas vamos falar da obra, dos contos e deixe-se permitir para aprender mais com essa obra, que traz em seus contos uma variação ligeira de fatos e acontecimentos, não sei se por ironia do destino, ou por vontade do autor, o conto intitulado “A Miragem” (p.17), é tão rápido quanto uma miragem, mas determinante, e uma narrativa que se enquadra no gênero literário fantástico: contos fantásticos, mesmo por que vão perceber que miragem, não está somente no deserto não.
Livro incrível desde já parabeniza o autor, e vamos à obra e seus contos, onde o autor faz uma combinação daquilo que poderia ser uma tragédia, com um final apaziguador, vocês caros leitores vão perceber no conto, A Rosa Te Gracei (p.19), muito bem elaborado com as coisas ficando boas para ambas as partes, mas conta também com quem não se da bem na vida, por ser egoísta, acho que é isto, mas está é a minha avaliação tire a sua conclusão meu caro leitor.
Os vultos geralmente aparecem como uma impressão, como um sinal, e sempre nos dá uma sensação de algo está por chamar a nossa atenção, talvez devessem dar a devida atenção, se não para o aparecimento de um vulto, com certeza para o aparecimento desta obra literária, por tanto é preciso ler está obra, e acreditar em seu instinto e, perceber que sempre temos a sabedoria para com as coisas, e deixar de ler esta obra pode ser um sinal, para que usemos a parte mais intelectual e, com sabedoria tirar o conhecimento que o autor quer nos passar, a minha intuição diz que todos e todas devem ler este livro. É um livro de contos, mas com uma carga rica de elementos literários, envolvidos com as aventuras, que passam entre jovens, e seus objetivos na vida, estudos e trabalhos, com pessoas humildes e aquelas que querem levar vantagem na vida, mas também a convivência do ser humano nos seus mais variados atributos, como o amor, a amizade, o voluntariado e o auxilio ao próximo, nos narra o mundo acadêmico e sua importância, valoriza de certa forma o professorado, e as pessoas mais humildes. A busca por um ser supremo, em nossos caminhos, precisou acreditar para que o sonho não acabe, “Naquele instante, perdido, ajoelhei, voltei meu pensamento para Deus e rezei como nunca tinha rezado na vida, aí eu acordei.” (p. 30). Conto intitulado O sonho.
Mas vamos mais alem do que um sonho, em o Sítio das Galinhas, fez me lembrar da corrida do ouro, em um conto muito bem elaborado e disseminada, em sua passagem, e a Serra Pelada, (No Estado do Pará, A serra se tornou muito conhecida durante a década de 1980 por uma corrida do ouro moderna, tendo sido o local do maior garimpo a céu aberto do mundo) veio à tona, quem se lembra o lugar invadido por uma multidão, chegavam ao local em busca de pedras preciosas, vinham de todos os lugares do Brasil, em busca de ficarem ricos, mas aqui o autor reservou o esforço no sentido de achar ou descobrir o caminho da fortuna, para um grupo de jovens intelectuais e de tudo certo. “Destaquei logo em estudos das pedras preciosas e dos minérios em geral. (p.38).
Como o livro discorre pelo estado de Minas Gerais, tem-se uma passagem que nos recorda o ET de Varginha, quem lembra, vai gostar muito do conto: A abdução. (Incidente em Varginha, como ficou conhecido pela imprensa brasileira, foi uma possível série de aparições de OVNIS - Objetos Voadores Não Identificados, a captura de seres extraterrestres inteligentes, em 20 de janeiro de 1996, no município de Varginha, sul do Estado de Minas Gerais.
“... e ele subiu verticalmente e desapareceu na escuridão.” (p.93).
E pelas páginas do livro nosso autor vai aos prendendo com seus contos, bastante hilariantes, como o conto “Dito e a galinha Florisbela”, (p.96), tenho certeza que vocês leitores vão gostar deste livro, por tanto, deixo para vocês lerem e apreciarem esta obra e darem suas opiniões.
Os dois últimos contos: “Mida” e “O doutor e a empregada” vem na mesma inter-relação de encadeamento das circunstâncias que acompanham as aventuras da obra os fatos e as situações.
O livro em si, eu achei bem diagramado, capa assimilando com o conteúdo dos contos, não sei se de estilo do autor, mas gostei da intitulação, com cada título sublinhado. Eu já vi um conto, e não era vulto não, agora vocês leitores apreciem o livro contos sem vultos.

E vamos ler os livros, valeu!



quinta-feira, 27 de julho de 2017

Poema - O grito!

O GRITO
Germano Gonçalves – O urbanista concreto.


Poderia ter sido sem a exterminação, dos índios, sem a escravidão do negro, sem as injustiças sociais, mas tivemos que passar por tudo isso, e não aprendemos ainda, até quando será que teremos que gritar!



O GRITO

Hei Jão!
Empurra não.
Grita não.
Presta atenção.
Grite comigo!
Que eu grito contigo.
Psiuuuuuuuuuuuuuuuuuu
Não posso ficar em silêncio
Com essa situação.
O ônibus não vem.
Metrô não tem
Saúde parou
Escola fechou.
O meu grito
É para ecoar ao tempo
Espalhar ao vento
Aos quatros canto do mundo
Pra dizer que não quero
Participar do seu assunto.
Ecoar por toda cidade.
Grito pela liberdade
O meu grito é um grito
Em lugar qualquer
É para o homem e para mulher.
Para todos os seres humanos.
Meu grito é para
Os meninos e as meninas
Fazerem rimas.
É para que os meninos não fiquem na esquina
Esquina pedindo esmola
Lugar de criança é na escola.
Um grito para o senhor e a Senhora
Pra contar a verdadeira história
Do índio que sumiu
Do negro que da sua terra partiu.
E que é
A semente da existência
Resistência.
Reis e rainhas, príncipes e princesas
Fruto da realeza.
E todo homem que aqui nasceu é negro sim.
O grito como o ato revolucionário
Os punhos para o alto.
Psiuuuuuuuuuuuuuuu Pisiuuuuuuuuu
Não deixem que calem
Não deixem que falem
Não deixem que parem
O meu
O seu
O nosso grito,
Que não fique em silêncio.
O grito dos revoltados.
Gritem comigo que eu grito contigo.
Li – ber – da – deeeeeeeeeeeeeeee!!!



terça-feira, 25 de julho de 2017

RESENHAS MARGINAIS - O rio de todas as nossas dores.



TODOS OS RIOS TODAS AS DORES.
Resenha da obra: O rio de todas as nossas dores, de João Caetano do Nascimento.

O rio passa pelos relevos como o sentimento passa em nossas vidas. Aqui o autor com todo seu cuidado com a escrita, e seu estado de jornalista, nos mostra, a capacidade de se deixar impressionar, de se comover em uma grande emoção. Uma expressão de afeição, de admiração, mas que também caracterizado pela falta de alegria, pela melancolia, e um personagem com constantes crises do passado, e assim o livro se fez.
E o romance toma forma, e vai se desenrolando, ou melhor, vai correndo como as águas de um rio, e logo em suas primeiras páginas a vingança é um rio que passa frio, e cauteloso que age ou pensa com cautela, com prudência, como o personagem de um menino, de um pai e de uma família. Ali meu pai começou a morrer... Sou um vingador solitário. Aquele que carrega nas mãos o pássaro cruento da morte (p.12). E assim vamos para a obra, à leitura que tenho certeza que vai te prender caro leitor, o romance se passa em uma vila, essas ditas de periferia a Vila da Alegria, com todos os seus personagens e lugares, o trabalhador, o patrão, o policial, o bêbado, as meretrizes, o solitário, a grávida, as crianças e o rio, suas estradas e caminhos, as casas e os barracões, os bares e uma pensão, as mulheres da vida e os desocupados, assim vamos caminhar pelas redondezas de uma periferia, mas já quero lhes adiantar caros leitores, o romance se passa em uma vila de periferia, mas a escrita vai levar você leitor para dentro do livro, pois Nascimento produziu uma obra com um conjunto de todas as fases necessárias para a realização de sua obra, mostrando um local como ele é não deixando a desejar a nenhuma geografia, das vilas existentes, e as que você conhece leitor.
O autor nos traz um problema social, onde se inicia a obra, em: “Pássaro Cruento” – 1972, Brasil, São Paulo, Zona Leste, São Miguel Paulista. Junho 11 domingo. (p.15). Vamos descobrir juntos este problema social não pode aqui relatá-lo, pois é isso que aguçar a sua vontade de ler esta obra, e aqui é o meu dever, fazer com que você caro leitor tenha a vontade imediata de ler. As pessoas estão aglomeradas na entrada principal daquela pequena vila de trinta e três casas, a maioria em construção... Os policiais fecham o cerco, preparam o ataque... (p.16). Todas essas conjunturas se passam nas periferias, e Nascimento soube colocá-las, com  uma característica ou particularidade de que é hábil, e tem capacidade com as letras, discorreu o romance, não deixando a desejar por nenhuma obra de nossa literatura, teve a destreza, agilidade e soube passar para o papel, aquilo que é de propriedade ou qualidade, dos personagens de uma vila.
Vamos então para a obra, a qual eu gostei muito, e já tenho a certeza que vocês gostarão também, referente a obra ela nos traz assuntos do nosso cotidiano, envolto aquilo sobre o que se conversa, no portão de casa, na rua, na fábrica, na escola, nos bares e até nos bordeis, a situação do País, e assim o romance vai se desenrolando, entre vingança, amor e ódio.
O lugar um lugarejo tratado pelo autor sempre no pejorativo, não sei se para dar mais qualidade, ao romance, ou para que o leitor vivencie o lugar, e sinta nas palavras como o poder público trata as vilas ditas periferias. Esta Vila fede a merda. Aqui o lugar é pobre (p.21), mas poderão observar que esse tratamento é feito, exatamente porque não chega estruturas ambientais, saneamento básico, urbanização, e o governo não investem na área, pois prefere investir no que é do lucro, aqui o poder fala mais alto, por causa de uma indústria instalada ao redor da Vila, a qual tem como um presidente, proprietário ditador, tirano e autoritário... Tirando a fábrica, não tem mais nada de trabalho aqui, e aviso esses bostas não gosta de contratar gente da vila...(p.22). Encontramos também todo aquele jeitinho brasileiro, nos relatos da obra, e mais ainda o autor nos remete aos duros anos de chumbo da não tão distante ditadura, que o país sofreu por 50 bons anos, ou melhor, piores anos.
O autor coloca em sua história a dupla personalidade, para não trazer a tona, a revolta de um passado, para prosseguir naquilo que às vezes se torna obcecado pelo ser humano, e que nada lhe impediria de realizar tal façanha, - Vicente ou Luís Silva. Vicente cede lugar ao diplomata Luis Silva... (p.37), descubra caro leitor e viaje nessa instigante aventura, que por vezes pensei é um romance policial, ou uma história de amor entre, Luis Silva e Alice, mas não a do país das maravilhas, ao menos aqui não, mas que essa Alice tinha muitos sonhos isso tinha, e lutou por eles. O encontro com a amizade de um menino, com a gentileza de uma moça, com a compreensão da dona de uma pensão e seus hóspedes, com toda uma vizinhança, mas com a alma de um profissional da vingança (p.47), e quando se quer praticar em nome próprio um ato lesivo, não se mede as conseqüências, e enfrentam todas as barreiras, e como o autor nos mostra no livro, para a vingança o personagem vai de clique em clique registra tudo.
Para instigar mais ainda a sua vontade, caro leitor de ler o livro, a aventura decorre sobre um empresário, uma ex-secretária, um vingador, e os policiais, não é fascinante, tudo isso se torna um rio, de lágrima, sangue e suor. Tem dor sim como o próprio autor intitulou o livro, mas tem também alegria, não seria possível que uma Vila chamada Vila da Alegria, fosse só dor, sofrimento e tristeza, mas caro leitor eu em particularmente achei a obra um tanto triste, mas passando as vistas nela, percebi que o autor, mesmo com toda pobreza da Vila das pessoas, consegue colocar um toque de humor na história, quando menciona as meninas da pensão. E o rio vai correndo e a história também, entre tentativas de vinganças, regularização de lote, lutas sindicais, conquistas de moradores. Começou por exigir a regularização do traçado das ruas e a colocação de guias e sarjetas, (p.65), o rio acompanha todo o desenrolar dos problemas sociais da Vila. O rio segue seu trajeto, sem olhar para os lados, é assim que eu vejo o rio nessa história.
Esse rio, ou melhor, essa história, nos traz também um velho ditado: “Deixe que o tempo, se encarrega das coisas”, aqui eu vejo como deixa o rio encarregar das coisas, e percebo ainda mais ditados populares como, o que se faz aqui, aqui se paga, isso o autor colocou muito bem, e vocês leitores irão perceber.
Para finalizar está obra, quero mencionar aqui a estética do livro, gostei do estilo que o escritor organizou os capítulos do livro, em forma de um cronograma dos dias da semana. E em destaque.
ENFIM, O DIA SEGUINTE

20 DE JUNHO DE 2000 (TERÇA-FEIRA). (p.215), e ainda prossegue com mais dois capítulos que encerram o livro, e conclui tudo aquilo que quis colocar no romance, na história de um lugar, de gente humilde, que sofrem com os descasos dos governantes,os donos ditos do poder sempre mandando, fazendo e desfazendo, a impunidade presente a cada momento, a cada luta de um povo, que só quer a liberdade, a felicidade o direito de ir e vir, tudo isso o autor soube tratar, dando vida aos personagens em cada capítulo do livro, aonde vai desenrolando as façanhas dos personagens, sem que puna alguém, sem que julgue, quem quer que seja no livro o autor só trata de uma questão a justiça, nem mesmo os merecedores de pena ou punição que se inflige a outrem, nem mesmo o vingador, pois o rio sempre corre para o mar, e não tem mar que não tenha fim. Pois o tempo se encarrega de curar todos os rios todas as dores. Boa leitura!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Resenhas marginais - UMA FESTA PARA UM LOBO.

Resenha do livro de: Joseiane Alvarez – A festa do lobo.


UMA FESTA PARA UM LOBO.
Resenha do livro de: Joseiane Alvarez – A festa do lobo.

Os contos de fadas são realmente encantadores, e quem é escritora no caso aqui, pode encantar muito mais essas histórias, incrementando-as, enchendo-as de imaginação, mudando as vezes o contexto da história, pois muito desses contos infantis, já são de domínio público certo? E nossa autora aqui em destaque fez isso e por sinal muito bem, por ser um livro infantil aonde vem carregado de ilustrações, não vou mencionar aqui a qualidade das mesmas, mas já adianto que o livro de Alvarez tem conteúdo e qualidade. Você leitor deva já estar se pensando no lobo mau da historinha do Chapeuzinho vermelho não é mesmo? Tudo bem é esse lobo mesmo, mas com um detalhe que Alvarez colocou perfeitamente, um lobo bom. – NAQUELE MÊS, O LOBO IA FAZER SUA FESTA DE ANIVERSÁRIO PARA COMEMORAR COM ALGUNS PARENTES E AMIGOS (P.03). Destaco aqui em letras maiúscula, ou em caixa alta algumas frases que são do livro, e a autora escrevem todo o livro neste estilo, pois bem já deu para notar que o lobo é do bem, ufa... Assim dá pra continuar a resenha, e vocês a leitura.
No decorrer das páginas, vocês leitores notaram que é uma imensa lista de convidados do lobo, isso a autora pensou bem, e digo melhor se saiu muito bem, reuniu todos aqueles personagens das estórias infantis, logicamente que no livro quem reuniu o pessoal foi o lobo, que convidaram todos eles não queria deixar ninguém de fora, realmente é um lobo muito bom, A BRUXINHA É A PRÓXIMA CONVIDADA DA LISTA DO LOBO (p.07), isso que é ser um lobo bom convidou até uma bruxa.
Pois bem outra característica que eu particularmente achei fantástico no livro, foi que a autora, trouxe para a modernidade, todos esses personagens de época atrás, pois essas histórias se já são domínio público, deva ter mais de um século que foram escritas, e nossa autora insere no livro o computador e o celular, é isso mesmo pessoal, pensem no lobo fazendo os convites no computador, e convidando os parentes e amigos pelo facebook, da até pra imaginar o Lobo criando um evento em sua página da rede social, muita criatividade da autora, belíssimos trabalho, e ainda tem mais, imaginem o Lobo passando mensagem, passando um WhatsApp para seus convidados, imaginem o Lobo e até mesmo outros personagens conectados na Web para responder para o Lobo, não é interessante.
No computador convite para CHAPEUZINHO. MINHA FESTA DE ANIVERSÁRIO SERÁ DIA 20 DE OUTUBRO ÀS 18:00h...(P.09).
No celular convite para os Três porquinhos. MINHA FESTA DE ANIVERSÁRIO SERÁ DIA 20 DE OUTUBRO. ÁS 18:00H, NA MINHA CASA NÃO FALTEM! LOBO. (p.11).
Sim eu acho muito interessante, mas vou ter que me reservar, pois não posso aqui contar o livro todo, vocês leitores que terão que ter a vontade imediata de adquirir a obra, pois muita coisa interessante ainda tem nas páginas deste livro, as ilustrações como mencionei que não iria dar minha opinião, mas esta muito bem desenvolvida, o livro em si, muito bem diagramado e principalmente muito bem escrito, com uma imaginação que a autora soube colocar no papel, com uma carga rica de detalhes e dignos de uma verdadeira historia infantil, para prender mesmo a atenção dos pequenos, mas também ser admirado pelos grandões seja para ler para os pequeninos, ou para conhecer o mundo encantado dos livros infantis, que a autora nos traz muito bem criado.
Parabéns para a autora, longa vida na sua carreira de escritora, que venha realizar todos os seus objetivos no caminho das letras, que esta obra venha lhe render bons frutos, não somente financeiramente, mas socialmente, que seja mais uma autora a incentivar à leitura. Continue com essa bela imaginação, que tenho a certeza que encantará muitos leitores.
Esta história mostra um Lobo um pouco diferente, e essa diferença eu já mencionei aqui, mas vocês caros leitores, observarão muito mais, e agora quero deixar todos como se diz nos ditos populares:
Com a pulga atrás da orelha. E sabem por quê:
Será que o lobo, como nós conhecemos como o Lobo mau, vai conseguir reunir o pessoal para sua festa de aniversário, não será uma armadilha do Lobo, isso vocês só vão descobrir lendo essa maravilhosa história, você iria a uma festa para um Lobo.


Valeu!